Quando aceitei atirar-me nesta viagem não sabia bem naquilo que me estava a meter.
Hoje, onze músicas depois, tenho que admitir que provavelmente não me apanham noutra tão cedo. Calma, calma, eu explico.
Sinceramente, acho que este exercício me acabou por tirar o prazer de descobrir um álbum, aos bocadinhos, sem pressas, sem tempos, sem conclusões. A música tem um papel de relevo na minha vida, mas é sempre uma experiência muito íntima, muito pessoal e, acima de tudo, muito emotiva.
Não que seja falso o que eu escrevi, não que não tenham sido essas as imagens que me atravessaram, mas não me soube bem andar a ouvir uma música à procura de alguma coisa. Gosto do prazer e da liberdade de inundar os meus sentidos com notas, acordes e tudo mais, sem esperar nada. Pelo gozo absoluto de ouvir.
Confesso, também, que a parte que me deu mais prazer foi o ler o que algumas das outras pessoas encontravam, e essa sim, é a parte da experiência que guardo com carinho.
Falando do álbum em si, e sendo exaustivamente sincera (novamente!), não me disse muito. O que eu mais gostava nos Gift, e que fui discutindo ao longo de toda a «viagem», já não está lá ou se está eu não consigo vê-lo. Mais uma vez, repito, não acho que o álbum seja propriamente mau per se, tirando um ou outro momento menos feliz, como a Primavera. No entanto houve uma única música apenas que me fez fechar os olhos e viajar, mesmo sem querer, dentro de mim, sem eu procurar, sem desejar. A Always Better If You Wait for the Sunrise foi, sem margem para dúvidas A minha música e aquela que eu sei que ouvir com o coração.
Há quem goste de listas e de pontuações, mas para mim pontuar música faz tanto sentido como pontuar amigos (que é como quem diz, nenhum).
Tive as experiências musicais mais interessantes com a Mermaid Song, a Aquatica e a My Sun. A RGB deu-me para bater o pezinho. A Let it Be By Me, a The Race is Long e a Made for you não me disseram muito, mas também não me incomodaram. E por outro lado, a Suit Full of Colors ainda nem a consegui ouvir até ao fim. Já a The Singles, graças a toda a sua complexidade é difícil de arrumar numa gaveta, mas eu diria que apenas gostei de 25% dos minutos.
Quem sabe daqui a uns tempos eu não volto a ouvir este Explode e tudo me faz sentido. Quem sabe se ao vivo não resulta tudo numa festa e imensa comunhão.
Para já, parece-me uma óptima companhia para me acompanhar enquanto conduzo até uma praia qualquer mas não um álbum «da minha vida», como o foram os três anteriores.
A todos vocês que comigo partilharam estas onzes experiências um obrigada e um i’ll see you around.
Keep rocking in the free world!
Mostrando postagens com marcador even_flow. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador even_flow. Mostrar todas as postagens
15 de março de 2011
10 de março de 2011
Made For You pr Even_Flow
Made for you
Devo confessar que, numa de experiência, vi primeiro o vídeo.
Achei-o visualmente bonito, mas não achei que a música estivesse minimamente sincronizada com os actores, tirando, talvez, na parte final. Havia um desfasamento que para mim era claro. Coincidência, ou não, horas antes tinha estado a rever o Once, que para quem não conhece, é uma espécie de musical, na medida em que a música é uma fatia grande da história contada. Ao inverso do que se passa neste vídeo, os protagonistas são músicos profissionais e não actores, que foram convidados para desenrolar a história. Há um pequeno excerto muito semelhante a este e daí a minha comparação. No entanto a envolvência é completamente diferente e também a é a sintonia, a sinceridade, etc. Não desvalorizando a capacidade de marketing associada, o vídeo em si, não me convenceu.
A música, muito na linha da My Sun, é um quadro colorido de esperança e de energias positivas. Agradável, como uma bebida gelada enfeitada com chapéu-de-chuva pintalgado num dia particularmente quente de verão, mas não memorável.
Como tantas promessas de amores ou romances que acabam por se desfazer em castelos de ilusões….not made for me.
Devo confessar que, numa de experiência, vi primeiro o vídeo.
Achei-o visualmente bonito, mas não achei que a música estivesse minimamente sincronizada com os actores, tirando, talvez, na parte final. Havia um desfasamento que para mim era claro. Coincidência, ou não, horas antes tinha estado a rever o Once, que para quem não conhece, é uma espécie de musical, na medida em que a música é uma fatia grande da história contada. Ao inverso do que se passa neste vídeo, os protagonistas são músicos profissionais e não actores, que foram convidados para desenrolar a história. Há um pequeno excerto muito semelhante a este e daí a minha comparação. No entanto a envolvência é completamente diferente e também a é a sintonia, a sinceridade, etc. Não desvalorizando a capacidade de marketing associada, o vídeo em si, não me convenceu.
A música, muito na linha da My Sun, é um quadro colorido de esperança e de energias positivas. Agradável, como uma bebida gelada enfeitada com chapéu-de-chuva pintalgado num dia particularmente quente de verão, mas não memorável.
Como tantas promessas de amores ou romances que acabam por se desfazer em castelos de ilusões….not made for me.
9 de março de 2011
Race is Long por Even_Flow
Número 10
Demorei muito tempo a decidir o que havia de escrever sobre esta música. Não porque tenha algo particularmente difícil de exprimir. É que na verdade não tenho absolutamente nada para dizer. Não gostei particularmente de nada na música. E vice-versa.
Lembrou-me uma série de outras músicas dentro do mesmo universo musical e foi tudo.
É mesmo difícil escrever-se sobre “nada”. Se isto fosse uma das minhas maravilhosas frequências, fazia um esforço para inventar umas quantas coisas bonitas ou elegantes, a dar aquele ar de que percebia imenso do assunto e tinha imensas opiniões.
Mas sobre músicas não consigo fazer o mesmo. Quase que estive para escrever “é engraçadinha”, mas até me arrepiei, porque a música me parece bonita, porque entendo a mensagem, porque até tinha tudo para eu gostar. Se calhar é do pós-carnaval. Ou do pós pôr-do-sol. Um dia tento outra vez!
Como dizia uma canção qualquer, a mim passou-me ao lado.
Demorei muito tempo a decidir o que havia de escrever sobre esta música. Não porque tenha algo particularmente difícil de exprimir. É que na verdade não tenho absolutamente nada para dizer. Não gostei particularmente de nada na música. E vice-versa.
Lembrou-me uma série de outras músicas dentro do mesmo universo musical e foi tudo.
É mesmo difícil escrever-se sobre “nada”. Se isto fosse uma das minhas maravilhosas frequências, fazia um esforço para inventar umas quantas coisas bonitas ou elegantes, a dar aquele ar de que percebia imenso do assunto e tinha imensas opiniões.
Mas sobre músicas não consigo fazer o mesmo. Quase que estive para escrever “é engraçadinha”, mas até me arrepiei, porque a música me parece bonita, porque entendo a mensagem, porque até tinha tudo para eu gostar. Se calhar é do pós-carnaval. Ou do pós pôr-do-sol. Um dia tento outra vez!
Como dizia uma canção qualquer, a mim passou-me ao lado.
8 de março de 2011
Always Better if You Wait for the Sunrise por Even_Flow
The same old song
É estranho como é difícil explicar o que não está, o que nos faz falta, de tão sensorial e abstracto que é e de repente, esse algo aparece, tão óbvio, tão claro, tão evidente. Ainda assim tão complicado de espremer em palavras…
Se alguém me pedisse para explicar, afinal, o que é que me faltava neste novo álbum dos Gift, a minha melhor ilustração seria esta música e um “ouves?”.
Segundos antes de carregar no play estava a pensar comigo mesmo que, não obstante haver músicas que me tinham agradado, feito viajar, relaxado e transportado para todo um mundo de experiências sensórias deliciosas, ainda não tinha havido nenhuma música que me tivesse tocado profundamente.
E eis que, qual Alice, a porta que se me abre é, finalmente, aquela que eu mais queria. O meu próprio corpo manifestou-se imediatamente, como que despertado. Foi a primeira vez em todo o álbum que parei o que estava a fazer e me limitei a ouvir a música, a deixar-me invadir, a reencontrar um amor antigo e guardado numa das mil folhas do meu íntimo. A voz da Sónia, em todo o seu expoente, sempre foi para mim hipnotizante, uma espécie de magia sob a qual eu sucumbia, como um íman enfeitiçado. Finalmente senti-a, finalmente cresceu, finalmente explodiu.
Durante toda esta viagem perdi a conta ao número de vezes que ouvi cada uma das músicas, quase até à saturação, até encontrar alguma identificação verdadeira, até se desenhar em mim uma imagem mais detalhada do que o simples conforto da melodia. Esta, ao invés, não a desejo ouvir novamente em breve. Há toda uma digestão interior necessária, uma apropriação.
Não deixa de ser curioso que seja simultaneamente a música mais desesperante e sofrida de todas, a mais repleta de emocionalidade e de dramatização. Curioso, mas não surpreendente. Se eu pensar nos três anteriores álbuns dos Gift, não tenho qualquer dúvida na hora de escolher as três músicas que mais me marcaram: dream with someone else’s dream, front of, cube.
É o momento de me questionar sobre o meu «masoquismo» latente. Será que me identifico mais com o lado lunar, como diria o Rui Veloso? Porquê é que num álbum repleto de cores suaves eu só me sinto completa quando me preenchem as mais pesadas? Talvez seja apenas a necessidade do ying e yang. Ou talvez sejam saudades.
E, paradoxalmente, nem sempre a saudade é triste.
É estranho como é difícil explicar o que não está, o que nos faz falta, de tão sensorial e abstracto que é e de repente, esse algo aparece, tão óbvio, tão claro, tão evidente. Ainda assim tão complicado de espremer em palavras…
Se alguém me pedisse para explicar, afinal, o que é que me faltava neste novo álbum dos Gift, a minha melhor ilustração seria esta música e um “ouves?”.
Segundos antes de carregar no play estava a pensar comigo mesmo que, não obstante haver músicas que me tinham agradado, feito viajar, relaxado e transportado para todo um mundo de experiências sensórias deliciosas, ainda não tinha havido nenhuma música que me tivesse tocado profundamente.
E eis que, qual Alice, a porta que se me abre é, finalmente, aquela que eu mais queria. O meu próprio corpo manifestou-se imediatamente, como que despertado. Foi a primeira vez em todo o álbum que parei o que estava a fazer e me limitei a ouvir a música, a deixar-me invadir, a reencontrar um amor antigo e guardado numa das mil folhas do meu íntimo. A voz da Sónia, em todo o seu expoente, sempre foi para mim hipnotizante, uma espécie de magia sob a qual eu sucumbia, como um íman enfeitiçado. Finalmente senti-a, finalmente cresceu, finalmente explodiu.
Durante toda esta viagem perdi a conta ao número de vezes que ouvi cada uma das músicas, quase até à saturação, até encontrar alguma identificação verdadeira, até se desenhar em mim uma imagem mais detalhada do que o simples conforto da melodia. Esta, ao invés, não a desejo ouvir novamente em breve. Há toda uma digestão interior necessária, uma apropriação.
Não deixa de ser curioso que seja simultaneamente a música mais desesperante e sofrida de todas, a mais repleta de emocionalidade e de dramatização. Curioso, mas não surpreendente. Se eu pensar nos três anteriores álbuns dos Gift, não tenho qualquer dúvida na hora de escolher as três músicas que mais me marcaram: dream with someone else’s dream, front of, cube.
É o momento de me questionar sobre o meu «masoquismo» latente. Será que me identifico mais com o lado lunar, como diria o Rui Veloso? Porquê é que num álbum repleto de cores suaves eu só me sinto completa quando me preenchem as mais pesadas? Talvez seja apenas a necessidade do ying e yang. Ou talvez sejam saudades.
E, paradoxalmente, nem sempre a saudade é triste.
Marcadores:
AlwaysBetterifYouWaitfortheSunrise,
even_flow
7 de março de 2011
Primavera por Even_Flow
Fiquei subitamente dividida entre as saudades do inverno e os desejos do verão.
6 de março de 2011
Aquatica por Even_Flow
Cores claras, suaves, esbatidas. Pouco contraste, uma espécie de névoa, de bruma, mas quente. Carrosséis esboçados, como que a flutuar entre o sonho e a memória. Descobertas envolvidas em risos, pés descalços. Perucas, rendas, um mar de confettis, sardas de fantasia. Sorrisos pintalgados, numa mistura de algodão-doce e entusiasmo. Sótãos escuros, arrepios, mãos dadas. Pedaços de relva, pescoços transpirados, risos que explodem tanto que dobram os estômagos e cortam a respiração. Melodias desconexas, representações, planos perdidos em folhas de papel. Antecipação, embrulhos luminosos, laços, sopros intermináveis. Olhares transparentes, toques de cetim, certezas subtis.
Mergulhos no infinito, ondas de inocência.
Mergulhos no infinito, ondas de inocência.
5 de março de 2011
Suit Full of Colours por Even_Flow
“And isn't it ironic... don't you think?”
“quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós”
4 de março de 2011
Let It be by Me por Even_Flow
Let it be
(By me)
Já quando me referi à RGB falei na facilidade com que hoje em dia a música chega até nós, graças à existência quase infinita de opções. Entre redes sociais e canais de vídeos, downloads gratuitos (uns mais e outros menos), é fácil dispersar. Mais do que nunca penso que aquilo que faz a diferença numa banda ou música, são os pequenos detalhes. Uma espécie de marca registada que se identifica em poucos segundos e que distingue aquela música de outros milhares que vagueiam por aí. É essa originalidade e autenticidade que induz uma subsistência e que marca a diferença entre um HIT e algo que fica, entre um single que toda a gente canta e um concerto a que toda a gente vai. São cada vez mais raras as bandas que conseguem ir para lá de grandes produções de marketing e de modas. Essa identidade acaba por ser aquilo a que nos afeiçoamos e é essa identidade que procurámos quando sabemos que a banda x ou y vai lançar um novo disco. É complicado agradar ao público, claro. Se não há evolução é porque não há evolução, se há evolução a mais é porque há evolução a mais. O equilíbrio que tem de se encontrar entre manter a identidade e não ficar «stuck» é incrivelmente difícil de conseguir e para prová-lo estão os milhares de bandas que têm um grande primeiro álbum e depois afundam-se.
Ora os Gift não são uma banda que apareceu há um ano ou dois. Passaram o teste de um primeiro álbum arriscado, de um segundo que confirmasse, de um terceiro que evoluísse e de um quarto que reciclasse. Ao quinto álbum, ou quarto de originais, já se estabeleceu aquilo a que se chama o “público fiel”, que é o mesmo que dizer que as pessoas compram o álbum antes de ouvirem os singles e nem sequer põem em hipótese não ir a, pelo menos, um concerto da banda. Os mesmos que, neste caso particular, esperam ansiosamente por receber a próxima música no e-mail. Eu considero-me parte dessa massa não identificada.
Mas desde a primeira música que me surgiu um certo desconforto. Isto porque aquilo que para mim, se não na tonalidade, pelo menos em grande parte, dava corpo e alma aos Gift, aquilo que mais me movia e fazia arrepiar, era a voz da Sónia. Única, forte, suave, agressiva, encorpada, envolvente. O, fazendo aqui uma pequena metáfora vinícola, terroir. Claramente que não é o terroir que faz o vinho e não é a sua distinção que implica uma qualidade maior ou menor do produto final, necessariamente. Ou seja, este novo álbum dos Gift não é, de todo, mau. E não é que eu não goste dele (ou do que conheço até agora). Até gosto bastante. Mas para o apreciar em plenitude, tive que me abstrair (ou tentar) desse terroir que procurava e pensar nele como um novo vinho, um que nunca bebi antes. Pode ter uns taninos que me soam vagamente a algo que já conheci ou bebi em outro lado, mas o corpo é, indubitavelmente outro. É uma espécie de renascimento, então.
São estas as minhas cores preferidas? Não.
Mas se calhar está na altura de deixar de olhar para trás e abraçar o presente.
Por tudo isto, não digo “welcome back”. É mais um “nice to meet you”.
Cheers!
(By me)
Já quando me referi à RGB falei na facilidade com que hoje em dia a música chega até nós, graças à existência quase infinita de opções. Entre redes sociais e canais de vídeos, downloads gratuitos (uns mais e outros menos), é fácil dispersar. Mais do que nunca penso que aquilo que faz a diferença numa banda ou música, são os pequenos detalhes. Uma espécie de marca registada que se identifica em poucos segundos e que distingue aquela música de outros milhares que vagueiam por aí. É essa originalidade e autenticidade que induz uma subsistência e que marca a diferença entre um HIT e algo que fica, entre um single que toda a gente canta e um concerto a que toda a gente vai. São cada vez mais raras as bandas que conseguem ir para lá de grandes produções de marketing e de modas. Essa identidade acaba por ser aquilo a que nos afeiçoamos e é essa identidade que procurámos quando sabemos que a banda x ou y vai lançar um novo disco. É complicado agradar ao público, claro. Se não há evolução é porque não há evolução, se há evolução a mais é porque há evolução a mais. O equilíbrio que tem de se encontrar entre manter a identidade e não ficar «stuck» é incrivelmente difícil de conseguir e para prová-lo estão os milhares de bandas que têm um grande primeiro álbum e depois afundam-se.
Ora os Gift não são uma banda que apareceu há um ano ou dois. Passaram o teste de um primeiro álbum arriscado, de um segundo que confirmasse, de um terceiro que evoluísse e de um quarto que reciclasse. Ao quinto álbum, ou quarto de originais, já se estabeleceu aquilo a que se chama o “público fiel”, que é o mesmo que dizer que as pessoas compram o álbum antes de ouvirem os singles e nem sequer põem em hipótese não ir a, pelo menos, um concerto da banda. Os mesmos que, neste caso particular, esperam ansiosamente por receber a próxima música no e-mail. Eu considero-me parte dessa massa não identificada.
Mas desde a primeira música que me surgiu um certo desconforto. Isto porque aquilo que para mim, se não na tonalidade, pelo menos em grande parte, dava corpo e alma aos Gift, aquilo que mais me movia e fazia arrepiar, era a voz da Sónia. Única, forte, suave, agressiva, encorpada, envolvente. O, fazendo aqui uma pequena metáfora vinícola, terroir. Claramente que não é o terroir que faz o vinho e não é a sua distinção que implica uma qualidade maior ou menor do produto final, necessariamente. Ou seja, este novo álbum dos Gift não é, de todo, mau. E não é que eu não goste dele (ou do que conheço até agora). Até gosto bastante. Mas para o apreciar em plenitude, tive que me abstrair (ou tentar) desse terroir que procurava e pensar nele como um novo vinho, um que nunca bebi antes. Pode ter uns taninos que me soam vagamente a algo que já conheci ou bebi em outro lado, mas o corpo é, indubitavelmente outro. É uma espécie de renascimento, então.
São estas as minhas cores preferidas? Não.
Mas se calhar está na altura de deixar de olhar para trás e abraçar o presente.
Por tudo isto, não digo “welcome back”. É mais um “nice to meet you”.
Cheers!
3 de março de 2011
My Sun por Even_Flow
One day you will dance this song with me
Há uns dias perguntaram-me o que era, na minha opinião, ser jovem. Fora muitas as ideias que me surgiram mas praticamente nenhuma certeza. Como é que se define algo tão presente no nosso imaginário mas tão pouco palpável? O primeiro pensamento, o mais estereotipado, prende-se com a idade. Rapidamente se percebe que é um conceito incrivelmente redutor. Até que idade se é jovem? É uma questão que não faz sentido, pensei logo. Ser-se jovem é um estado de espírito. “Elabora”, foi o que me responderam. Elaboro? Elaboro…
E a quarta música surgiu e, mais ao menos, aos dois segundos eu percebi que aqui estava a minha resposta, completamente elaborada. Ser-se jovem é acreditar. Acreditar mesmo que o mundo inteiro grite que não temos razão. Acreditar mesmo quando todas as portas se fecham ao mesmo tempo. Acreditar que tudo é possível, que nada é definitivo, que há sempre mais e mais e mais e mais. Acreditar no amor, no amor verdadeiro e puro, aquele que mora dentro de nós, que nos corre na veias, faz as nossas células reluzir, dá sabor às estações e cor à alma.
Acreditar que há um mundo inteiro dentro de nós e que por mais intricados, complexos, complexados, e estranhos que possamos ser, toda a nossa existência é essencial, porque somos todos uma peça de um puzzle universal. Acreditar que se pode sempre dar mais e melhor. Acreditar em todo o tipo de saltos, mesmo os no vazio. Acreditar na magia e num mundo de coisas que não é preciso ver para saber que são reais. Acreditar que o encantamento ainda mal começou. Acreditar que se está sempre a renascer.
Acreditar. Elaborado ou não, ser-se jovem é acreditar.
Há uns dias perguntaram-me o que era, na minha opinião, ser jovem. Fora muitas as ideias que me surgiram mas praticamente nenhuma certeza. Como é que se define algo tão presente no nosso imaginário mas tão pouco palpável? O primeiro pensamento, o mais estereotipado, prende-se com a idade. Rapidamente se percebe que é um conceito incrivelmente redutor. Até que idade se é jovem? É uma questão que não faz sentido, pensei logo. Ser-se jovem é um estado de espírito. “Elabora”, foi o que me responderam. Elaboro? Elaboro…
E a quarta música surgiu e, mais ao menos, aos dois segundos eu percebi que aqui estava a minha resposta, completamente elaborada. Ser-se jovem é acreditar. Acreditar mesmo que o mundo inteiro grite que não temos razão. Acreditar mesmo quando todas as portas se fecham ao mesmo tempo. Acreditar que tudo é possível, que nada é definitivo, que há sempre mais e mais e mais e mais. Acreditar no amor, no amor verdadeiro e puro, aquele que mora dentro de nós, que nos corre na veias, faz as nossas células reluzir, dá sabor às estações e cor à alma.
Acreditar que há um mundo inteiro dentro de nós e que por mais intricados, complexos, complexados, e estranhos que possamos ser, toda a nossa existência é essencial, porque somos todos uma peça de um puzzle universal. Acreditar que se pode sempre dar mais e melhor. Acreditar em todo o tipo de saltos, mesmo os no vazio. Acreditar na magia e num mundo de coisas que não é preciso ver para saber que são reais. Acreditar que o encantamento ainda mal começou. Acreditar que se está sempre a renascer.
Acreditar. Elaborado ou não, ser-se jovem é acreditar.
2 de março de 2011
Mermaid Song por Even_Flow
She’s got a mermaid heart
Azul! Azul, azul, azul. Aquele azul tão azul como uma onda do mar que entra dentro de nós. O azul dos sorrisos molhados, do sal a secar na pele, dos olhos a brilhar de prazer. O azul dos gritos, por dentro e por fora, e dos risos eternos. O azul das pegadas na areia, da brisa morna, como que um suspiro contínuo, um suspiro descontraído enroscado em si mesmo. O azul dos golfinhos contra a rebentação.
O azul gordo e quente, salpicado de estrelas, nas noites sem luar. O azul de uma guitarra que se ouve ao fundo, sempre com a mesma melodia, sempre com a mesma cadência, tão suave que podia ser parte de um sonho. O azul dos dias que passam sem pressa e se vão espreguiçando. O azul que esconde um mundo de silêncio e de mistério, de bolhas que rebentam, de milhares de cores camufladas, de uma vida que parece quase etérea. O azul da imaginação sem limites, dos sonhos a voar em nuvens, dos segredos, das antecipações. O azul dos desejos, dos mais profundos e arrebatadores desejos. O azul confortável e seguro, onde apetece ficar para sempre, como que berço recuperado. O azul dos air e o azul do ar. O azul dos detalhes e dos grandes planos. O azul que acorda e o azul que embala.
Azul! Azul, azul, azul.
Azul! Azul, azul, azul. Aquele azul tão azul como uma onda do mar que entra dentro de nós. O azul dos sorrisos molhados, do sal a secar na pele, dos olhos a brilhar de prazer. O azul dos gritos, por dentro e por fora, e dos risos eternos. O azul das pegadas na areia, da brisa morna, como que um suspiro contínuo, um suspiro descontraído enroscado em si mesmo. O azul dos golfinhos contra a rebentação.
O azul gordo e quente, salpicado de estrelas, nas noites sem luar. O azul de uma guitarra que se ouve ao fundo, sempre com a mesma melodia, sempre com a mesma cadência, tão suave que podia ser parte de um sonho. O azul dos dias que passam sem pressa e se vão espreguiçando. O azul que esconde um mundo de silêncio e de mistério, de bolhas que rebentam, de milhares de cores camufladas, de uma vida que parece quase etérea. O azul da imaginação sem limites, dos sonhos a voar em nuvens, dos segredos, das antecipações. O azul dos desejos, dos mais profundos e arrebatadores desejos. O azul confortável e seguro, onde apetece ficar para sempre, como que berço recuperado. O azul dos air e o azul do ar. O azul dos detalhes e dos grandes planos. O azul que acorda e o azul que embala.
Azul! Azul, azul, azul.
1 de março de 2011
The Singles por Even_flow
Give me please twelve minutes of everything
Seja qual for a forma de arte que se senta em frente a nós, procurámos sempre a ideia que está por detrás, mesmo que inconscientemente. Pode ser mais específica, uma mensagem, uma linha orientadora, uma descoberta. Pode ser mais abstracta, um coração que bate mais depressa, um sentimento que preenche e nos inunda, toma conta de nós, destrói-nos ou faz-nos renascer. No fundo, uma experiência. Algo que nos liberte um pouco da monotonia dos nossos pensamentos e momentos mundanos e nos dê algo mais.
A música é a tela que expressa esse conceito de forma, talvez, mais visível, mais do que qualquer forma de arte. Há uma identificação quase imediata, aos primeiros segundos a ligação começa a existir. É um processo curioso e complexo de explicar, essa, muitas vezes, magia de um acorde ou nota que nos toca em algo lá dentro, mexe, espicaça. E embora cada pessoa tenha a sua própria viagem e construção, o que está por detrás, aquilo que eu gosto de chamar A ideia, acaba por ser universal. É esse o poder da música, a meu ver, e todo o seu encanto. Essa capacidade de transformar e tocar algo semelhante em milhares de pessoas, em qualquer canto do mundo. Alheia-se de etnias, formas, sabores, climas, é como que uma linguagem mais primordial que a própria verbalização.
Foi-me difícil estabelecer uma ligação com esta música nº 2 (ou 5º, se quiserem ser mais politicamente correctos). Talvez porque, em boa verdade, não me parece sequer possível chamar-lhe uma música, já que essa ideia, essa intenção, não existe como força unificadora. Ou se existe, eu não assim a senti.
Sabem aquela ideia, que será um mito ou não, de que quando morremos vemos a nossa vida a passar em pequenos flashes desconexos? Foi algo semelhante a isso que eu vivi(bom, tirando a morte propriamente dita, obviamente), uma panóplia de mini-ideias aleatoriamente (ou não) organizadas, que pouco pareciam ter a dizer umas às outras. Não deixa de ser um conceito interessante e inovador, musicalmente.
Fazendo uma metáfora culinária, é como que ir a um bar espanhol e encomendar o menu de tapas de degustação do chefe. Há, à partida, uma lógica de selecção, mais ou menos óbvia e há, depois, um conjunto de mini viagens gastronómicas. De umas gosta-se muito, outras até se pensa em transformar num prato principal e em outras pensa-se que foi bom o prato ser tão pequeno. O mesmo se passou aqui: houveram segundos deliciosos, que saboreei devagar e outros em que, impacientemente, esperei pelo próximo.
A grande diferença entre a música e a comida é que a satisfação alimentar é menos emocional ou profunda, por mais complexo que seja o prato em questão.
O meu balanço final é pouco coeso. Não houve tempo nem espaço para criar uma ligação com nenhuma das partes «individuais» e muito menos para com a música em geral. Foi uma experiência sensorial interessante, em todo o caso.
Doze minutos acabaram por ser demais…ou de menos.
Seja qual for a forma de arte que se senta em frente a nós, procurámos sempre a ideia que está por detrás, mesmo que inconscientemente. Pode ser mais específica, uma mensagem, uma linha orientadora, uma descoberta. Pode ser mais abstracta, um coração que bate mais depressa, um sentimento que preenche e nos inunda, toma conta de nós, destrói-nos ou faz-nos renascer. No fundo, uma experiência. Algo que nos liberte um pouco da monotonia dos nossos pensamentos e momentos mundanos e nos dê algo mais.
A música é a tela que expressa esse conceito de forma, talvez, mais visível, mais do que qualquer forma de arte. Há uma identificação quase imediata, aos primeiros segundos a ligação começa a existir. É um processo curioso e complexo de explicar, essa, muitas vezes, magia de um acorde ou nota que nos toca em algo lá dentro, mexe, espicaça. E embora cada pessoa tenha a sua própria viagem e construção, o que está por detrás, aquilo que eu gosto de chamar A ideia, acaba por ser universal. É esse o poder da música, a meu ver, e todo o seu encanto. Essa capacidade de transformar e tocar algo semelhante em milhares de pessoas, em qualquer canto do mundo. Alheia-se de etnias, formas, sabores, climas, é como que uma linguagem mais primordial que a própria verbalização.
Foi-me difícil estabelecer uma ligação com esta música nº 2 (ou 5º, se quiserem ser mais politicamente correctos). Talvez porque, em boa verdade, não me parece sequer possível chamar-lhe uma música, já que essa ideia, essa intenção, não existe como força unificadora. Ou se existe, eu não assim a senti.
Sabem aquela ideia, que será um mito ou não, de que quando morremos vemos a nossa vida a passar em pequenos flashes desconexos? Foi algo semelhante a isso que eu vivi(bom, tirando a morte propriamente dita, obviamente), uma panóplia de mini-ideias aleatoriamente (ou não) organizadas, que pouco pareciam ter a dizer umas às outras. Não deixa de ser um conceito interessante e inovador, musicalmente.
Fazendo uma metáfora culinária, é como que ir a um bar espanhol e encomendar o menu de tapas de degustação do chefe. Há, à partida, uma lógica de selecção, mais ou menos óbvia e há, depois, um conjunto de mini viagens gastronómicas. De umas gosta-se muito, outras até se pensa em transformar num prato principal e em outras pensa-se que foi bom o prato ser tão pequeno. O mesmo se passou aqui: houveram segundos deliciosos, que saboreei devagar e outros em que, impacientemente, esperei pelo próximo.
A grande diferença entre a música e a comida é que a satisfação alimentar é menos emocional ou profunda, por mais complexo que seja o prato em questão.
O meu balanço final é pouco coeso. Não houve tempo nem espaço para criar uma ligação com nenhuma das partes «individuais» e muito menos para com a música em geral. Foi uma experiência sensorial interessante, em todo o caso.
Doze minutos acabaram por ser demais…ou de menos.
28 de fevereiro de 2011
RGB por Even_Flow
Let the firework start
É sempre estranho ouvir um álbum novo de uma banda que já se conhece. Mais estranho é quando essa mesma banda já foi tão marcante na nossa vida e quase todas as músicas estão impregnadas de memórias, pessoas e lugares. Há uma expectativa que se torna difícil elevar em palavras, um misto de ansiedade, medo e excitação. E se achamos horrível, inconcebível? E se o talento e a inspiração tiverem de repente desaparecido, qual abdução aliegenea? Pior do que tudo isso, e se não nos disser absolutamente nada? Se o ouvimos e ficamos exactamente na mesma, num género de fast music? O pior de tudo é não sentir, depois de se ter sentido tanto.
Hoje em dia é mais fácil do que nunca ouvir música, ela rebenta por todos os lados, explode nos nossos ouvidos com um simples clique. E isso tem tanto de maravilhoso como de redutor. Há tantos estímulos que é fácil ganhar uma espécie de imunidade, o maravilhoso acontece muito raramente.
*intervalo em que ouvi a música umas, vá, dez vezes*
Lembro-me que há muito tempo alguém falou da música dos Gift e disse algo como “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Bem, a verdade é que não sei dizer se gostei ou não desta RGB. Mas posso pelo menos dizer que senti alguma coisa. E isso já é um óptimo inicio.
Confesso-me uma admiradora incondicional dos vocais da Sónia Tavares e nesta música acho-os desinteressantes, sempre a direito e sem exploração da essência particular que ela tem timbricamente, aquela textura que a torna diferente de tantas outras cantoras (que é como quem diz que a música podia ter sido cantada por outra pessoa qualquer e ia mais ao menos dar ao mesmo). Isto não significada que a música seja má. Não é. Tem aquilo que uma música pop precisa, um ritmo contagiante e animado, uma melodia simples e cativante, crescentes e decrescentes que fazem qualquer pessoa, no mínimo, bater o pezinho e, num momento menos auto-consciente, imagino que dançar e saltar. Eu posso testemunhar aqui uma manifestação corporal clara! Há aquela doçura e alegria típica de uma música pop, que põe sorrisos nos lábios e uma vontade enorme de fazer qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) e nos dá uma leveza qualquer, como quando piso relva num dia ensolarado. Embora seja uma comparação um bocado óbvia, acho-a extremamente colorida, dada à quantidade de variações e melodias intricadas. Por vezes talvez um pouco colorida demais, acho que não há uma coesão muito óbvia e se não soubesse que era uma só música podia perfeitamente ter achado que eram duas ou três. Is pop simple?
Resumindo, eu sou fã do AM e do FM que há nos Gift, do grey e do rgb. Aqui está um belo exemplo de todo esse potencial explosivo, dessa alegria e esperança que, na minha opinião são uma parte grande daquilo que os Gift representam e/ou representaram na minha vida.
O meu único medo, confesso, é que não exista lugar para o FM neste novo álbum.
Chamem-me masoquista ou outra palavra qualquer que fique bem aqui, mas eu gosto de explorações de outros sentimentos, de outras cores. Gosto de arco-íris, sim, mas aprecio uma boa chuvada. Acho que se vê melhor no meio.
Let the firework start!
É sempre estranho ouvir um álbum novo de uma banda que já se conhece. Mais estranho é quando essa mesma banda já foi tão marcante na nossa vida e quase todas as músicas estão impregnadas de memórias, pessoas e lugares. Há uma expectativa que se torna difícil elevar em palavras, um misto de ansiedade, medo e excitação. E se achamos horrível, inconcebível? E se o talento e a inspiração tiverem de repente desaparecido, qual abdução aliegenea? Pior do que tudo isso, e se não nos disser absolutamente nada? Se o ouvimos e ficamos exactamente na mesma, num género de fast music? O pior de tudo é não sentir, depois de se ter sentido tanto.
Hoje em dia é mais fácil do que nunca ouvir música, ela rebenta por todos os lados, explode nos nossos ouvidos com um simples clique. E isso tem tanto de maravilhoso como de redutor. Há tantos estímulos que é fácil ganhar uma espécie de imunidade, o maravilhoso acontece muito raramente.
*intervalo em que ouvi a música umas, vá, dez vezes*
Lembro-me que há muito tempo alguém falou da música dos Gift e disse algo como “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Bem, a verdade é que não sei dizer se gostei ou não desta RGB. Mas posso pelo menos dizer que senti alguma coisa. E isso já é um óptimo inicio.
Confesso-me uma admiradora incondicional dos vocais da Sónia Tavares e nesta música acho-os desinteressantes, sempre a direito e sem exploração da essência particular que ela tem timbricamente, aquela textura que a torna diferente de tantas outras cantoras (que é como quem diz que a música podia ter sido cantada por outra pessoa qualquer e ia mais ao menos dar ao mesmo). Isto não significada que a música seja má. Não é. Tem aquilo que uma música pop precisa, um ritmo contagiante e animado, uma melodia simples e cativante, crescentes e decrescentes que fazem qualquer pessoa, no mínimo, bater o pezinho e, num momento menos auto-consciente, imagino que dançar e saltar. Eu posso testemunhar aqui uma manifestação corporal clara! Há aquela doçura e alegria típica de uma música pop, que põe sorrisos nos lábios e uma vontade enorme de fazer qualquer coisa (qualquer coisa mesmo) e nos dá uma leveza qualquer, como quando piso relva num dia ensolarado. Embora seja uma comparação um bocado óbvia, acho-a extremamente colorida, dada à quantidade de variações e melodias intricadas. Por vezes talvez um pouco colorida demais, acho que não há uma coesão muito óbvia e se não soubesse que era uma só música podia perfeitamente ter achado que eram duas ou três. Is pop simple?
Resumindo, eu sou fã do AM e do FM que há nos Gift, do grey e do rgb. Aqui está um belo exemplo de todo esse potencial explosivo, dessa alegria e esperança que, na minha opinião são uma parte grande daquilo que os Gift representam e/ou representaram na minha vida.
O meu único medo, confesso, é que não exista lugar para o FM neste novo álbum.
Chamem-me masoquista ou outra palavra qualquer que fique bem aqui, mas eu gosto de explorações de outros sentimentos, de outras cores. Gosto de arco-íris, sim, mas aprecio uma boa chuvada. Acho que se vê melhor no meio.
Let the firework start!
Assinar:
Postagens (Atom)