
6 de março de 2011
Aquatica por LaFolie
Aviso: Aqui há felicidade.
A pessoa que escreve aqui não acredita na felicidade, nunca acreditou.
Eu sempre acreditei em pequenos momentos de felicidade, momento simples como um bom copo de vinho, uma boa conversa, um bom riso, ou uma boa música. É a junção de todos esses momentos de felicidade, que dão sentido à vida. Temos que agarrá-los, saboreá-los, nunca os deixar escapar, e sobretudo dar valor a esses momentos.
Ontem tive esse momento. Um momento de pura felicidade, daqueles que agarro logo à primeira e que não largo mais por ser tão bom.
Ouvi a Aquatica, e só me apeteceu dizer : é isso, é isso, é tão isso. Vocês nem imaginam até que ponto “é isso”. Estava lá tudo, mesmo tudo para proporcionar-me esse pequeno momento de felicidade.
Sem a menor dúvida, hoje troco os meus 15 minutos de fama por estes 5 minutos de pura felicidade.
PS : Agora já sei que vou comprar o álbum e vai ser a edição completa. Ah pois ! Aqui não se brinca. E já agora, deixem-me lá pintar a cara para ver se ganho o maldito pack. Vou ali e já venho.
“Adoro as coisas simples.
Elas são o último refúgio de um espírito complexo.”
Óscar Wilde
A pessoa que escreve aqui não acredita na felicidade, nunca acreditou.
Eu sempre acreditei em pequenos momentos de felicidade, momento simples como um bom copo de vinho, uma boa conversa, um bom riso, ou uma boa música. É a junção de todos esses momentos de felicidade, que dão sentido à vida. Temos que agarrá-los, saboreá-los, nunca os deixar escapar, e sobretudo dar valor a esses momentos.
Ontem tive esse momento. Um momento de pura felicidade, daqueles que agarro logo à primeira e que não largo mais por ser tão bom.
Ouvi a Aquatica, e só me apeteceu dizer : é isso, é isso, é tão isso. Vocês nem imaginam até que ponto “é isso”. Estava lá tudo, mesmo tudo para proporcionar-me esse pequeno momento de felicidade.
Sem a menor dúvida, hoje troco os meus 15 minutos de fama por estes 5 minutos de pura felicidade.
PS : Agora já sei que vou comprar o álbum e vai ser a edição completa. Ah pois ! Aqui não se brinca. E já agora, deixem-me lá pintar a cara para ver se ganho o maldito pack. Vou ali e já venho.
Aquatica por Cube
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Aquatica por Keep Breathing
E ao sétimo dia, a “Aquatica”, embora música calma, em vez de me fazer descansar, levou-me antes a reflectir sobre as críticas que aqui tenho escrito ao longo destes dias.
Num comentário a um post de ontem, afirmei que, quando se tratava dos The Gift, talvez colocasse a fasquia demasiado alta… E que talvez isso fosse injusto… Eles são a minha banda preferida, a única que vi dezenas de vezes, a única de quem tenho todos os álbuns originais (entenda-se, não gravados), a única que me tem acompanhado nos momentos mais importantes da minha vida… Por isso exijo mais deles do que qualquer outra banda? Parece que sim… É injusto? Não sei… Mas a verdade é que espero mais deles do que dos Portishead, dos Arcade Fire, dos Strokes, dos Divine Comedy, dos Depeche Mode, do Antony… A pressão que coloco é grande? É. Mas são os The Gift… Não foi num concerto de outra banda que comecei a namorar com o grande amor da minha vida… Não é o refrão de uma música de outro grupo que está gravado na capa do caderno onde diariamente tomo as notas para a tese de doutoramento… Não foi a ouvir outra banda que fiz viagens de quilómetros para visitar a minha mãe, internada no hospital, durante os piores dias da minha vida… Não foi ao som de um álbum de outro grupo que decidi que sim, que me casava… Eu exijo demais deles porque lhes tenho dado o melhor de mim! É injusto ainda assim? Provavelmente, sim. Até porque eles nem sabem (nem imaginam) o quanto marcam a minha vida (as nossas vidas?). Nem têm que querer saber, claro.
Há uns dias, a Lafolie escreveu que já tinha o álbum na cabeça antes de ele ser lançado… Eu também tinha. Tinha, pelo menos o desejo de que viesse a ser não um álbum bom, não um álbum muito bom, mas um álbum transcendente, sobre-humano… Como haviam sido o “Vinyl”, o “AM-FM”, o “Fácil de Entender”… Eu queria um álbum para a minha vida, não para o meu i-pod!
Veio, então, este “Explode”. E tem vindo devagarinho, dia-a-dia, guiado pela própria banda. E eu a sentir falta da voz da Sónia, da melancolia do AM, da voluptuosidade do FM… A achar que, efectivamente, este não era o álbum sublime que eu desejava (exigia?)…
A “Aquatica”, hoje, fez-me pensar em tudo isto com calma. Gostei bastante da música, mas, mais do que isso, gostei que ela me tivesse aberto uma nova porta para este álbum. É uma música que nos obriga a questionar, que nos obriga a questionarmo-nos. E eu questiono-me, então…
A verdade é que é difícil avaliar um álbum sem o ouvir na totalidade. E eu sou do tempo em que um álbum era um álbum, valia como um todo, com todas as músicas e com as músicas por aquela ordem… Talvez este processo de revelação de uma música por dia não seja o ideal para Velhos do Restelo como eu…
Mas a “Aquatica” – que seguiu a “Suit Full of Colours”, é verdade… – mostrou-me que vale a pena dar uma segunda oportunidade a este álbum, que vale a pena esperar pelo álbum completo para o avaliar. Para saber se corresponde às minhas elevadas expectativas – justas ou injustas, já não interessa. Para saber se é “apenas” um álbum muito bom, ou se é um álbum maior que a vida.
Num comentário a um post de ontem, afirmei que, quando se tratava dos The Gift, talvez colocasse a fasquia demasiado alta… E que talvez isso fosse injusto… Eles são a minha banda preferida, a única que vi dezenas de vezes, a única de quem tenho todos os álbuns originais (entenda-se, não gravados), a única que me tem acompanhado nos momentos mais importantes da minha vida… Por isso exijo mais deles do que qualquer outra banda? Parece que sim… É injusto? Não sei… Mas a verdade é que espero mais deles do que dos Portishead, dos Arcade Fire, dos Strokes, dos Divine Comedy, dos Depeche Mode, do Antony… A pressão que coloco é grande? É. Mas são os The Gift… Não foi num concerto de outra banda que comecei a namorar com o grande amor da minha vida… Não é o refrão de uma música de outro grupo que está gravado na capa do caderno onde diariamente tomo as notas para a tese de doutoramento… Não foi a ouvir outra banda que fiz viagens de quilómetros para visitar a minha mãe, internada no hospital, durante os piores dias da minha vida… Não foi ao som de um álbum de outro grupo que decidi que sim, que me casava… Eu exijo demais deles porque lhes tenho dado o melhor de mim! É injusto ainda assim? Provavelmente, sim. Até porque eles nem sabem (nem imaginam) o quanto marcam a minha vida (as nossas vidas?). Nem têm que querer saber, claro.
Há uns dias, a Lafolie escreveu que já tinha o álbum na cabeça antes de ele ser lançado… Eu também tinha. Tinha, pelo menos o desejo de que viesse a ser não um álbum bom, não um álbum muito bom, mas um álbum transcendente, sobre-humano… Como haviam sido o “Vinyl”, o “AM-FM”, o “Fácil de Entender”… Eu queria um álbum para a minha vida, não para o meu i-pod!
Veio, então, este “Explode”. E tem vindo devagarinho, dia-a-dia, guiado pela própria banda. E eu a sentir falta da voz da Sónia, da melancolia do AM, da voluptuosidade do FM… A achar que, efectivamente, este não era o álbum sublime que eu desejava (exigia?)…
A “Aquatica”, hoje, fez-me pensar em tudo isto com calma. Gostei bastante da música, mas, mais do que isso, gostei que ela me tivesse aberto uma nova porta para este álbum. É uma música que nos obriga a questionar, que nos obriga a questionarmo-nos. E eu questiono-me, então…
A verdade é que é difícil avaliar um álbum sem o ouvir na totalidade. E eu sou do tempo em que um álbum era um álbum, valia como um todo, com todas as músicas e com as músicas por aquela ordem… Talvez este processo de revelação de uma música por dia não seja o ideal para Velhos do Restelo como eu…
Mas a “Aquatica” – que seguiu a “Suit Full of Colours”, é verdade… – mostrou-me que vale a pena dar uma segunda oportunidade a este álbum, que vale a pena esperar pelo álbum completo para o avaliar. Para saber se corresponde às minhas elevadas expectativas – justas ou injustas, já não interessa. Para saber se é “apenas” um álbum muito bom, ou se é um álbum maior que a vida.
Aquatica por Marcos
Fecho os olhos. Vejo, em primeiro lugar, um riacho. Sinto-me embalar pelas pequenas ondas. Vejo, depois, um oceano. Vejo uma Polaroid. Um filme em stop motion. Uma vez mais, a voz assume o protagonismo. A personagem principal de uma narrativa. Uma canção de embalar.
Começo a conhecer os caminhos de “Explode”. Uns mais esfusiantes. Outros mais introspectivos. É nestes últimos em que a voz de Sónia Tavares se revela tal como é. Há tantos caminhos a trilhar em “Explode”. Uma viagem. A cada audição compreendo, cada vez mais, os seus rumos. E deixo-me levar.
Coloco os headphones, fecho os olhos, carrego play e deixou-me levar... “Aquatica” embala-me. Gosto! É descomplicada. É simples. Porque as coisas bonitas também são simples. E “Aquatica” é simples e bonita.
Começo a conhecer os caminhos de “Explode”. Uns mais esfusiantes. Outros mais introspectivos. É nestes últimos em que a voz de Sónia Tavares se revela tal como é. Há tantos caminhos a trilhar em “Explode”. Uma viagem. A cada audição compreendo, cada vez mais, os seus rumos. E deixo-me levar.
Coloco os headphones, fecho os olhos, carrego play e deixou-me levar... “Aquatica” embala-me. Gosto! É descomplicada. É simples. Porque as coisas bonitas também são simples. E “Aquatica” é simples e bonita.
Aquatica por Jumpman
Uma das melhores músicas do álbum. Fantástica experiência sensorial.
Transportou-me para um salão onde uma banda formal com uma "leading singer" arrebatadora actua para uma plateia de gala, com os seus smokings e vestidos de cerimónia. O ambiente é melódico e os corpos balançam num clima de cumplicidade. Em algumas mesas alguns casais observam, namoram e saboreiam o seu champanhe. Eu sento-me no bar, observo o salão, a linguagem corporal perfeita da banda com os focos de luz perfeitamente alinhados sobre eles e fumo o meu charuto enquanto abano levemente a minha cabeça ao mesmo tempo que sinto as pedras de gelo a abanarem no meu copo de whisky. Um momento de pura felicidade acontece naquele salão.

Transportou-me para um salão onde uma banda formal com uma "leading singer" arrebatadora actua para uma plateia de gala, com os seus smokings e vestidos de cerimónia. O ambiente é melódico e os corpos balançam num clima de cumplicidade. Em algumas mesas alguns casais observam, namoram e saboreiam o seu champanhe. Eu sento-me no bar, observo o salão, a linguagem corporal perfeita da banda com os focos de luz perfeitamente alinhados sobre eles e fumo o meu charuto enquanto abano levemente a minha cabeça ao mesmo tempo que sinto as pedras de gelo a abanarem no meu copo de whisky. Um momento de pura felicidade acontece naquele salão.

Aquatica por SoFree
Gosto desta música. Simples, agradável ao ouvido. Transmite-me conforto e segurança, a sensação de que não se está sozinho.
Não sei o que mais dizer. Estamos agora a descobrir um lado intimista do álbum onde a voz da Sónia tem mais espaço para se libertar. É verdade que nem nesta música, nem na de ontem, me senti conduzido pela melodia como na parte da The Singles que já todos conhecemos como "Papercut". Seja como for, gosto de ouvir.
Não sei o que mais dizer. Estamos agora a descobrir um lado intimista do álbum onde a voz da Sónia tem mais espaço para se libertar. É verdade que nem nesta música, nem na de ontem, me senti conduzido pela melodia como na parte da The Singles que já todos conhecemos como "Papercut". Seja como for, gosto de ouvir.
Aquatica por Crisanto
Antes de começar quero dizer que amo. Posso? Ok eu digo, amo. Eu amo. É lugar-comum? QUERO LÁ SABER. Eu amo do mesmo lugar que ontem não gostei.
Amo.
Porquê? Porque posso, porque quero e porque não tenho como não o fazer. Na primeira vez deixou-me com poucas palavras para descrever como “fiquei” depois de a ouvir. Fiquei pregado à cadeira. Alguém perguntou-me o que eu achava, e o primeiro pensamento foi : Eles conseguiram outra vez.
Com esta fui apanhado desprevenido, não estava à espera de uma música assim. Percebi no instante que a acabei de ouvir que tudo aquilo que percorri com os Gift….iria percorrer novamente. Isto são os novos Gift. A bateria não atropela, a guitarra fala, e finalmente oiço a Sónia a deslizar com a voz pela música.
Isto não se consegue só com trabalho ou conhecimento técnico dos instrumentos e sons, esta música consegue-se com inspiração, com muita inspiração. A Sónia não precisa encher os pulmões para arrebatar-nos, a prova chama-se “Aquatica”.
Ontem ouvi tudo aquilo que eu não queria, hoje esqueci tudo o que conhecia, hoje não me lembrei do ontem.Rendo-me, voltaram a conquistar-me. Podem novamente hastear a bandeira naquilo que chamam alma. Ergam-na orgulhosos, o mérito é todo vosso.
Uma música num único suspiro. Uma música que dura um só momento.
PS: Vou ser um bom menino o resto do ano, prometo.
Amo.
Porquê? Porque posso, porque quero e porque não tenho como não o fazer. Na primeira vez deixou-me com poucas palavras para descrever como “fiquei” depois de a ouvir. Fiquei pregado à cadeira. Alguém perguntou-me o que eu achava, e o primeiro pensamento foi : Eles conseguiram outra vez.
Com esta fui apanhado desprevenido, não estava à espera de uma música assim. Percebi no instante que a acabei de ouvir que tudo aquilo que percorri com os Gift….iria percorrer novamente. Isto são os novos Gift. A bateria não atropela, a guitarra fala, e finalmente oiço a Sónia a deslizar com a voz pela música.
Isto não se consegue só com trabalho ou conhecimento técnico dos instrumentos e sons, esta música consegue-se com inspiração, com muita inspiração. A Sónia não precisa encher os pulmões para arrebatar-nos, a prova chama-se “Aquatica”.
Ontem ouvi tudo aquilo que eu não queria, hoje esqueci tudo o que conhecia, hoje não me lembrei do ontem.Rendo-me, voltaram a conquistar-me. Podem novamente hastear a bandeira naquilo que chamam alma. Ergam-na orgulhosos, o mérito é todo vosso.
Uma música num único suspiro. Uma música que dura um só momento.
PS: Vou ser um bom menino o resto do ano, prometo.
Aquatica por AndréGift
Aquatica: para mim é fácil falar sobre esta música. Depois de a ouvir algumas vezes, noto que faz sentido escutá-la logo seguida da "Suit full of colours", é na mesma linha, um fio que me conduz pela imaginação e introspectividade. É isso que gosto nestas músicas, direi, mais calmas e intimistas. Há tempo para nos apaixonarmos por ela, para chorar, fechar os olhos e sentir a harmonia que a envolve, o poder da voz da Sónia e do piano... Será que o lado mais electrónico deste disco já terminou? Será que este cd também se poderia chamar AM-FM? Estou, de certo modo, a ironizar, pois não sei o que ai vem. Mas cada vez estou mais certo que os The Gift estão no caminho certo.
Não sei se é por estar a ouvir a música à noite e numa fase de uma certa melancolia, mas "Aquatica" é música para os meus ouvidos, para o meu interior. Vou às nuvens e venho. E entretanto adormeço.
Não sei se é por estar a ouvir a música à noite e numa fase de uma certa melancolia, mas "Aquatica" é música para os meus ouvidos, para o meu interior. Vou às nuvens e venho. E entretanto adormeço.
5 de março de 2011
Suit Full of Colours por Crisanto
Antes de começar quero dizer que não gosto. Sim não gosto. Posso não gostar não posso? Então eu não gosto.
Porque é que não gosto?
Utilizando uma linguagem de rua : -“ Não bateu pá”.
Parece Gift a ir pelo caminho mais fácil.
Peço desculpa mas não me apetece escrever mais nada. Quando uma música não mexe comigo tenho dificuldade em escrever sobre ela.
PS : Se alguma das próximas músicas chegar perto da grandiosidade da The Singles prometo ser um bom menino para o resto do ano.
Porque é que não gosto?
Utilizando uma linguagem de rua : -“ Não bateu pá”.
Parece Gift a ir pelo caminho mais fácil.
Peço desculpa mas não me apetece escrever mais nada. Quando uma música não mexe comigo tenho dificuldade em escrever sobre ela.
PS : Se alguma das próximas músicas chegar perto da grandiosidade da The Singles prometo ser um bom menino para o resto do ano.
Suit Full of Colours por Cube

A canção de hoje está a ser particularmente difícil de lhe pegar; é sempre assim, as coisas mais simples são as mais difíceis, e estar enamorado por este tema desde o primeiro minuto não ajuda (o amor não é suposto ser fácil, certo?). A minha costela de romântico-inveterado-mas-céptico-como-um-raio estremeceu quando ouviu este Suit Full of Colours, pérola de entrega e rendição máxima entre dois seres. E sem dúvida que aqui the less is more, o crescendo eléctrico entra no momento certo e não há um único momento excessivo.
Por alguns momentos lembro-me do que é estar apaixonado por alguém; e sabe bem, deixar-me levar pela voz da Sónia, enquanto me recordo da sensação de falta de ar quando avistamos o nosso amor, pela “pianada” do Nuno, quando me lembro das trocas de afecto, e pelas guitarras, que só daqui a uns tempos se saberá quem as toca, a batida (there´s a drumming noise inside my head that pulls me to the ground) da bateria que me faz bater palminhas nas minhas coxas, sincopadas pelo ritmo. Yeah, i´m that nerd.
Someday, sometime, somewhere
Suit Full of Colours por SoFree
Confesso que fui um pouco influenciado antes de ouvir a música. Nas minhas feeds de RSS, começo por ler a letra. Não me deixam dúvidas sobre do que se irá tratar a música, nem de para quem foi escrita.
"If you’re lost, sometimes we all feel down
Explode your love your feet will never, ever, touch the ground…"
Nas redes sociais, pessoas choram e dizem que é a música mais linda de sempre. Tudo o que eu conheço da música é um poema bonito e sentido, obviamente crio uma expectativa em torno da música... que depois não se concretiza. Muito pelo contrário. Acordei esta manhã, expectante como sempre que tenho um novo download do explode. Seria uma balada? Não.. esta letra pede aquela alegria a que o álbum já me habituou. Ou será que não?
Play.
Primeira reacção? Olha a voz da Sónia! Mas... demora a arrancar... e quando chega ao refrão, soa-me estranho. E soa-me a algo que já ouvi em algum lado. É "bonitinho". Uma música "bonitinha". É só isto? Não. Uma harpa mágica, sons tirados de um filme da Disney despertam a segunda parte da música. Snow Patrol? Isto faz-me lembrar aquela música do gajo deitado no meio da rua, à espera que alguém o vá lá buscar (ou de ser atropelado).
Não é que esta Suit Full of Colours me incomode (até agora só uma música da banda o fez). Mas não me diz nada... Não se pode gostar de tudo. E se for esta for a música que eu menos gosto de todo o álbum, também não será uma coisa má. Tenho a noção que esta música vai ser a favorita de muita gente. Especialmente adolescentes. E será a música favorita até à paixoneta seguinte. A música é "bonita", mas efémera. Mesmo que o som fique a ecoar no ouvido depois de acabar.. é só uma questão de tempo até esquecer.
Para mim, esta música foi pintada em cinzento. E por isso vou correr para o sítio onde encontro o vermelho, verde e azul, toda a alegria que este álbum, mesmo estando agora a meio, já tem para me dar.
"If you’re lost, sometimes we all feel down
Explode your love your feet will never, ever, touch the ground…"
Nas redes sociais, pessoas choram e dizem que é a música mais linda de sempre. Tudo o que eu conheço da música é um poema bonito e sentido, obviamente crio uma expectativa em torno da música... que depois não se concretiza. Muito pelo contrário. Acordei esta manhã, expectante como sempre que tenho um novo download do explode. Seria uma balada? Não.. esta letra pede aquela alegria a que o álbum já me habituou. Ou será que não?
Play.
Primeira reacção? Olha a voz da Sónia! Mas... demora a arrancar... e quando chega ao refrão, soa-me estranho. E soa-me a algo que já ouvi em algum lado. É "bonitinho". Uma música "bonitinha". É só isto? Não. Uma harpa mágica, sons tirados de um filme da Disney despertam a segunda parte da música. Snow Patrol? Isto faz-me lembrar aquela música do gajo deitado no meio da rua, à espera que alguém o vá lá buscar (ou de ser atropelado).
Não é que esta Suit Full of Colours me incomode (até agora só uma música da banda o fez). Mas não me diz nada... Não se pode gostar de tudo. E se for esta for a música que eu menos gosto de todo o álbum, também não será uma coisa má. Tenho a noção que esta música vai ser a favorita de muita gente. Especialmente adolescentes. E será a música favorita até à paixoneta seguinte. A música é "bonita", mas efémera. Mesmo que o som fique a ecoar no ouvido depois de acabar.. é só uma questão de tempo até esquecer.
Para mim, esta música foi pintada em cinzento. E por isso vou correr para o sítio onde encontro o vermelho, verde e azul, toda a alegria que este álbum, mesmo estando agora a meio, já tem para me dar.
Suit Full of Colours por Jumpman
"It's easy to understand, try a different view."
É mesmo isto. Ontem lía o texto da La Folie e não podia concordar mais com ela. A verdade é que por vezes temos aquela noção do que queremos que um álbum seja e do que estamos à espera e quando não sai exactamente como desejamos, parece que falta alguma coisa e o modo "rant" entra em efeito. Foi o que aconteceu ontem. Acho que só faz bem de vez em quando libertarmos um pouco do que vai cá dentro, tendo sempre em conta que não se deve ser muito sisudo em relação às coisas. Há músicas que não entram logo à primeira, é normal. A sensação que uma música transmite é um conjunto de muitos factores e não depende só da própria música.
Confesso que apreciei a ironia cósmica de tudo. Aqui estava eu a ouvir a nova música e a pensar que tinha acabado de levar com o Karma como se tivesse sido um autocarro a passar por mim! Sem dó nem piedade. Mas lá está, sentir a música e sentir uma banda é isto mesmo. É o ser critico de tudo. Por vezes até de mais, alguns podem dizer e com alguma razão. Quem não sente não é filho de boa gente, já diz o ditado.
Quando recebi a Suit Full of Colours, desliguei o complicómetro e ouvi a música pela música. Se gostei? Gostei muito. Sentir a música é deixar também a nossa envolvente contribuir para isso. E ontem, ouvi esta música acompanhado, muito bem acompanhado. E soube muito bem ouvir a voz, que tanto critiquei estar ausente. É uma música simples, ligada a um único sentimento. Amor, puro e simples, daquele que acontece "once in a lifetime".
Fazer críticas a músicas de uma banda que nos diz tanto, por vezes pode ser um exercício um tanto esquizofrénico. Sentir-me-ia pior se sentisse indiferença. Tenho a certeza que daqui a algum tempo voltarei a este blog, vou ler o que escrevi sobre as músicas e continuarei a concordar com umas e com outras nem por isso.
Estamos a meio da viagem, continuo com a mesma vontade de descobrir cada música e perceber o sentimento que me desperta. Venha a próxima.
É mesmo isto. Ontem lía o texto da La Folie e não podia concordar mais com ela. A verdade é que por vezes temos aquela noção do que queremos que um álbum seja e do que estamos à espera e quando não sai exactamente como desejamos, parece que falta alguma coisa e o modo "rant" entra em efeito. Foi o que aconteceu ontem. Acho que só faz bem de vez em quando libertarmos um pouco do que vai cá dentro, tendo sempre em conta que não se deve ser muito sisudo em relação às coisas. Há músicas que não entram logo à primeira, é normal. A sensação que uma música transmite é um conjunto de muitos factores e não depende só da própria música.
Confesso que apreciei a ironia cósmica de tudo. Aqui estava eu a ouvir a nova música e a pensar que tinha acabado de levar com o Karma como se tivesse sido um autocarro a passar por mim! Sem dó nem piedade. Mas lá está, sentir a música e sentir uma banda é isto mesmo. É o ser critico de tudo. Por vezes até de mais, alguns podem dizer e com alguma razão. Quem não sente não é filho de boa gente, já diz o ditado.
Quando recebi a Suit Full of Colours, desliguei o complicómetro e ouvi a música pela música. Se gostei? Gostei muito. Sentir a música é deixar também a nossa envolvente contribuir para isso. E ontem, ouvi esta música acompanhado, muito bem acompanhado. E soube muito bem ouvir a voz, que tanto critiquei estar ausente. É uma música simples, ligada a um único sentimento. Amor, puro e simples, daquele que acontece "once in a lifetime".
Fazer críticas a músicas de uma banda que nos diz tanto, por vezes pode ser um exercício um tanto esquizofrénico. Sentir-me-ia pior se sentisse indiferença. Tenho a certeza que daqui a algum tempo voltarei a este blog, vou ler o que escrevi sobre as músicas e continuarei a concordar com umas e com outras nem por isso.
Estamos a meio da viagem, continuo com a mesma vontade de descobrir cada música e perceber o sentimento que me desperta. Venha a próxima.
Suit Full of Colours por LaFolie
Da dificuldade de não pertencer às massas
Dá para passar? Tenho mesmo que escrever sobre essa música?
Tenho que confessar que hoje é muito difícil escrever aqui. Hoje é a prova que não pertenço as massas. Fui espreitar os comentários um pouco em todo o lado. E parece ser unânime : toda a gente ADOROU. Para a próxima, nem vou ver. Alias devia ser a regra neste blog. Mas por uma vez fugi a essa regra.
O que faço? Sinceridade acima de tudo, não é? Senão este blog não fazia sentido.
Então vamos lá. A musica estava a começar tão bem. E PUM, entrada da bateria e guitarra e já não sei o que dizer. Lembrava-me outras musicas, o problema é as musicas que me lembrava. Juro que a ouvi muitas vezes, é a musica pela qual dei mais oportunidades. E se dei! E nada. Absolutamente nada.
Hoje é a prova que não pertenço às massas.
Hoje é a prova que os gostos não se discutem.
Dá para passar? Tenho mesmo que escrever sobre essa música?
Tenho que confessar que hoje é muito difícil escrever aqui. Hoje é a prova que não pertenço as massas. Fui espreitar os comentários um pouco em todo o lado. E parece ser unânime : toda a gente ADOROU. Para a próxima, nem vou ver. Alias devia ser a regra neste blog. Mas por uma vez fugi a essa regra.
O que faço? Sinceridade acima de tudo, não é? Senão este blog não fazia sentido.
Então vamos lá. A musica estava a começar tão bem. E PUM, entrada da bateria e guitarra e já não sei o que dizer. Lembrava-me outras musicas, o problema é as musicas que me lembrava. Juro que a ouvi muitas vezes, é a musica pela qual dei mais oportunidades. E se dei! E nada. Absolutamente nada.
Hoje é a prova que não pertenço às massas.
Hoje é a prova que os gostos não se discutem.
Nota sobre esta música :
"But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams. "
William Butler Yeats
Suit Full of Colours por Marcos
“Suit Full Of Colours” é, para mim, quiçá, o melhor tema de “Explode” e, arrisco-me a dizer, um dos melhores de sempre – sim, de sempre. Perante isto não consigo acrescentar muito mais...
Não consigo descrever o que sinto ao ouvir “Suit Full Of Colours”. Gosto. Gosto de gostar. Gosto porque gosto. Ponto final! Mas porquê? Porque sinto. Sentir. Amor. Sim, é isso. Amor.
Fecho os olhos. Que maravilha! Tão bonito! Tão profundo! O meu peito enche-se de emoções. A voz da Sónia Tavares arrebata-me. Deixa-me desarmado. Emociona-me como nenhuma outra o consegue. Não tenho palavras... “I will give you all my love”. Que perfeição! A canção explode. E eu também. Tantas emoções. Estou arrepiado.
Sinto que este texto não faz jus ao que sinto. Porque apenas consigo sentir. E sinto tanto...!
Obrigado The Gift! Obrigado por me fazerem sentir coisas tão bonitas!
Não consigo descrever o que sinto ao ouvir “Suit Full Of Colours”. Gosto. Gosto de gostar. Gosto porque gosto. Ponto final! Mas porquê? Porque sinto. Sentir. Amor. Sim, é isso. Amor.
Fecho os olhos. Que maravilha! Tão bonito! Tão profundo! O meu peito enche-se de emoções. A voz da Sónia Tavares arrebata-me. Deixa-me desarmado. Emociona-me como nenhuma outra o consegue. Não tenho palavras... “I will give you all my love”. Que perfeição! A canção explode. E eu também. Tantas emoções. Estou arrepiado.
Sinto que este texto não faz jus ao que sinto. Porque apenas consigo sentir. E sinto tanto...!
Obrigado The Gift! Obrigado por me fazerem sentir coisas tão bonitas!
Suit Full of Colours por AndréGift
Depois de falarmos da falta que a voz da Sónia faz neste disco, eis que surgem provas do contrário. "Suit full of colours" é uma melodia, onde a voz é a protagonista que nos canta e embala ao ouvido. Para mim a melhor, até agora...Diferente das que já conhecemos, o que me leva a pensar se este disco terá uma "espécie" de dois lado, um mais electrónio e ritmado e outro mais minimalista, intimista e com destaque para a voz (????)...
A música começa com o piano e voz, evolui, entra a bateria e há, mais para a frente, uma explosão, onde entra a harpa e apercebemo-nos que é fácil gostar desta música. Eu gosto mesmo dela. Não me canso de a ouvir...
Daria um bom segundo single...Nesta melodia encontra-se o regresso dos gift ao passado...e num disco com tantos aspectos novos, diferentes, regressar ao passado pode não ser mau.
A música começa com o piano e voz, evolui, entra a bateria e há, mais para a frente, uma explosão, onde entra a harpa e apercebemo-nos que é fácil gostar desta música. Eu gosto mesmo dela. Não me canso de a ouvir...
Daria um bom segundo single...Nesta melodia encontra-se o regresso dos gift ao passado...e num disco com tantos aspectos novos, diferentes, regressar ao passado pode não ser mau.
Suit Full of Colours por Geminus
Estou sentado isolado no canto perdido de um quarto escuro e frio. Abraço os meus joelhos e escondo a cabeça. Começo a escutar um sussurro familiar que vai crescendo. Mais claro e mais forte. Um arrepio que me faz sentir aconchegado e me traz lembranças antigas, como se fossem braços de algodão puro a cobrir-me. São as asas de um anjo que me acolhem, me tornam leve como as suas penas e ajudam a flutuar. Mãe, cheiram a ti. E acolhem-me…
Encolhido sobre mim mesmo, volto a estar dentro de ti como nunca mais tinha estado. Protegido no teu calor, ouço o bater do teu coração perto de mim e sei que já não estou sozinho, pois tenho o teu mundo.
Encolhido sobre mim mesmo, volto a estar dentro de ti como nunca mais tinha estado. Protegido no teu calor, ouço o bater do teu coração perto de mim e sei que já não estou sozinho, pois tenho o teu mundo.
Suit Full of Colours por Even_Flow
“And isn't it ironic... don't you think?”
“quem quiser que acrescente
da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra
basta, é só
adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós”
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