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10 de março de 2011

Made For You por Crisanto

Não sou uma pessoa pessimista por natureza.

Sou de sorrisos, gosto do Sol e de momentos partilhados sempre com alguém que goste de viver . Gosto de um bom vinho, gosto de momentos à volta de uma mesa com amigos e boa comida. Gosto de paisagens, gosto de ouvir o vento. Adoro os salpicos de água salgada quando se anda de barco. Gosto de pessoas boas. Gosto do silêncio quando estou abraçado ao amor da minha vida. Gosto de fazer sorrir e gosto de um belo queijo seco com pão alentejano. Vivo para sorrir, vivo de sorrisos.
Gosto de beijos de paixão, mas amo os beijos de amor. Gosto de ti, gosto de vocês e gosto deles também. Gosto disto e gosto daquilo, apenas porque gosto de gostar das coisas.

Gosto da música, gosto de ouvi-la quando rodopio contigo abraçada a mim.

Obrigado a todos . Gostei desta viagem, e gostei de tê-la vivido com vocês.




9 de março de 2011

Race is Long por Crisanto

Não tenho nada para dizer sobre esta musica, ainda…Continuo a apreciar o nascer do sol. Depois da música antes desta não me ficou nada para dizer agora, nada.
Deixo aqui um pequeno texto de uma amiga minha sobre a “Always better if you Wait for the Sunrise”, enjoy.

" o titulo da musica assusta-me. E começo a ouvir os primeiros acordes e rapidamente percebo que esta música me vai revolver as entranhas e tenho medo.
Medo, porque a verdadeira batalha das nossas vidas é a que travamos connosco.
Entro nesta viagem já cansada. Exausta do caminho que ficou para trás.
Só quero chegar a casa.
Esta minha viagem foi longa e tinha um ponto de partida, mas não tinha o de chegada, e eu n sabia.
Não sabia que se podiam ter saudades de coisas desconhecidas. E isto eu não consigo explicar.
É ai que te descubro outra vez. Na verdade, aprendo que podemos descobrir a mesma pessoa várias vezes.
E contigo descubro a minha casa. É aí que descubro o porquê do meu caminho. Tu és a minha casa... e tal como a Sónia canta, arranca-me do peito esta certeza, quero ter-te ao meu lado porque o meu lugar de encontro com a vida.
Mesmo que me queira ir embora de nós, não consigo. Não posso. Morria se o fizesse. O corpo mantinha-se, mas vazio. E isto também n consigo explicar.
Só sei que valeu a pena regressar de um onde desconhecido para chegar ao lugar de onde nunca saí... nós.
Revejo o momento.
Dizer que és a minha pele é pouco. Dizer que percorrer o caminho que percorri, para chegar a este lado, cheia de tudo e sem nada, é nada, comparado com ficar contigo até um nascer do sol qualquer. Segurar-te e abraçar-te.
Os Gift escreveram a bando sonora da minha vida.
Leva-me para casa.
Deixa-me descansar.
Deixa-me respirar-te.
Deixa-me ficar... só ficar... em casa.”
SJ





8 de março de 2011

Always Better if You Wait for the Sunrise por Crisanto

Comecei a ouvir Gift em 2001, foram-me apresentados por uma grande amiga minha que por sinal casa-se para o mês que vem. Nos nossos jantares de universitários de pouco dinheiro, onde a massa com atum era prato habitual, vinyl e film era a banda sonora que passava em loop. A coisa tornou-se tão viciante que passou quase a culto naquele meio de universitários depressivamente felizes. Lembro-me com muita saudade destes tempos.
A ida dos Gift à antiga fábrica de olaria em Aveiro era um verdadeiro acontecimento para nós. Lembro-me bem da caminhada nervosa para o anfiteatro, ficámos bem lá à frente e a sala estava cheia. Não me lembro de grandes pormenores do concerto mas lembro-me bem de dançar que nem um tolo. Naquela altura ainda o Nuno punha música depois dos espectáculos.






O universo de dos Gift foi invadindo o meu espaço, músicas, sons, pessoas….Percorri o caminho com eles e eles percorreram-no comigo. Cada um tem a sua história com eles, cada um devia escrever a sua história em algum sítio para não esquecer como foi.
O tempo é outro, nós somos outros. Somos aquilo que aprendemos durante estes anos. Esta musica é bem o exemplo que não vale a pena olhar para traz. É das coisas mais bonitas que ouvi até hoje…..
Reparem que falo pouco no meu texto da musica propriamente dita. Tenho dificuldade em pôr por palavras a beleza e a genialidade que é “Always Better if you wait for the Sunrise ”.
O maior elogio que posso dar é este:
-Das 2 primeiras pessoas que falei depois de a terem ouvido, a primeira chorou e até agora não conseguiu ouvi-la novamente, a segunda nem conseguiu chegar a meio, colocou no stop.

Eu, confesso, esta tirou-me tudo aquilo que eu tinha.

7 de março de 2011

Primavera por Crisanto

É Carnaval ninguém leva a mal.

Estou numa posição algo complicada. Ontem por ter estado a trabalhar até bem tarde não consegui entregar o meu texto a tempo e a horas.

Li a opinião de todos, e ouvi já a antepenúltima musica, e provavelmente vou ser influenciado, mas a opinião já estava firmemente formada logo na primeira audição.

Falando sem rodeios nem meia palavras, esta música não vai para o meu ipod. Primeiro lembrança foi o Digital Atmosphere . Parece que entrei na Cápsula Temporal do Dr. Who, uma série de culto que passa à mais de 20 anos em Inglaterra. Série essa que baseia-se no Nonsense, sim isso mesmo, nonsense porque para mim esta música faz tanto sentido como a “my Sun” faria no Digital Atmosphere. A música arrepiou-me mas a sensação não foi agradável. Se calhar o maior mérito que tem é irritar-me. Irritação é um sentimento? Bom, se calhar puxou-me um bocadinho ao sentimento. Alguém andou a tomar alucinogénicos e não fui eu, ou fui? Já não me lembro.

Este álbum realmente tem de tudo, mesmo. Goste-se ou não se goste de Gift nunca poderão ser acusados neste momento de falta de originalidade e vontade de se reinventarem (palavra que persegue músicos em cada novo álbum). Será injusto falar de uma forma tão crua e agressiva sobre uma música que provavelmente deu muito trabalho, noites mal dormidas?

Não sei compor musica, não sei escrever poesia, não sei pintar. Não percebo de pianos, nem de sintetizadores. Tenho uma voz horrível, e nunca fui especialmente hábil a escrever composições na escola. Não vou a museus, leio pouco e os filmes que vejo nenhum deles foi realizado pelo Manoel de Oliveira.

Sem tudo isto sobra-me apenas uma coisa: Honestidade.




6 de março de 2011

Aquatica por Crisanto

Antes de começar quero dizer que amo. Posso? Ok eu digo, amo. Eu amo. É lugar-comum? QUERO LÁ SABER. Eu amo do mesmo lugar que ontem não gostei.
Amo.
Porquê? Porque posso, porque quero e porque não tenho como não o fazer. Na primeira vez deixou-me com poucas palavras para descrever como “fiquei” depois de a ouvir. Fiquei pregado à cadeira. Alguém perguntou-me o que eu achava, e o primeiro pensamento foi : Eles conseguiram outra vez.
Com esta fui apanhado desprevenido, não estava à espera de uma música assim. Percebi no instante que a acabei de ouvir que tudo aquilo que percorri com os Gift….iria percorrer novamente. Isto são os novos Gift. A bateria não atropela, a guitarra fala, e finalmente oiço a Sónia a deslizar com a voz pela música.
Isto não se consegue só com trabalho ou conhecimento técnico dos instrumentos e sons, esta música consegue-se com inspiração, com muita inspiração. A Sónia não precisa encher os pulmões para arrebatar-nos, a prova chama-se “Aquatica”.

Ontem ouvi tudo aquilo que eu não queria, hoje esqueci tudo o que conhecia, hoje não me lembrei do ontem.Rendo-me, voltaram a conquistar-me. Podem novamente hastear a bandeira naquilo que chamam alma. Ergam-na orgulhosos, o mérito é todo vosso.
Uma música num único suspiro. Uma música que dura um só momento.

PS: Vou ser um bom menino o resto do ano, prometo.


5 de março de 2011

Suit Full of Colours por Crisanto

Antes de começar quero dizer que não gosto. Sim não gosto. Posso não gostar não posso? Então eu não gosto.
Porque é que não gosto?
Utilizando uma linguagem de rua : -“ Não bateu pá”.
Parece Gift a ir pelo caminho mais fácil.
Peço desculpa mas não me apetece escrever mais nada. Quando uma música não mexe comigo tenho dificuldade em escrever sobre ela.

PS : Se alguma das próximas músicas chegar perto da grandiosidade da The Singles prometo ser um bom menino para o resto do ano.






4 de março de 2011

Let It be by Me por Crisanto

Engraçado como na noite de” lançamento” da música, ouvi-a e não a achei nada de especial. Hoje ouvi-a novamente sem nenhum preconceito e agarrou-me. (reparem na palavra preconceito)

A impressão digital da banda está tão entranhada que tenho alguma dificuldade em estar de mente aberta. Mas esperem, não somos nós que queríamos ser surpreendidos, não queríamos algo de diferente? Não queríamos que a banda se reinventasse? Quando o fazem, quando cortam laços com o passado, nós reclamamos.

Para mim a “Let it Be by ME” é:
Berrar
Partir
Correr
Revolta

A cada audição sinto-me mais próximo da raiva que a música me transmite. Expulsa fantasmas, ressuscita-nos. Dá-nos vontade de começar uma nova vida, refazer tudo. Uma grande musica que vai ter melhor resultado em mim quando estiver fulo com a vida.
Uma música agressiva, zangada e menos melodiosa. Gosto de músicas assim, que têm mau feitio.

Tiago toma o controlo da tua vida! Porra!




3 de março de 2011

My Sun por Crisanto

My Sun é muito fácil de entender.

Talvez por ser a menos complicada, a menos genial, a menos surpreendente. Será isto mau? Não, não é. Está aqui um verdadeiro Radio Hit. Mas a questão é: um Radio Hit faz uma grande música, em alguns casos não.

Não é esta música que me iria vender o álbum , mas certamente esta música venderá muitos alguns de Explode. Perfeita para juras de amor, perfeita para nos apaixonar-mos ao som de : “one day you´ll dance this song with me”.

Esta é e irá ser obrigatória em concertos. Aos primeiros acordes as meninas vão começar a saltar e os meninos a bater o pé. Leve, fresca e dançável….perfeita para a época que vem aí. Já a ouvi mais de uma dezena de vezes hoje, mas não, não é por ser uma grande música, ouvi-a tantas vezes apenas e só por estar apaixonado.

Eu bem tinha avisado que as minhas opiniões seriam condicionadas pelo estado do tempo e pela conjectura sócio-económica do país.







2 de março de 2011

Mermaid Song por Crisanto

Esta música não é para homens complexados.

É uma música para delicada e é para ser deliciosamente devorada do princípio ao fim (nem sei se isto é bom português). Tipicamente doce, tem uma dose de sonho. Há muito tempo que não ouvia nada tão bonito, sim bonito, no verdadeiro sentido da palavra. É daquelas músicas para ouvirmos a sós, namorando o nosso ego. Fui completamente embalado sempre que a ouvi. Não é para partilhar, é para guardar e não contar a ninguém que ela existe.
Como não sou um homem complexado posso dizer, não me importei de ser embalado por uma voz masculina. Esta música também deveria ter pelo menos 12 minutos.

Para acabar gostava de dizer mais uma coisa:
Eu fui muito crítico dos últimos trabalhos dos Gift, da mesma forma venho aqui dizer que estou completamente rendido a “eles” novamente. Estou mesmo, mas mesmo feliz. Por mim, por nós, e por eles. Conseguiram-me arrebatar novamente, e que saudades eu tinha disso.
Tenho 1,85, tenho 90 kilos, 32 anos e pareço um puto a cada música nova que recebo.

Obrigado.






1 de março de 2011

The Singles por Crisanto

Finalmente.

Hoje sorri, e não consigo deixar de sorrir. Hoje não vou falar muito sobre a música, vou deixar que falem por mim. Este texto não de alguém fâ de Gift, ouviu a música uma só vez e de forma seguida. Isto foi o que o que sentiu:
" esta musica transportas-nos para uma realidade que poucos têm a noção que sequer pode existir... um grande amor...parece meio lamechas...mas existe....é uma mistura de tudo...de melodia diferentes, de sentimentos diferentes e de duas pessoas que se juntam na perfeição... esta musica é isto: originalidade, sentimento, é garra, é paixão, é amor, é transparente e é humor e leva-me ao lugar e ao momento onde tudo pode acontecer ao mesmo tempo e se percebe que podemos fazer TUDO quer o mundo goste ou não... o que interessa somos mesmo nós” by SJ

Finalmente. A transição foi feita…e de que maneira…Singles é a prova disso.
É algo para ouvir numa boa aparelhagem, beber um bom wiskey e apreciar. Estou muito feliz.

Faz-me feliz, faz-me bem. Faz-me assim sempre. Obrigado SJ.




28 de fevereiro de 2011

RGB por Crisanto

Olá, chamo-me Tiago e oiço Gift à longos anos. Não tenho qualquer conhecimento técnico-musical, logo qualquer opinião minha irá ser sempre baseada no que a música me faz sentir. Será uma reacção a "frio" que poderá ser também influenciada pelo tempo ou pela conjectura sócio-económica do momento que vivemos.

Adiante:
Algo de familiar que percebi logo na primeira audição, a esquizofrenia mantém-se o que não é uma coisa má. A RGB parece 3 ou 4 músicas numa só. Está cheia de pormenores, não apanhamos tanta coisa na primeira vez que a ouvimos. Só na terceira vez que ouvi reparei que a meio da música tem uma batida de coração, só para exemplo.
Bateria, piano, coro.....eclético.

A sensação que fiquei é que a RGB funciona como uma “Carta” funciona para um restaurante de sushi (dos bons), sabemos que irá ser uma experiência e que estamos à espera de ser surpreendidos por cada coisa que sai da mão do chef.No fim, não sabemos muito bem o que estamos a comer mas o que é certo é que sabe bem.

Podem começar a servir.