Antes de começar quero dizer que não gosto. Sim não gosto. Posso não gostar não posso? Então eu não gosto.
Porque é que não gosto?
Utilizando uma linguagem de rua : -“ Não bateu pá”.
Parece Gift a ir pelo caminho mais fácil.
Peço desculpa mas não me apetece escrever mais nada. Quando uma música não mexe comigo tenho dificuldade em escrever sobre ela.
PS : Se alguma das próximas músicas chegar perto da grandiosidade da The Singles prometo ser um bom menino para o resto do ano.
5 de março de 2011
Suit Full of Colours por Cube

A canção de hoje está a ser particularmente difícil de lhe pegar; é sempre assim, as coisas mais simples são as mais difíceis, e estar enamorado por este tema desde o primeiro minuto não ajuda (o amor não é suposto ser fácil, certo?). A minha costela de romântico-inveterado-mas-céptico-como-um-raio estremeceu quando ouviu este Suit Full of Colours, pérola de entrega e rendição máxima entre dois seres. E sem dúvida que aqui the less is more, o crescendo eléctrico entra no momento certo e não há um único momento excessivo.
Por alguns momentos lembro-me do que é estar apaixonado por alguém; e sabe bem, deixar-me levar pela voz da Sónia, enquanto me recordo da sensação de falta de ar quando avistamos o nosso amor, pela “pianada” do Nuno, quando me lembro das trocas de afecto, e pelas guitarras, que só daqui a uns tempos se saberá quem as toca, a batida (there´s a drumming noise inside my head that pulls me to the ground) da bateria que me faz bater palminhas nas minhas coxas, sincopadas pelo ritmo. Yeah, i´m that nerd.
Someday, sometime, somewhere
Suit Full of Colours por SoFree
Confesso que fui um pouco influenciado antes de ouvir a música. Nas minhas feeds de RSS, começo por ler a letra. Não me deixam dúvidas sobre do que se irá tratar a música, nem de para quem foi escrita.
"If you’re lost, sometimes we all feel down
Explode your love your feet will never, ever, touch the ground…"
Nas redes sociais, pessoas choram e dizem que é a música mais linda de sempre. Tudo o que eu conheço da música é um poema bonito e sentido, obviamente crio uma expectativa em torno da música... que depois não se concretiza. Muito pelo contrário. Acordei esta manhã, expectante como sempre que tenho um novo download do explode. Seria uma balada? Não.. esta letra pede aquela alegria a que o álbum já me habituou. Ou será que não?
Play.
Primeira reacção? Olha a voz da Sónia! Mas... demora a arrancar... e quando chega ao refrão, soa-me estranho. E soa-me a algo que já ouvi em algum lado. É "bonitinho". Uma música "bonitinha". É só isto? Não. Uma harpa mágica, sons tirados de um filme da Disney despertam a segunda parte da música. Snow Patrol? Isto faz-me lembrar aquela música do gajo deitado no meio da rua, à espera que alguém o vá lá buscar (ou de ser atropelado).
Não é que esta Suit Full of Colours me incomode (até agora só uma música da banda o fez). Mas não me diz nada... Não se pode gostar de tudo. E se for esta for a música que eu menos gosto de todo o álbum, também não será uma coisa má. Tenho a noção que esta música vai ser a favorita de muita gente. Especialmente adolescentes. E será a música favorita até à paixoneta seguinte. A música é "bonita", mas efémera. Mesmo que o som fique a ecoar no ouvido depois de acabar.. é só uma questão de tempo até esquecer.
Para mim, esta música foi pintada em cinzento. E por isso vou correr para o sítio onde encontro o vermelho, verde e azul, toda a alegria que este álbum, mesmo estando agora a meio, já tem para me dar.
"If you’re lost, sometimes we all feel down
Explode your love your feet will never, ever, touch the ground…"
Nas redes sociais, pessoas choram e dizem que é a música mais linda de sempre. Tudo o que eu conheço da música é um poema bonito e sentido, obviamente crio uma expectativa em torno da música... que depois não se concretiza. Muito pelo contrário. Acordei esta manhã, expectante como sempre que tenho um novo download do explode. Seria uma balada? Não.. esta letra pede aquela alegria a que o álbum já me habituou. Ou será que não?
Play.
Primeira reacção? Olha a voz da Sónia! Mas... demora a arrancar... e quando chega ao refrão, soa-me estranho. E soa-me a algo que já ouvi em algum lado. É "bonitinho". Uma música "bonitinha". É só isto? Não. Uma harpa mágica, sons tirados de um filme da Disney despertam a segunda parte da música. Snow Patrol? Isto faz-me lembrar aquela música do gajo deitado no meio da rua, à espera que alguém o vá lá buscar (ou de ser atropelado).
Não é que esta Suit Full of Colours me incomode (até agora só uma música da banda o fez). Mas não me diz nada... Não se pode gostar de tudo. E se for esta for a música que eu menos gosto de todo o álbum, também não será uma coisa má. Tenho a noção que esta música vai ser a favorita de muita gente. Especialmente adolescentes. E será a música favorita até à paixoneta seguinte. A música é "bonita", mas efémera. Mesmo que o som fique a ecoar no ouvido depois de acabar.. é só uma questão de tempo até esquecer.
Para mim, esta música foi pintada em cinzento. E por isso vou correr para o sítio onde encontro o vermelho, verde e azul, toda a alegria que este álbum, mesmo estando agora a meio, já tem para me dar.
Suit Full of Colours por Jumpman
"It's easy to understand, try a different view."
É mesmo isto. Ontem lía o texto da La Folie e não podia concordar mais com ela. A verdade é que por vezes temos aquela noção do que queremos que um álbum seja e do que estamos à espera e quando não sai exactamente como desejamos, parece que falta alguma coisa e o modo "rant" entra em efeito. Foi o que aconteceu ontem. Acho que só faz bem de vez em quando libertarmos um pouco do que vai cá dentro, tendo sempre em conta que não se deve ser muito sisudo em relação às coisas. Há músicas que não entram logo à primeira, é normal. A sensação que uma música transmite é um conjunto de muitos factores e não depende só da própria música.
Confesso que apreciei a ironia cósmica de tudo. Aqui estava eu a ouvir a nova música e a pensar que tinha acabado de levar com o Karma como se tivesse sido um autocarro a passar por mim! Sem dó nem piedade. Mas lá está, sentir a música e sentir uma banda é isto mesmo. É o ser critico de tudo. Por vezes até de mais, alguns podem dizer e com alguma razão. Quem não sente não é filho de boa gente, já diz o ditado.
Quando recebi a Suit Full of Colours, desliguei o complicómetro e ouvi a música pela música. Se gostei? Gostei muito. Sentir a música é deixar também a nossa envolvente contribuir para isso. E ontem, ouvi esta música acompanhado, muito bem acompanhado. E soube muito bem ouvir a voz, que tanto critiquei estar ausente. É uma música simples, ligada a um único sentimento. Amor, puro e simples, daquele que acontece "once in a lifetime".
Fazer críticas a músicas de uma banda que nos diz tanto, por vezes pode ser um exercício um tanto esquizofrénico. Sentir-me-ia pior se sentisse indiferença. Tenho a certeza que daqui a algum tempo voltarei a este blog, vou ler o que escrevi sobre as músicas e continuarei a concordar com umas e com outras nem por isso.
Estamos a meio da viagem, continuo com a mesma vontade de descobrir cada música e perceber o sentimento que me desperta. Venha a próxima.
É mesmo isto. Ontem lía o texto da La Folie e não podia concordar mais com ela. A verdade é que por vezes temos aquela noção do que queremos que um álbum seja e do que estamos à espera e quando não sai exactamente como desejamos, parece que falta alguma coisa e o modo "rant" entra em efeito. Foi o que aconteceu ontem. Acho que só faz bem de vez em quando libertarmos um pouco do que vai cá dentro, tendo sempre em conta que não se deve ser muito sisudo em relação às coisas. Há músicas que não entram logo à primeira, é normal. A sensação que uma música transmite é um conjunto de muitos factores e não depende só da própria música.
Confesso que apreciei a ironia cósmica de tudo. Aqui estava eu a ouvir a nova música e a pensar que tinha acabado de levar com o Karma como se tivesse sido um autocarro a passar por mim! Sem dó nem piedade. Mas lá está, sentir a música e sentir uma banda é isto mesmo. É o ser critico de tudo. Por vezes até de mais, alguns podem dizer e com alguma razão. Quem não sente não é filho de boa gente, já diz o ditado.
Quando recebi a Suit Full of Colours, desliguei o complicómetro e ouvi a música pela música. Se gostei? Gostei muito. Sentir a música é deixar também a nossa envolvente contribuir para isso. E ontem, ouvi esta música acompanhado, muito bem acompanhado. E soube muito bem ouvir a voz, que tanto critiquei estar ausente. É uma música simples, ligada a um único sentimento. Amor, puro e simples, daquele que acontece "once in a lifetime".
Fazer críticas a músicas de uma banda que nos diz tanto, por vezes pode ser um exercício um tanto esquizofrénico. Sentir-me-ia pior se sentisse indiferença. Tenho a certeza que daqui a algum tempo voltarei a este blog, vou ler o que escrevi sobre as músicas e continuarei a concordar com umas e com outras nem por isso.
Estamos a meio da viagem, continuo com a mesma vontade de descobrir cada música e perceber o sentimento que me desperta. Venha a próxima.
Suit Full of Colours por LaFolie
Da dificuldade de não pertencer às massas
Dá para passar? Tenho mesmo que escrever sobre essa música?
Tenho que confessar que hoje é muito difícil escrever aqui. Hoje é a prova que não pertenço as massas. Fui espreitar os comentários um pouco em todo o lado. E parece ser unânime : toda a gente ADOROU. Para a próxima, nem vou ver. Alias devia ser a regra neste blog. Mas por uma vez fugi a essa regra.
O que faço? Sinceridade acima de tudo, não é? Senão este blog não fazia sentido.
Então vamos lá. A musica estava a começar tão bem. E PUM, entrada da bateria e guitarra e já não sei o que dizer. Lembrava-me outras musicas, o problema é as musicas que me lembrava. Juro que a ouvi muitas vezes, é a musica pela qual dei mais oportunidades. E se dei! E nada. Absolutamente nada.
Hoje é a prova que não pertenço às massas.
Hoje é a prova que os gostos não se discutem.
Dá para passar? Tenho mesmo que escrever sobre essa música?
Tenho que confessar que hoje é muito difícil escrever aqui. Hoje é a prova que não pertenço as massas. Fui espreitar os comentários um pouco em todo o lado. E parece ser unânime : toda a gente ADOROU. Para a próxima, nem vou ver. Alias devia ser a regra neste blog. Mas por uma vez fugi a essa regra.
O que faço? Sinceridade acima de tudo, não é? Senão este blog não fazia sentido.
Então vamos lá. A musica estava a começar tão bem. E PUM, entrada da bateria e guitarra e já não sei o que dizer. Lembrava-me outras musicas, o problema é as musicas que me lembrava. Juro que a ouvi muitas vezes, é a musica pela qual dei mais oportunidades. E se dei! E nada. Absolutamente nada.
Hoje é a prova que não pertenço às massas.
Hoje é a prova que os gostos não se discutem.
Nota sobre esta música :
"But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams. "
William Butler Yeats
Suit Full of Colours por Marcos
“Suit Full Of Colours” é, para mim, quiçá, o melhor tema de “Explode” e, arrisco-me a dizer, um dos melhores de sempre – sim, de sempre. Perante isto não consigo acrescentar muito mais...
Não consigo descrever o que sinto ao ouvir “Suit Full Of Colours”. Gosto. Gosto de gostar. Gosto porque gosto. Ponto final! Mas porquê? Porque sinto. Sentir. Amor. Sim, é isso. Amor.
Fecho os olhos. Que maravilha! Tão bonito! Tão profundo! O meu peito enche-se de emoções. A voz da Sónia Tavares arrebata-me. Deixa-me desarmado. Emociona-me como nenhuma outra o consegue. Não tenho palavras... “I will give you all my love”. Que perfeição! A canção explode. E eu também. Tantas emoções. Estou arrepiado.
Sinto que este texto não faz jus ao que sinto. Porque apenas consigo sentir. E sinto tanto...!
Obrigado The Gift! Obrigado por me fazerem sentir coisas tão bonitas!
Não consigo descrever o que sinto ao ouvir “Suit Full Of Colours”. Gosto. Gosto de gostar. Gosto porque gosto. Ponto final! Mas porquê? Porque sinto. Sentir. Amor. Sim, é isso. Amor.
Fecho os olhos. Que maravilha! Tão bonito! Tão profundo! O meu peito enche-se de emoções. A voz da Sónia Tavares arrebata-me. Deixa-me desarmado. Emociona-me como nenhuma outra o consegue. Não tenho palavras... “I will give you all my love”. Que perfeição! A canção explode. E eu também. Tantas emoções. Estou arrepiado.
Sinto que este texto não faz jus ao que sinto. Porque apenas consigo sentir. E sinto tanto...!
Obrigado The Gift! Obrigado por me fazerem sentir coisas tão bonitas!
Suit Full of Colours por AndréGift
Depois de falarmos da falta que a voz da Sónia faz neste disco, eis que surgem provas do contrário. "Suit full of colours" é uma melodia, onde a voz é a protagonista que nos canta e embala ao ouvido. Para mim a melhor, até agora...Diferente das que já conhecemos, o que me leva a pensar se este disco terá uma "espécie" de dois lado, um mais electrónio e ritmado e outro mais minimalista, intimista e com destaque para a voz (????)...
A música começa com o piano e voz, evolui, entra a bateria e há, mais para a frente, uma explosão, onde entra a harpa e apercebemo-nos que é fácil gostar desta música. Eu gosto mesmo dela. Não me canso de a ouvir...
Daria um bom segundo single...Nesta melodia encontra-se o regresso dos gift ao passado...e num disco com tantos aspectos novos, diferentes, regressar ao passado pode não ser mau.
A música começa com o piano e voz, evolui, entra a bateria e há, mais para a frente, uma explosão, onde entra a harpa e apercebemo-nos que é fácil gostar desta música. Eu gosto mesmo dela. Não me canso de a ouvir...
Daria um bom segundo single...Nesta melodia encontra-se o regresso dos gift ao passado...e num disco com tantos aspectos novos, diferentes, regressar ao passado pode não ser mau.
Suit Full of Colours por Geminus
Estou sentado isolado no canto perdido de um quarto escuro e frio. Abraço os meus joelhos e escondo a cabeça. Começo a escutar um sussurro familiar que vai crescendo. Mais claro e mais forte. Um arrepio que me faz sentir aconchegado e me traz lembranças antigas, como se fossem braços de algodão puro a cobrir-me. São as asas de um anjo que me acolhem, me tornam leve como as suas penas e ajudam a flutuar. Mãe, cheiram a ti. E acolhem-me…
Encolhido sobre mim mesmo, volto a estar dentro de ti como nunca mais tinha estado. Protegido no teu calor, ouço o bater do teu coração perto de mim e sei que já não estou sozinho, pois tenho o teu mundo.
Encolhido sobre mim mesmo, volto a estar dentro de ti como nunca mais tinha estado. Protegido no teu calor, ouço o bater do teu coração perto de mim e sei que já não estou sozinho, pois tenho o teu mundo.
Suit Full of Colours por Even_Flow
“And isn't it ironic... don't you think?”
“quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós”
4 de março de 2011
Let It Be by Me por Cube
i carry your heart with me
i carry your heart with me(i carry it in
my heart)i am never without it(anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
i fear
no fate(for you are my fate,my sweet)i want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)
e.e. cummings
Let It Be by Me por AndréGift
Não sei por onde começar e, na verdade, nem o que dizer sobre esta nova música...
"Let it be by me" tem ritmo (não me parace que vá faltar ritmo a alguma música desde disco), mas não entra a "matar". Nos primeiros segundos fica-se à na ânsia do que virá a seguir....e o que vem a seguir é uma forte batida, com a voz da Sónia e do Nuno (penso) sobrepostas, mas em perfeita harmonia. Não é a minha favorita, mas de vez em quando vai saber bem ouvi-la. Registo negativo para o facto de a música ser sempre muito parecida, falta um refrão (ou toda ela é apenas um refrão)....
"Let it be by me" tem ritmo (não me parace que vá faltar ritmo a alguma música desde disco), mas não entra a "matar". Nos primeiros segundos fica-se à na ânsia do que virá a seguir....e o que vem a seguir é uma forte batida, com a voz da Sónia e do Nuno (penso) sobrepostas, mas em perfeita harmonia. Não é a minha favorita, mas de vez em quando vai saber bem ouvi-la. Registo negativo para o facto de a música ser sempre muito parecida, falta um refrão (ou toda ela é apenas um refrão)....
Let It be by Me por Keep Breathing
OK, vou tentar não voltar a falar da falta que a voz da Sónia me faz… Vou recalcar esta mágoa e procurar analisar esta “Let It Be by Me” com um mínimo de objectividade...
Esta música será a primeira do álbum, o que quer dizer que, depois do single “RGB”, é o cartão de visita deste “Explode”. E é um bom cartão. Porque, de facto, mostra claramente a transição dos The Gift para uma nova fase. Talvez esta seja mesmo a música onde melhor se detecta a mudança de um registo mais sereno, com que a música começa, para um outro, mais nervoso, com que a música termina. Esta é a música onde escolhemos, de facto, quais são os The Gift que preferimos: os do passado ou os do presente?
Não que no passado não houvesse, nos álbuns da banda, músicas mais vigorosas. Sempre houve e, ainda bem! Os The Gift sempre foram ecléticos e foi, aliás, exactamente por isso que se tornaram a minha banda preferida. Mas havia aquele fio condutor electro-pop mesmo entre os lados AM e FM, onde músicas como a “Red Light” ou a “You Know” eram a excepção, não a regra… Porque mesmo o lado FM era tudo menos cru, tudo menos frio…
Agora temos um fio condutor diferente. Esta “Let It Be by Be” mostra-o bem: o fio continua a conduzir electrónica, continua a conduzir pop, mas conduz agora com mais agressividade, com mais urgência, com menos cuidado, com menos imaginação… Parece-me que esta música nos mostra logo um álbum FM, mas onde não caberia uma “Front Of”, uma “1977”, uma “Pure”…
Em 2008, os Portishead lançaram o álbum “Third”. Quiseram inovar, fazer ouvir a bateria, passar do trip-hop para algo mais rockeiro, retirar protagonismo à extraordinária voz da Beth Gibbons (recalca!)… Conclusão? O “Dummy”, álbum lançado 14 anos antes, continuou unanimemente a ser considerado a sua obra-prima… Nessa altura, preferi os Portishead pré-“Third”. Também agora prefiro os The Gift pré-“Explode”. A minha escolha está feita.
Esta música será a primeira do álbum, o que quer dizer que, depois do single “RGB”, é o cartão de visita deste “Explode”. E é um bom cartão. Porque, de facto, mostra claramente a transição dos The Gift para uma nova fase. Talvez esta seja mesmo a música onde melhor se detecta a mudança de um registo mais sereno, com que a música começa, para um outro, mais nervoso, com que a música termina. Esta é a música onde escolhemos, de facto, quais são os The Gift que preferimos: os do passado ou os do presente?
Não que no passado não houvesse, nos álbuns da banda, músicas mais vigorosas. Sempre houve e, ainda bem! Os The Gift sempre foram ecléticos e foi, aliás, exactamente por isso que se tornaram a minha banda preferida. Mas havia aquele fio condutor electro-pop mesmo entre os lados AM e FM, onde músicas como a “Red Light” ou a “You Know” eram a excepção, não a regra… Porque mesmo o lado FM era tudo menos cru, tudo menos frio…
Agora temos um fio condutor diferente. Esta “Let It Be by Be” mostra-o bem: o fio continua a conduzir electrónica, continua a conduzir pop, mas conduz agora com mais agressividade, com mais urgência, com menos cuidado, com menos imaginação… Parece-me que esta música nos mostra logo um álbum FM, mas onde não caberia uma “Front Of”, uma “1977”, uma “Pure”…
Em 2008, os Portishead lançaram o álbum “Third”. Quiseram inovar, fazer ouvir a bateria, passar do trip-hop para algo mais rockeiro, retirar protagonismo à extraordinária voz da Beth Gibbons (recalca!)… Conclusão? O “Dummy”, álbum lançado 14 anos antes, continuou unanimemente a ser considerado a sua obra-prima… Nessa altura, preferi os Portishead pré-“Third”. Também agora prefiro os The Gift pré-“Explode”. A minha escolha está feita.
Let It be by Me por SoFree

Bairro Alto.
De onde vim minutos antes de fazer refresh e encontrar uma nova música. E que me levou de volta ao Bairro. Ouvi a música uma vez e não me disse muito. É uma introdução, é certo.. e abre portas àquilo que já conhecemos como o fio condutor deste álbum. É upbeat, good feel. Mas não "explode" nenhuma emoção em particular como as restantes já conhecidas.
It's just a matter of you and I in different times...
A letra é curta e simples, mas diz-me muito. Adoro a melodia (já me estou a contradizer com apenas uma segunda audição?). Fez-me lembrar uma imagem que dediquei uma vez à In Repeat. Mas é uma imagem que realmente sinto adequada ao ambiente que a música me faz recordar. E faz recordar o tempo passado com amigos distantes, reencontrados por um breve instante, um jantar, um copo... mas que guardamos na memória com imensa estima.
Gosto do som deste álbum. Gosto da alma deste álbum. Estamos quase a meio e já perdi o medo de um dia ouvir "Nice & Sweet – A Vingança".
Let It be by Me por Jumpman
Ouvi umas quantas vezes a música que será a nº1 do alinhamento do álbum. Para mim, fica ali numa zona de ninguém, nem carne nem peixe, nem sei muito bem o que pensar, tendo até pensamentos contraditórios em relação à própria música.
Pelo que tenho lido nas reviews às músicas anteriores uma das maiores "críticas" é que a voz da Sónia está abafada ou menos presente, digamos assim. É uma questão válida e levanta a eterna discussão se a vocalista faz a banda ou vice-versa. Eu tenho gostado de ouvir este novo caminho da banda já que acho que a evolução faz bem às bandas e de vez em quando gosto de ver as bandas saírem um pouco da sua zona de conforto. A capacidade de nos reinventarmo-nos está em cada um de nós e para isso é preciso coragem.
Mas parte de mim é um "purista" pois gosta, não desculpem, adora as melodias do Vinyl e do Film e as do AM-FM também. Nesse aspecto, sinto falta da voz poderosa, não o nego. E aí chegamos a esta música. A mim não me convenceu. E agora já estou a ouvir alguém a dizer, "se nesta música a voz da Sónia está presente do que te queixas pá?". Eu avisei que eram sentimentos contraditórios..
Gosto do começo da música, mas a certa altura começa a haver muita coisa metida na música e na minha opinião perde-se um pouco.
Não sei, não me entra..
É a minha música menos favorita do álbum até agora. E curiosamente é a primeira do alinhamento. Penso para mim que sensação teria ao começar a ouvir o CD e fosse esta a primeira música que ouvia..
Nesta tenho mesmo vontade de dizer, "Deixem jogar o Mantorras!"
Pelo que tenho lido nas reviews às músicas anteriores uma das maiores "críticas" é que a voz da Sónia está abafada ou menos presente, digamos assim. É uma questão válida e levanta a eterna discussão se a vocalista faz a banda ou vice-versa. Eu tenho gostado de ouvir este novo caminho da banda já que acho que a evolução faz bem às bandas e de vez em quando gosto de ver as bandas saírem um pouco da sua zona de conforto. A capacidade de nos reinventarmo-nos está em cada um de nós e para isso é preciso coragem.
Mas parte de mim é um "purista" pois gosta, não desculpem, adora as melodias do Vinyl e do Film e as do AM-FM também. Nesse aspecto, sinto falta da voz poderosa, não o nego. E aí chegamos a esta música. A mim não me convenceu. E agora já estou a ouvir alguém a dizer, "se nesta música a voz da Sónia está presente do que te queixas pá?". Eu avisei que eram sentimentos contraditórios..
Gosto do começo da música, mas a certa altura começa a haver muita coisa metida na música e na minha opinião perde-se um pouco.
Não sei, não me entra..
É a minha música menos favorita do álbum até agora. E curiosamente é a primeira do alinhamento. Penso para mim que sensação teria ao começar a ouvir o CD e fosse esta a primeira música que ouvia..
Nesta tenho mesmo vontade de dizer, "Deixem jogar o Mantorras!"
Let It be by Me por Crisanto
Engraçado como na noite de” lançamento” da música, ouvi-a e não a achei nada de especial. Hoje ouvi-a novamente sem nenhum preconceito e agarrou-me. (reparem na palavra preconceito)
A impressão digital da banda está tão entranhada que tenho alguma dificuldade em estar de mente aberta. Mas esperem, não somos nós que queríamos ser surpreendidos, não queríamos algo de diferente? Não queríamos que a banda se reinventasse? Quando o fazem, quando cortam laços com o passado, nós reclamamos.
Para mim a “Let it Be by ME” é:
Berrar
Partir
Correr
Revolta
A cada audição sinto-me mais próximo da raiva que a música me transmite. Expulsa fantasmas, ressuscita-nos. Dá-nos vontade de começar uma nova vida, refazer tudo. Uma grande musica que vai ter melhor resultado em mim quando estiver fulo com a vida.
Uma música agressiva, zangada e menos melodiosa. Gosto de músicas assim, que têm mau feitio.
Tiago toma o controlo da tua vida! Porra!
A impressão digital da banda está tão entranhada que tenho alguma dificuldade em estar de mente aberta. Mas esperem, não somos nós que queríamos ser surpreendidos, não queríamos algo de diferente? Não queríamos que a banda se reinventasse? Quando o fazem, quando cortam laços com o passado, nós reclamamos.
Para mim a “Let it Be by ME” é:
Berrar
Partir
Correr
Revolta
A cada audição sinto-me mais próximo da raiva que a música me transmite. Expulsa fantasmas, ressuscita-nos. Dá-nos vontade de começar uma nova vida, refazer tudo. Uma grande musica que vai ter melhor resultado em mim quando estiver fulo com a vida.
Uma música agressiva, zangada e menos melodiosa. Gosto de músicas assim, que têm mau feitio.
Tiago toma o controlo da tua vida! Porra!
Let It be by Me por Even_Flow
Let it be
(By me)
Já quando me referi à RGB falei na facilidade com que hoje em dia a música chega até nós, graças à existência quase infinita de opções. Entre redes sociais e canais de vídeos, downloads gratuitos (uns mais e outros menos), é fácil dispersar. Mais do que nunca penso que aquilo que faz a diferença numa banda ou música, são os pequenos detalhes. Uma espécie de marca registada que se identifica em poucos segundos e que distingue aquela música de outros milhares que vagueiam por aí. É essa originalidade e autenticidade que induz uma subsistência e que marca a diferença entre um HIT e algo que fica, entre um single que toda a gente canta e um concerto a que toda a gente vai. São cada vez mais raras as bandas que conseguem ir para lá de grandes produções de marketing e de modas. Essa identidade acaba por ser aquilo a que nos afeiçoamos e é essa identidade que procurámos quando sabemos que a banda x ou y vai lançar um novo disco. É complicado agradar ao público, claro. Se não há evolução é porque não há evolução, se há evolução a mais é porque há evolução a mais. O equilíbrio que tem de se encontrar entre manter a identidade e não ficar «stuck» é incrivelmente difícil de conseguir e para prová-lo estão os milhares de bandas que têm um grande primeiro álbum e depois afundam-se.
Ora os Gift não são uma banda que apareceu há um ano ou dois. Passaram o teste de um primeiro álbum arriscado, de um segundo que confirmasse, de um terceiro que evoluísse e de um quarto que reciclasse. Ao quinto álbum, ou quarto de originais, já se estabeleceu aquilo a que se chama o “público fiel”, que é o mesmo que dizer que as pessoas compram o álbum antes de ouvirem os singles e nem sequer põem em hipótese não ir a, pelo menos, um concerto da banda. Os mesmos que, neste caso particular, esperam ansiosamente por receber a próxima música no e-mail. Eu considero-me parte dessa massa não identificada.
Mas desde a primeira música que me surgiu um certo desconforto. Isto porque aquilo que para mim, se não na tonalidade, pelo menos em grande parte, dava corpo e alma aos Gift, aquilo que mais me movia e fazia arrepiar, era a voz da Sónia. Única, forte, suave, agressiva, encorpada, envolvente. O, fazendo aqui uma pequena metáfora vinícola, terroir. Claramente que não é o terroir que faz o vinho e não é a sua distinção que implica uma qualidade maior ou menor do produto final, necessariamente. Ou seja, este novo álbum dos Gift não é, de todo, mau. E não é que eu não goste dele (ou do que conheço até agora). Até gosto bastante. Mas para o apreciar em plenitude, tive que me abstrair (ou tentar) desse terroir que procurava e pensar nele como um novo vinho, um que nunca bebi antes. Pode ter uns taninos que me soam vagamente a algo que já conheci ou bebi em outro lado, mas o corpo é, indubitavelmente outro. É uma espécie de renascimento, então.
São estas as minhas cores preferidas? Não.
Mas se calhar está na altura de deixar de olhar para trás e abraçar o presente.
Por tudo isto, não digo “welcome back”. É mais um “nice to meet you”.
Cheers!
(By me)
Já quando me referi à RGB falei na facilidade com que hoje em dia a música chega até nós, graças à existência quase infinita de opções. Entre redes sociais e canais de vídeos, downloads gratuitos (uns mais e outros menos), é fácil dispersar. Mais do que nunca penso que aquilo que faz a diferença numa banda ou música, são os pequenos detalhes. Uma espécie de marca registada que se identifica em poucos segundos e que distingue aquela música de outros milhares que vagueiam por aí. É essa originalidade e autenticidade que induz uma subsistência e que marca a diferença entre um HIT e algo que fica, entre um single que toda a gente canta e um concerto a que toda a gente vai. São cada vez mais raras as bandas que conseguem ir para lá de grandes produções de marketing e de modas. Essa identidade acaba por ser aquilo a que nos afeiçoamos e é essa identidade que procurámos quando sabemos que a banda x ou y vai lançar um novo disco. É complicado agradar ao público, claro. Se não há evolução é porque não há evolução, se há evolução a mais é porque há evolução a mais. O equilíbrio que tem de se encontrar entre manter a identidade e não ficar «stuck» é incrivelmente difícil de conseguir e para prová-lo estão os milhares de bandas que têm um grande primeiro álbum e depois afundam-se.
Ora os Gift não são uma banda que apareceu há um ano ou dois. Passaram o teste de um primeiro álbum arriscado, de um segundo que confirmasse, de um terceiro que evoluísse e de um quarto que reciclasse. Ao quinto álbum, ou quarto de originais, já se estabeleceu aquilo a que se chama o “público fiel”, que é o mesmo que dizer que as pessoas compram o álbum antes de ouvirem os singles e nem sequer põem em hipótese não ir a, pelo menos, um concerto da banda. Os mesmos que, neste caso particular, esperam ansiosamente por receber a próxima música no e-mail. Eu considero-me parte dessa massa não identificada.
Mas desde a primeira música que me surgiu um certo desconforto. Isto porque aquilo que para mim, se não na tonalidade, pelo menos em grande parte, dava corpo e alma aos Gift, aquilo que mais me movia e fazia arrepiar, era a voz da Sónia. Única, forte, suave, agressiva, encorpada, envolvente. O, fazendo aqui uma pequena metáfora vinícola, terroir. Claramente que não é o terroir que faz o vinho e não é a sua distinção que implica uma qualidade maior ou menor do produto final, necessariamente. Ou seja, este novo álbum dos Gift não é, de todo, mau. E não é que eu não goste dele (ou do que conheço até agora). Até gosto bastante. Mas para o apreciar em plenitude, tive que me abstrair (ou tentar) desse terroir que procurava e pensar nele como um novo vinho, um que nunca bebi antes. Pode ter uns taninos que me soam vagamente a algo que já conheci ou bebi em outro lado, mas o corpo é, indubitavelmente outro. É uma espécie de renascimento, então.
São estas as minhas cores preferidas? Não.
Mas se calhar está na altura de deixar de olhar para trás e abraçar o presente.
Por tudo isto, não digo “welcome back”. É mais um “nice to meet you”.
Cheers!
Let It be by Me por Geminus
É só uma questão de me faltar novamente a voz da Sónia para que tudo voltasse a ser perfeito. Cru não é necessariamente sinónimo de vozes constantemente indefinidas. Não é razão para esconder a voz que tantas vezes é cobiçada.
Desculpem o meu egoísmo, mas hoje vou sentar-me no canto à espera de ouvir o chamamento da vossa voz…
Desculpem o meu egoísmo, mas hoje vou sentar-me no canto à espera de ouvir o chamamento da vossa voz…
Let It be by Me por Marcos
Quinto dia. A viagem está a meio. “Let It Be by Me” é a faixa de abertura de “Explode”. Faz todo o sentido que o seja. Ao longo dos 5 minutos (e alguns segundos) de duração, sente-se um crescendo. Agrada-me. Cresce, cada vez mais. No entanto, os arranjos vocais soam-me repetitivos. Não há nada de mal nisso. Mas não crescem ao mesmo ritmo da melodia. A canção continua a crescer. Parece que a qualquer momento pode atingir o clímax. Cresce. E cresce, Um pouco mais. A voz cala-se. A bateria assume o protagonismo. Caminha para o ponto fulcral. Termina. Cala-se tudo. Fico em suspenso. Quero mais. Quero ouvir a faixa seguinte. O alinhamento de um álbum é uma narrativa. E, por isso, sinto que o que segue “Let It Be by Me” fará todo o sentido. Quero ouvir mais!
Let It be by Me por LaFolie
Os meus problemas.
Confesso que ontem à noite estava chateada, furiosa por assim dizer.
Estava a gostar tanto do álbum, das músicas que estava a receber, tanto desta experiência…mas depois chegou a My Sun...
Ao ler o que o SoFree comentou sobre o que tinha escrito, pensei muito, pensei mesmo. A My Sun soou-me a Arcade Fire, é verdade, mas o problema não estava aí. Eu gosto dos Arcade, e acho a My Sun uma boa música. Aquela piada sobre o Ipod era só uma forma de introduzir um pouco de humor no blog. Acho que falta humor neste nosso mundo.
O problema não estava aí.
Pensei muito na questão do alinhamento e do facto de receber uma música por dia, ainda por cima sem seguir o alinhamento original do álbum. Pensei muito nesta nova forma de ouvir um álbum. Por exemplo, sei que hoje vai haver milhares de pessoas a ouvir a mesma música num mesmo momento, isso acontece todos os dias, é verdade, mas não da mesma forma. Eu estou ali no meio dessa multidão a fazer o mesmo. Se isso é bom ou mau, não sei bem. Se calhar não gosto de fazer parte de multidões. Eu gosto de individualidade, a não confundir com individualismo.
Os the Gift estão a mostrar-me um caminho para este álbum, caminho esse que tenho obrigação de seguir, não tendo outra hipótese. E se não me apetecer ouvir a My Sun depois de ter descoberta a Mermaid? A primeira audição de um álbum é fundamental para mim (em quase todas as vezes vai formar a minha opinião sobre o mesmo). Aqui, a escolha não é minha. Não sou eu a decidir onde e como vou ouvir a música. Estou a ouvir cada uma das músicas em casa, frente ao computador e por volta da meia-noite. Isto tudo está a formar a minha opinião sobre o álbum.
Foi aí que pensei que tinha dificuldade em deixar-me ir. Nunca fui uma pessoa de preconceitos sobre o que quer que seja, não gosto disso, aliás odeio os preconceitos. E aqui estou cheia de preconceitos. Eu quero ouvir o álbum que já estava na minha mente. Eu já o tinha imaginado antes dele sair. Tinha que estar lá aquilo que gosto nos The Gift. Queria ouvir a voz da Sónia poderosa, como muitos de nós.
Ouvi ontem à noite a Let it Be By Me.
Primeira reacção: Ok, não está lá a voz da Sónia. Não me apetece ouvir mais. A minha opinião sobre a música já estava formada antes de dar qualquer outra oportunidade. Será que com outra banda, teria feito o mesmo? Muito provavelmente. Mas aqui não se trata de outra banda qualquer. O problema é que os The Gift foram durante muitos anos a banda sonora da minha vida, e eu desejo que este álbum o seja também. Lembro-me o que escrevi sobre a The Singles. “O Nuno consegue levar-me por onde eu não quero ir.“ Será que é mesmo verdade?
Foi então que decidi ouvir novamente a Let it Be by Me. E não é que adorei? Despida de todos os preconceitos que tinha sobre o que EU queria ouvir neste álbum. O dia estava lindo. Às vezes não devemos pensar muito.
Com Explode não devemos partir à descoberta, se nessa procura já temos a ideia do que queremos encontrar.
É só deixar-nos ir.
Nota para mim: Isto é só um blog, isto é só musica.
"É natural que os outros tenham sempre razão, pelo simples facto dos outros serem cinco biliões (ou lá o que é) menos um e de eu ser apenas esse um. Ser influenciado é assim um reconhecimento da nossa pequena participação no mundo e da riqueza interminável desse mundo; é um acto alegre de humildade; um sinal enérgico de dependência humana"
Miguel Esteves Cardoso.
Confesso que ontem à noite estava chateada, furiosa por assim dizer.
Estava a gostar tanto do álbum, das músicas que estava a receber, tanto desta experiência…mas depois chegou a My Sun...
Ao ler o que o SoFree comentou sobre o que tinha escrito, pensei muito, pensei mesmo. A My Sun soou-me a Arcade Fire, é verdade, mas o problema não estava aí. Eu gosto dos Arcade, e acho a My Sun uma boa música. Aquela piada sobre o Ipod era só uma forma de introduzir um pouco de humor no blog. Acho que falta humor neste nosso mundo.
O problema não estava aí.
Pensei muito na questão do alinhamento e do facto de receber uma música por dia, ainda por cima sem seguir o alinhamento original do álbum. Pensei muito nesta nova forma de ouvir um álbum. Por exemplo, sei que hoje vai haver milhares de pessoas a ouvir a mesma música num mesmo momento, isso acontece todos os dias, é verdade, mas não da mesma forma. Eu estou ali no meio dessa multidão a fazer o mesmo. Se isso é bom ou mau, não sei bem. Se calhar não gosto de fazer parte de multidões. Eu gosto de individualidade, a não confundir com individualismo.
Os the Gift estão a mostrar-me um caminho para este álbum, caminho esse que tenho obrigação de seguir, não tendo outra hipótese. E se não me apetecer ouvir a My Sun depois de ter descoberta a Mermaid? A primeira audição de um álbum é fundamental para mim (em quase todas as vezes vai formar a minha opinião sobre o mesmo). Aqui, a escolha não é minha. Não sou eu a decidir onde e como vou ouvir a música. Estou a ouvir cada uma das músicas em casa, frente ao computador e por volta da meia-noite. Isto tudo está a formar a minha opinião sobre o álbum.
Foi aí que pensei que tinha dificuldade em deixar-me ir. Nunca fui uma pessoa de preconceitos sobre o que quer que seja, não gosto disso, aliás odeio os preconceitos. E aqui estou cheia de preconceitos. Eu quero ouvir o álbum que já estava na minha mente. Eu já o tinha imaginado antes dele sair. Tinha que estar lá aquilo que gosto nos The Gift. Queria ouvir a voz da Sónia poderosa, como muitos de nós.
Ouvi ontem à noite a Let it Be By Me.
Primeira reacção: Ok, não está lá a voz da Sónia. Não me apetece ouvir mais. A minha opinião sobre a música já estava formada antes de dar qualquer outra oportunidade. Será que com outra banda, teria feito o mesmo? Muito provavelmente. Mas aqui não se trata de outra banda qualquer. O problema é que os The Gift foram durante muitos anos a banda sonora da minha vida, e eu desejo que este álbum o seja também. Lembro-me o que escrevi sobre a The Singles. “O Nuno consegue levar-me por onde eu não quero ir.“ Será que é mesmo verdade?
Foi então que decidi ouvir novamente a Let it Be by Me. E não é que adorei? Despida de todos os preconceitos que tinha sobre o que EU queria ouvir neste álbum. O dia estava lindo. Às vezes não devemos pensar muito.
Com Explode não devemos partir à descoberta, se nessa procura já temos a ideia do que queremos encontrar.
É só deixar-nos ir.
Nota para mim: Isto é só um blog, isto é só musica.
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