Antes de falar sobre o álbum, queria só deixar umas palavras sobre a excelente iniciativa que a nossa la folie teve. Os 11 dias em que cada um de nós partilhou a sua opinião ao ouvir cada música foi uma grande experiência. Parabéns a todos os que participaram e parabéns à la folie pela ideia.
Agora o álbum.
Já ouvi várias vezes o álbum. Fui ouvindo enquanto ía descobrindo cada música nova e depois acabei por ouvir o disco na totalidade para o sentir como um todo mais coerente e mais alinhado.
A minha opinião não mudou muito. O disco ainda não me entrou na totalidade. Já o disse vezes sem conta que sou um "filho" dos antigos The Gift, daqueles que fizeram uma Weekend, uma Front Of, uma Cube e todas as outras músicas de cada um dos álbuns que são parte integrante da minha vida. Não pus a fasquia alta para este disco, na verdade não coloquei fasquia nenhuma. Tinha uma ideia geral sobre para onde caminhariam estes novos The Gift, as suas novas sonoridades e a sua evolução.
Confesso que o caminho que a banda tomou ainda não me convenceu. Existem salpicos de boas coisas no álbum e depois existem uns momentos que são maus de mais para serem verdade onde não existem andorinhas. Para mim o álbum é de altos e baixos e não sei se consegue acabar numa nota alta. Acho que vai ser um bom álbum de verão, para se ouvir naqueles bons dias de sol enquanto acreditamos que cada momento é perfeito. Se calhar, vai ser um bom disco para tocar em festivais, onde a boa disposição e o ambiente reluzente do álbum parece-me resultar bem.
É o melhor disco de sempre da banda? Para mim não é, nem por sombras. Nem consigo colocá-lo no meu top 3. Continua um pouco longe de me impressionar
Tenho curiosidade de ouvir o álbum ao vivo, ter sensações diferentes ao ouvir as músicas e redescobri-las uma a uma.
Se calhar a minha opinião menos positiva se altere.
15 de março de 2011
Explode por Cube
Sometimes
We’ve got to sing out of key
Hooverphonic
Os The Gift apareceram na minha vida da mesma maneira que provavelmente apareceram a milhares de outras pessoas: o vídeo do Ok! Do you want something simple? com o styling bizarro chic em bom da Sónia no aeroporto de Lisboa com uma mini orquestra. E a mini orquestra não terá sido incluída na performance só porque sim. Uma tomada de posição estava a ser documentada: sim, somos uma banda de electrónicas mas também temos um lado orgânico deveras clássico. E foi com esta dualidade que os The Gift nos foram habituando, disco após disco, a este círculo fechado, onde podíamos contar como certa a presença de partes orquestrais bem demarcadas.
Em 2011, essa dualidade foi dissipada: Explode é o disco entrópico que fazia falta no percurso da banda, pois como os Hooverphonic imortalizaram num refrão de um dos seus temas, às vezes temos que cantar fora de tom, pois isso não tem que ser necessariamente mau.
E há de facto um pulsar de energia nova neste trabalho, com o protagonismo da voz a ser partilhado na grande maioria dos temas e provas de que ainda se sabe como pegar numa melodia e transformá-la num produto que ao mesmo tempo é requintado mas simples (não será essa a verdadeira essência da boa música pop?).
No entanto, esta explosão de uma nova sonoridade comporta em si alguns momentos menos felizes (Primavera) e outros de digestão lenta (The Singles/Mermaid Song); este não é o disco mais consensual de um grupo que nos habituou a trabalhos revestidos de um conceito muito forte; compreende-se a ideia do conceito em torno neste disco mas a sua concretização está um pouco aquém de trabalhos anteriores.
Trust in the name Explode, é cantado no tema que afinal será o single de apresentação deste disco; pois é isso que tentarei fazer, mesmo que este não venha a tornar-se o meu álbum preferido dos The Gift.
Explode por LaFolie
Quem sou eu para…..
Antes de mais, queria dizer que é bastante injusto estar aqui avaliar o enorme trabalho que está por detrás de Explode, todo esse esforço transparece ao nível musical, de produção e de marketing. Esforço sim, mas talento também. Acima de tudo respeito os Gift por isso.
Uma banda alternativa?
Depende do que chamamos de alternativo, isto é , estava a espera de um álbum mais ousado, o que não acontece. Acho até que Explode é o álbum mais consensual dos The Gift, o mais directo , o que não quer dizer que seja mau.
A ideia de “banda”.
Era um leme para este álbum. Os the Gift são uma banda, e neste álbum assumiram-se como tal. Acho que o objectivo foi atingindo, aqui. A unidade da banda é conseguida. A bateria e as guitarras estão muito mais presentes, presença essa que denota uma grande evolução no som dos The Gift.
Ganharam no conceito de banda, mas perderam a sua principal característica, a voz da Sónia que é para mim a identidade musical da banda. Aqui a voz desapareceu quase por completo, antes era a voz que levava a musica, agora ela é “apenas” mais um instrumento musical. A voz da Sónia está perdida no meio de milhares de coros. Compreendo a evolução, mas confesso que não me agrada.
A cor do Explode
Sem duvida, que os The Gift são mais alegres no Explode. Há aqui uma linha positiva com a RGB , My Sun, Let it Be By me, Made For You. O problema é que sempre gostei mais do lado nostálgico dos The Gift, que aqui está muito menos presente.
As músicas do Explode
Agora que tenho o álbum inteiro, ouvi-o novamente vezes sem conta. É muito engraçado como algumas musicas que me tinham passado ao lado soam-me melhor agora. Um exemplo disso é a RGB (habituei-me a entrada da Sónia, que no inicio pareceu-me muito abrupta).
Tirando a RGB, a minha opinião não mudou muito sobre a primeira vez que as ouvi.
As minhas preferidas : The Singles, depois a Mermaid, Aquática, Let it Be By me e a Always Better if you wait for the Sunrise.
Aquela que ainda não consigo ouvir : Suit Full of Colors.
Gosto do resto, mas também não me transcende.
Conclusão
Houve uma altura onde pensei sinceramente que Explode iria ultrapassar o Film . No final, e infelizmente não o fez. É um bom álbum, melhor do que o AM – FM para mim , e acho que ao vivo vai ganhar outra dimensão.
Antes de mais, queria dizer que é bastante injusto estar aqui avaliar o enorme trabalho que está por detrás de Explode, todo esse esforço transparece ao nível musical, de produção e de marketing. Esforço sim, mas talento também. Acima de tudo respeito os Gift por isso.
Uma banda alternativa?
Depende do que chamamos de alternativo, isto é , estava a espera de um álbum mais ousado, o que não acontece. Acho até que Explode é o álbum mais consensual dos The Gift, o mais directo , o que não quer dizer que seja mau.
A ideia de “banda”.
Era um leme para este álbum. Os the Gift são uma banda, e neste álbum assumiram-se como tal. Acho que o objectivo foi atingindo, aqui. A unidade da banda é conseguida. A bateria e as guitarras estão muito mais presentes, presença essa que denota uma grande evolução no som dos The Gift.
Ganharam no conceito de banda, mas perderam a sua principal característica, a voz da Sónia que é para mim a identidade musical da banda. Aqui a voz desapareceu quase por completo, antes era a voz que levava a musica, agora ela é “apenas” mais um instrumento musical. A voz da Sónia está perdida no meio de milhares de coros. Compreendo a evolução, mas confesso que não me agrada.
A cor do Explode
Sem duvida, que os The Gift são mais alegres no Explode. Há aqui uma linha positiva com a RGB , My Sun, Let it Be By me, Made For You. O problema é que sempre gostei mais do lado nostálgico dos The Gift, que aqui está muito menos presente.
As músicas do Explode
Agora que tenho o álbum inteiro, ouvi-o novamente vezes sem conta. É muito engraçado como algumas musicas que me tinham passado ao lado soam-me melhor agora. Um exemplo disso é a RGB (habituei-me a entrada da Sónia, que no inicio pareceu-me muito abrupta).
Tirando a RGB, a minha opinião não mudou muito sobre a primeira vez que as ouvi.
As minhas preferidas : The Singles, depois a Mermaid, Aquática, Let it Be By me e a Always Better if you wait for the Sunrise.
Aquela que ainda não consigo ouvir : Suit Full of Colors.
Gosto do resto, mas também não me transcende.
Conclusão
Houve uma altura onde pensei sinceramente que Explode iria ultrapassar o Film . No final, e infelizmente não o fez. É um bom álbum, melhor do que o AM – FM para mim , e acho que ao vivo vai ganhar outra dimensão.
Nota : Para mim este álbum estará para sempre ligado a este blog. Adorei esta aventura, e quero agradecer a cada um de vocês a participação. Obrigada AndréGift, Crisanto, Cube, Even_Flow, Geminus, Jumpman, Keep Breathing, Marcos, Mariana Oliveira, So Free.
Sem saber por onde iríamos, fomos lá parar.
Explode por Even_Flow
Quando aceitei atirar-me nesta viagem não sabia bem naquilo que me estava a meter.
Hoje, onze músicas depois, tenho que admitir que provavelmente não me apanham noutra tão cedo. Calma, calma, eu explico.
Sinceramente, acho que este exercício me acabou por tirar o prazer de descobrir um álbum, aos bocadinhos, sem pressas, sem tempos, sem conclusões. A música tem um papel de relevo na minha vida, mas é sempre uma experiência muito íntima, muito pessoal e, acima de tudo, muito emotiva.
Não que seja falso o que eu escrevi, não que não tenham sido essas as imagens que me atravessaram, mas não me soube bem andar a ouvir uma música à procura de alguma coisa. Gosto do prazer e da liberdade de inundar os meus sentidos com notas, acordes e tudo mais, sem esperar nada. Pelo gozo absoluto de ouvir.
Confesso, também, que a parte que me deu mais prazer foi o ler o que algumas das outras pessoas encontravam, e essa sim, é a parte da experiência que guardo com carinho.
Falando do álbum em si, e sendo exaustivamente sincera (novamente!), não me disse muito. O que eu mais gostava nos Gift, e que fui discutindo ao longo de toda a «viagem», já não está lá ou se está eu não consigo vê-lo. Mais uma vez, repito, não acho que o álbum seja propriamente mau per se, tirando um ou outro momento menos feliz, como a Primavera. No entanto houve uma única música apenas que me fez fechar os olhos e viajar, mesmo sem querer, dentro de mim, sem eu procurar, sem desejar. A Always Better If You Wait for the Sunrise foi, sem margem para dúvidas A minha música e aquela que eu sei que ouvir com o coração.
Há quem goste de listas e de pontuações, mas para mim pontuar música faz tanto sentido como pontuar amigos (que é como quem diz, nenhum).
Tive as experiências musicais mais interessantes com a Mermaid Song, a Aquatica e a My Sun. A RGB deu-me para bater o pezinho. A Let it Be By Me, a The Race is Long e a Made for you não me disseram muito, mas também não me incomodaram. E por outro lado, a Suit Full of Colors ainda nem a consegui ouvir até ao fim. Já a The Singles, graças a toda a sua complexidade é difícil de arrumar numa gaveta, mas eu diria que apenas gostei de 25% dos minutos.
Quem sabe daqui a uns tempos eu não volto a ouvir este Explode e tudo me faz sentido. Quem sabe se ao vivo não resulta tudo numa festa e imensa comunhão.
Para já, parece-me uma óptima companhia para me acompanhar enquanto conduzo até uma praia qualquer mas não um álbum «da minha vida», como o foram os três anteriores.
A todos vocês que comigo partilharam estas onzes experiências um obrigada e um i’ll see you around.
Keep rocking in the free world!
Hoje, onze músicas depois, tenho que admitir que provavelmente não me apanham noutra tão cedo. Calma, calma, eu explico.
Sinceramente, acho que este exercício me acabou por tirar o prazer de descobrir um álbum, aos bocadinhos, sem pressas, sem tempos, sem conclusões. A música tem um papel de relevo na minha vida, mas é sempre uma experiência muito íntima, muito pessoal e, acima de tudo, muito emotiva.
Não que seja falso o que eu escrevi, não que não tenham sido essas as imagens que me atravessaram, mas não me soube bem andar a ouvir uma música à procura de alguma coisa. Gosto do prazer e da liberdade de inundar os meus sentidos com notas, acordes e tudo mais, sem esperar nada. Pelo gozo absoluto de ouvir.
Confesso, também, que a parte que me deu mais prazer foi o ler o que algumas das outras pessoas encontravam, e essa sim, é a parte da experiência que guardo com carinho.
Falando do álbum em si, e sendo exaustivamente sincera (novamente!), não me disse muito. O que eu mais gostava nos Gift, e que fui discutindo ao longo de toda a «viagem», já não está lá ou se está eu não consigo vê-lo. Mais uma vez, repito, não acho que o álbum seja propriamente mau per se, tirando um ou outro momento menos feliz, como a Primavera. No entanto houve uma única música apenas que me fez fechar os olhos e viajar, mesmo sem querer, dentro de mim, sem eu procurar, sem desejar. A Always Better If You Wait for the Sunrise foi, sem margem para dúvidas A minha música e aquela que eu sei que ouvir com o coração.
Há quem goste de listas e de pontuações, mas para mim pontuar música faz tanto sentido como pontuar amigos (que é como quem diz, nenhum).
Tive as experiências musicais mais interessantes com a Mermaid Song, a Aquatica e a My Sun. A RGB deu-me para bater o pezinho. A Let it Be By Me, a The Race is Long e a Made for you não me disseram muito, mas também não me incomodaram. E por outro lado, a Suit Full of Colors ainda nem a consegui ouvir até ao fim. Já a The Singles, graças a toda a sua complexidade é difícil de arrumar numa gaveta, mas eu diria que apenas gostei de 25% dos minutos.
Quem sabe daqui a uns tempos eu não volto a ouvir este Explode e tudo me faz sentido. Quem sabe se ao vivo não resulta tudo numa festa e imensa comunhão.
Para já, parece-me uma óptima companhia para me acompanhar enquanto conduzo até uma praia qualquer mas não um álbum «da minha vida», como o foram os três anteriores.
A todos vocês que comigo partilharam estas onzes experiências um obrigada e um i’ll see you around.
Keep rocking in the free world!
Explode por Keep Breathing
O álbum… Depois de criticar uma música por dia, criticar o álbum no seu conjunto é mais difícil do que pensei… Porque o álbum faz mais sentido (faz-me mais sentido) do que cada uma das suas músicas por si. O que quer dizer que algumas das críticas que fui fazendo, diariamente, uma música de cada vez, me parecem um pouco injustas agora que ouço o álbum de fio a pavio.
Critiquei o facto de a sonoridade ter mudado. Não mudou assim tanto. No fundo, continuamos a ter uns The Gift AM e uns The Gift FM. Como sempre. Mas agora concentrados no mesmo álbum, com músicas quase entrecaladas, é verdade. Neste momento, já sabemos que não ficaram tão coloridos, nem tão felizes, nem tão eléctricos, como nos foi apresentado. E isso é uma óptima notícia!
Critiquei o facto de a voz da Sónia aparecer demasiadas vezes demasiado abafada. Mantenho a crítica. Mas o resultado final não foi tão grave como as primeiras músicas me levaram a pensar. A melhor vocalista deste país continuou a ter espaço para nos arrepiar. E isso é uma óptima notícia!
Critiquei o início de várias músicas. Mantenho a crítica. Mas depois de ouvidas tantas vezes, esses princípios perderam força relativamente ao todo. Nas primeiras audições, foram demasiado importantes para formular a minha opinião. Agora não sinto as coisas da mesma maneira. E isso é uma óptima notícia!
Dei a entender que a “Let It Be By Me” e a “Race Is Long” eram as músicas de que menos gostava neste álbum. Mantenho a opinião. Para mim, são as menos conseguidas. Mas eu sou uma apreciadora confessa do lado AM – e do FM mais imaginativo...
Dei a entender que a “Suit Full of Colours” e a “Always Better If You Wait for the Sunshine” eram as minhas músicas preferidas. Mantenho a opinião. Adoro-as. Desde o primeiro segundo. Lá está o meu coração AM a pulsar… E irá pulsar sempre.
Dei a entender estar pouco convencida pela “RGB”, pela “My Sun” ou pela “The Singles”. Já me convenci. Mas convenci-me ao ouvi-las no álbum. E, com isto, entro na maior crítica que quero fazer hoje (e já sei que toda a gente me vai cair em cima): detestei a forma como o álbum foi revelado! Uma música por dia?! Para mim, não resultou. Ouvir uma música cantada pelo Nuno antes e ouvir uma em que a voz da Sónia explodisse verdadeiramente, ouvir a uma “Let It Be By Me” antes de ter ouvido uma “Suit Full of Colours”, ouvir uma “Race is Long” depois de uma “Always Better…”… Para mim, foi um erro! Eu ficava desiludida e não podia, no momento seguinte, ouvir outras músicas que contrabalançassem essa desilusão… Não gostei. Contra todas as opiniões, não gostei.
Afirmei que tinha sentimentos contraditórios em relação a este álbum. Ora, esses sentimentos contraditórios foram desaparecendo devagarinho… Hoje ainda não estou apaixonada, mas já poderia passar a noite com este “Explode”.
E também afirmei que ainda não sabia se estava perante um álbum muito bom, ou perante um álbum para a minha vida… No próximo mês, emigro. O primeiro som que vai sair do meu i-pod, depois de aterrar, vai ser o deste álbum. Para me dar coragem e ajudar a crescer, para, simultaneamente, me proteger e fazer sentir em casa. Porque, apesar do “Explode” não ser o meu álbum preferido, é, ainda assim, um álbum dos The Gift e, por isso, eu quero-o perto de mim, conto com ele. Sempre. Principalmente nos momentos mais importantes.
Critiquei o facto de a sonoridade ter mudado. Não mudou assim tanto. No fundo, continuamos a ter uns The Gift AM e uns The Gift FM. Como sempre. Mas agora concentrados no mesmo álbum, com músicas quase entrecaladas, é verdade. Neste momento, já sabemos que não ficaram tão coloridos, nem tão felizes, nem tão eléctricos, como nos foi apresentado. E isso é uma óptima notícia!
Critiquei o facto de a voz da Sónia aparecer demasiadas vezes demasiado abafada. Mantenho a crítica. Mas o resultado final não foi tão grave como as primeiras músicas me levaram a pensar. A melhor vocalista deste país continuou a ter espaço para nos arrepiar. E isso é uma óptima notícia!
Critiquei o início de várias músicas. Mantenho a crítica. Mas depois de ouvidas tantas vezes, esses princípios perderam força relativamente ao todo. Nas primeiras audições, foram demasiado importantes para formular a minha opinião. Agora não sinto as coisas da mesma maneira. E isso é uma óptima notícia!
Dei a entender que a “Let It Be By Me” e a “Race Is Long” eram as músicas de que menos gostava neste álbum. Mantenho a opinião. Para mim, são as menos conseguidas. Mas eu sou uma apreciadora confessa do lado AM – e do FM mais imaginativo...
Dei a entender que a “Suit Full of Colours” e a “Always Better If You Wait for the Sunshine” eram as minhas músicas preferidas. Mantenho a opinião. Adoro-as. Desde o primeiro segundo. Lá está o meu coração AM a pulsar… E irá pulsar sempre.
Dei a entender estar pouco convencida pela “RGB”, pela “My Sun” ou pela “The Singles”. Já me convenci. Mas convenci-me ao ouvi-las no álbum. E, com isto, entro na maior crítica que quero fazer hoje (e já sei que toda a gente me vai cair em cima): detestei a forma como o álbum foi revelado! Uma música por dia?! Para mim, não resultou. Ouvir uma música cantada pelo Nuno antes e ouvir uma em que a voz da Sónia explodisse verdadeiramente, ouvir a uma “Let It Be By Me” antes de ter ouvido uma “Suit Full of Colours”, ouvir uma “Race is Long” depois de uma “Always Better…”… Para mim, foi um erro! Eu ficava desiludida e não podia, no momento seguinte, ouvir outras músicas que contrabalançassem essa desilusão… Não gostei. Contra todas as opiniões, não gostei.
Afirmei que tinha sentimentos contraditórios em relação a este álbum. Ora, esses sentimentos contraditórios foram desaparecendo devagarinho… Hoje ainda não estou apaixonada, mas já poderia passar a noite com este “Explode”.
E também afirmei que ainda não sabia se estava perante um álbum muito bom, ou perante um álbum para a minha vida… No próximo mês, emigro. O primeiro som que vai sair do meu i-pod, depois de aterrar, vai ser o deste álbum. Para me dar coragem e ajudar a crescer, para, simultaneamente, me proteger e fazer sentir em casa. Porque, apesar do “Explode” não ser o meu álbum preferido, é, ainda assim, um álbum dos The Gift e, por isso, eu quero-o perto de mim, conto com ele. Sempre. Principalmente nos momentos mais importantes.
Explode por SoFree
Tudo começou às escuras.
Primeiro, concertos que são anunciados sem se saber se terão músicas novas do suposto "próximo álbum" dos The Gift. Depois, muito depois, o anúncio que o álbum sai dentro de uma semana, podendo-se comprar pelo preço que apetecer, se apetecer pagar. Bilhetes e álbum comprados completamente às cegas, sem fazer a menor ideia do que de lá poderia sair. Não fui a única pessoa a fazê-lo. Mas conto pelos dedos o número de bandas que me convenceriam a investir desta forma.
Surgiu, então, a ideia deste blogue. Obviamente, quis fazer parte desta excelente iniciativa da LaFolie. Acompanhar, diariamente, o lançamento das músicas do álbum e partilhar as primeiras impressões de cada uma com quem as quisesse ler. Não dá para falar de primeiras impressões do álbum. O método de distribuição, uma canção por dia, fez dele um puzzle que levamos (quase?) até ao final para desvendar. E fez com que apreciasse cada música por si, antes de a colocar no contexto das restantes. Quantas vezes se ouve um álbum novo, do princípio ao fim, para definir imediatamente a sentença "gosto" ou "não gosto"?
Na FNAC anunciam o "Explode" como um álbum alternativo. E é verdade. Depois do AM-FM e, principalmente, depois do "hit" que foi a música Fácil de Entender, o Explode leva-nos por novos caminhos que, à partida, seriam menos comerciais. Mermaid Song e The Singles são exemplos perfeitos de que a banda está sempre disposta a experimentar com os sons, tanto hoje como na era do Vinyl. Em muitas músicas, ecoa a alma dos diferentes álbuns, mas nada soa a "sequela espiritual" e muito menos a repetição.
Este é um disco positivo. Enérgico e optimista, lançado numa altura em que a moda é a lamúria e a constatação passiva de que as coisas estão mal. "You are the one to keep the dreams about the world, don't need to sell your soul…" Músicas como Made for You, RGB e Race is Long transpiram confiança e uma energia contagiante ,como também podemos encontrar em My Sun – um tema extremamente positivo sobre a paternidade. A sonoridade retro está presente em temas como Let It Be by Me e Primavera, enquanto que uma vertente mais comercial pode ser encontrada na balada pop Suit Full of Colours. Há ainda Aquatica, um tema aconchegante para ouvir a dois.
Mas nem tudo é alegria neste álbum. Always Better if You Wait for the Sunrise é um tema sombrio, mas majestoso. Uma verdadeira explosão de emoção, como muitas músicas deste álbum, mas contrasta na temática…
Embora a menos representativa, é provavelmente a melhor composição que existe a apreciar em Explode.
As guitarras e os teclados marcam a nova sonoridade dos The Gift, mas não tanto como a ocultação da voz de Sónia Tavares com o uso de registos mais discretos e a concorrência de vozes nos refrões. Se tivesse de escolher algumas músicas obrigatórias para se conhecer estes "novos Gift", recomendaria a escuta de Race is Long, RGB e My Sun – sendo a primeira uma música a que não consigo resistir a ouvir pelo menos duas vezes seguidas. Mas aquela que melhor representa este álbum é mesmo The Singles, com todas as suas mutações ao longo dos diversos andamentos. É até das que melhor representam a banda como um todo.
A viagem por Explode neste blogue foi uma experiência única. Uma oportunidade que só com esta banda seria possível, com este diversificado grupo de fãs. Adorei o contraste de opiniões, tanto como as coincidências.
Vemo-nos todos no Tivoli!
Primeiro, concertos que são anunciados sem se saber se terão músicas novas do suposto "próximo álbum" dos The Gift. Depois, muito depois, o anúncio que o álbum sai dentro de uma semana, podendo-se comprar pelo preço que apetecer, se apetecer pagar. Bilhetes e álbum comprados completamente às cegas, sem fazer a menor ideia do que de lá poderia sair. Não fui a única pessoa a fazê-lo. Mas conto pelos dedos o número de bandas que me convenceriam a investir desta forma.
Surgiu, então, a ideia deste blogue. Obviamente, quis fazer parte desta excelente iniciativa da LaFolie. Acompanhar, diariamente, o lançamento das músicas do álbum e partilhar as primeiras impressões de cada uma com quem as quisesse ler. Não dá para falar de primeiras impressões do álbum. O método de distribuição, uma canção por dia, fez dele um puzzle que levamos (quase?) até ao final para desvendar. E fez com que apreciasse cada música por si, antes de a colocar no contexto das restantes. Quantas vezes se ouve um álbum novo, do princípio ao fim, para definir imediatamente a sentença "gosto" ou "não gosto"?
Na FNAC anunciam o "Explode" como um álbum alternativo. E é verdade. Depois do AM-FM e, principalmente, depois do "hit" que foi a música Fácil de Entender, o Explode leva-nos por novos caminhos que, à partida, seriam menos comerciais. Mermaid Song e The Singles são exemplos perfeitos de que a banda está sempre disposta a experimentar com os sons, tanto hoje como na era do Vinyl. Em muitas músicas, ecoa a alma dos diferentes álbuns, mas nada soa a "sequela espiritual" e muito menos a repetição.
Este é um disco positivo. Enérgico e optimista, lançado numa altura em que a moda é a lamúria e a constatação passiva de que as coisas estão mal. "You are the one to keep the dreams about the world, don't need to sell your soul…" Músicas como Made for You, RGB e Race is Long transpiram confiança e uma energia contagiante ,como também podemos encontrar em My Sun – um tema extremamente positivo sobre a paternidade. A sonoridade retro está presente em temas como Let It Be by Me e Primavera, enquanto que uma vertente mais comercial pode ser encontrada na balada pop Suit Full of Colours. Há ainda Aquatica, um tema aconchegante para ouvir a dois.
Mas nem tudo é alegria neste álbum. Always Better if You Wait for the Sunrise é um tema sombrio, mas majestoso. Uma verdadeira explosão de emoção, como muitas músicas deste álbum, mas contrasta na temática…
Embora a menos representativa, é provavelmente a melhor composição que existe a apreciar em Explode.
As guitarras e os teclados marcam a nova sonoridade dos The Gift, mas não tanto como a ocultação da voz de Sónia Tavares com o uso de registos mais discretos e a concorrência de vozes nos refrões. Se tivesse de escolher algumas músicas obrigatórias para se conhecer estes "novos Gift", recomendaria a escuta de Race is Long, RGB e My Sun – sendo a primeira uma música a que não consigo resistir a ouvir pelo menos duas vezes seguidas. Mas aquela que melhor representa este álbum é mesmo The Singles, com todas as suas mutações ao longo dos diversos andamentos. É até das que melhor representam a banda como um todo.
A viagem por Explode neste blogue foi uma experiência única. Uma oportunidade que só com esta banda seria possível, com este diversificado grupo de fãs. Adorei o contraste de opiniões, tanto como as coincidências.
Vemo-nos todos no Tivoli!
10 de março de 2011
Made For You pr Even_Flow
Made for you
Devo confessar que, numa de experiência, vi primeiro o vídeo.
Achei-o visualmente bonito, mas não achei que a música estivesse minimamente sincronizada com os actores, tirando, talvez, na parte final. Havia um desfasamento que para mim era claro. Coincidência, ou não, horas antes tinha estado a rever o Once, que para quem não conhece, é uma espécie de musical, na medida em que a música é uma fatia grande da história contada. Ao inverso do que se passa neste vídeo, os protagonistas são músicos profissionais e não actores, que foram convidados para desenrolar a história. Há um pequeno excerto muito semelhante a este e daí a minha comparação. No entanto a envolvência é completamente diferente e também a é a sintonia, a sinceridade, etc. Não desvalorizando a capacidade de marketing associada, o vídeo em si, não me convenceu.
A música, muito na linha da My Sun, é um quadro colorido de esperança e de energias positivas. Agradável, como uma bebida gelada enfeitada com chapéu-de-chuva pintalgado num dia particularmente quente de verão, mas não memorável.
Como tantas promessas de amores ou romances que acabam por se desfazer em castelos de ilusões….not made for me.
Devo confessar que, numa de experiência, vi primeiro o vídeo.
Achei-o visualmente bonito, mas não achei que a música estivesse minimamente sincronizada com os actores, tirando, talvez, na parte final. Havia um desfasamento que para mim era claro. Coincidência, ou não, horas antes tinha estado a rever o Once, que para quem não conhece, é uma espécie de musical, na medida em que a música é uma fatia grande da história contada. Ao inverso do que se passa neste vídeo, os protagonistas são músicos profissionais e não actores, que foram convidados para desenrolar a história. Há um pequeno excerto muito semelhante a este e daí a minha comparação. No entanto a envolvência é completamente diferente e também a é a sintonia, a sinceridade, etc. Não desvalorizando a capacidade de marketing associada, o vídeo em si, não me convenceu.
A música, muito na linha da My Sun, é um quadro colorido de esperança e de energias positivas. Agradável, como uma bebida gelada enfeitada com chapéu-de-chuva pintalgado num dia particularmente quente de verão, mas não memorável.
Como tantas promessas de amores ou romances que acabam por se desfazer em castelos de ilusões….not made for me.
Made For You por Geminus
No centro de uma sala totalmente a branco, fixo nu o que me rodeia. Sou pequeno soldado confiante que fita o seu gigante inimigo.
Sem quebrar, dobro ligeiramente os joelhos em posição de ataque. Mergulho as mãos nas cores e sinto a sua textura escorrer-me entre os dedos. E a forma como palpitam de energia, prontas a explodir-me nas mãos.
Passo os dedos coloridos com força na face e sorrio. Agora sim.
Aguardo a contagem.
Zero.
Giro, desvio-me e golpeio e atiro com toda a força o verde contra a branco pálido da parede, na esperança de que sido um bom começo. Depois, vou brincando com o azul e o amarelo, pintalgando esquizofrenicamente o que há por preencher. Corro contra as paredes e sujo o meu corpo de cores. Giro novamente e brinco às escapadelas. Rebolo, rodo e rebolo sobre mim até que me deixo lânguido a arfar no chão a fixar o tecto de vidro que me mostra o azul do céu vivo brilhante.
Gargalhadas roubam a minha respiração e fazem levantar-me outra vez e saltar para dentro do vermelho. Corro, corro pela sala. Fui ferido na batalha e arrasto agora o sangue fugitivo. Não me escondo.
Refrigerante com gás que pica na garganta.
Desenho com as mãos uma porta vermelha num dos espaços ainda brancos e ponho-lhe uma maçaneta com um beijo. Dou três passos atrás e aguardo resposta. De rompante, saltas explodindo para o interior da sala.
O teu corpo limpo. De mãos na cintura, sorriso ingénuo e face confiante. O teu cabelo por pentear.
Com força, abraças-me e quase tombamos no chão às cores.
Juntas-te a mim na batalha, correndo e girando e pulando em ziguezagues frenéticos de braços abertos e mãos espalmadas. Depressa acabamos por vencer.
Arfamos cumplicemente.
“- Feito! Contigo…”
Sobrou só amarelo e verde. Depressa desenhamos um Sol no tecto de vidro, a completar o céu, sob o qual nos deitamos de braços e pernas e braços abertos.
De mãos dadas.
Sem quebrar, dobro ligeiramente os joelhos em posição de ataque. Mergulho as mãos nas cores e sinto a sua textura escorrer-me entre os dedos. E a forma como palpitam de energia, prontas a explodir-me nas mãos.
Passo os dedos coloridos com força na face e sorrio. Agora sim.
Aguardo a contagem.
Zero.
Giro, desvio-me e golpeio e atiro com toda a força o verde contra a branco pálido da parede, na esperança de que sido um bom começo. Depois, vou brincando com o azul e o amarelo, pintalgando esquizofrenicamente o que há por preencher. Corro contra as paredes e sujo o meu corpo de cores. Giro novamente e brinco às escapadelas. Rebolo, rodo e rebolo sobre mim até que me deixo lânguido a arfar no chão a fixar o tecto de vidro que me mostra o azul do céu vivo brilhante.
Gargalhadas roubam a minha respiração e fazem levantar-me outra vez e saltar para dentro do vermelho. Corro, corro pela sala. Fui ferido na batalha e arrasto agora o sangue fugitivo. Não me escondo.
Refrigerante com gás que pica na garganta.
Desenho com as mãos uma porta vermelha num dos espaços ainda brancos e ponho-lhe uma maçaneta com um beijo. Dou três passos atrás e aguardo resposta. De rompante, saltas explodindo para o interior da sala.
O teu corpo limpo. De mãos na cintura, sorriso ingénuo e face confiante. O teu cabelo por pentear.
Com força, abraças-me e quase tombamos no chão às cores.
Juntas-te a mim na batalha, correndo e girando e pulando em ziguezagues frenéticos de braços abertos e mãos espalmadas. Depressa acabamos por vencer.
Arfamos cumplicemente.
“- Feito! Contigo…”
Sobrou só amarelo e verde. Depressa desenhamos um Sol no tecto de vidro, a completar o céu, sob o qual nos deitamos de braços e pernas e braços abertos.
De mãos dadas.
Made For You por SoFree
O último chocolate da caixa.
O último a desembrulhar, no meio de tantas pratinhas coloridas onde encontrei diferentes sabores. Encontrei uns suaves, outros mais intensos. Um enjoou-me um bocado, mas passou.me a dor de barriga assim que provei aquele mesmo amargo que estava no fim da caixa. Adoro saborear lentamente o chocolate amargo. Alguns tinham travos a especiarias. Um tinha a forma de cavalo marinho. Um deles – o maior – tinha várias camadas de sabores! Esta caixa, realmente, não era daquelas em que todos sabem o mesmo. Falta-me provar apenas um. Qual o seu sabor? Estou impaciente e, ao mesmo tempo, não queria que acabasse já…
Quando chega o e-mail dos The Gift, apercebo-me que o embrulho é maior. "Conseguimos guardar um segredo durante duas semanas?" Hum? Que quer isto dizer? Nem abri o mail, fui logo fazer o download.
O que ouvi foi uma música com um começo estranho – a voz arranha, contrasta com a melodia suave de fundo. Até que entram os "sopros" e a voz da Sónia. Até ao fim é sempre a crescer... gosto do positivismo, adoro o refrão. Confiança. Confiar até no nome "Explode". A música que deixam para o fim, mas que poderia bem abrir o álbum...
Penso em ir finalmente ler o que dizia o mail... e fico de boca aberta!!! A música está há duas semanas no Youtube e ninguém descobriu?!! Uma campanha genial, noticiada por sites de música e cinema americanos... Mesmo que tivesse dado com o vídeo entretanto – obviamente não tenho visto nada, de tão entretido que ando com este explode – pergunto-me se teria descoberto. Afinal, com anúncios oficiais e notícias internacionais, qual seria a probabilidade de estar certo e todos os outros errados?
Mas não, não soube de nada. Achei uma surpresa genial. Ainda estou surpreendido. Surpreendem-se todos a quem conto e mostro o vídeo. (Mas espera lá, o "single" não era a RGB?) E que vídeo tão bom... o conceito por trás é brilhante, mas a execução não lhe fica atrás. Quase me faz acreditar que o Nuno e a Sónia lhes emprestaram a voz. Adoro os planos apertados, fazem com que tudo pareça mais pessoal.
E que música mais positiva. Não foi o meu chocolate preferido, mas sem dúvida que foi o que mais me surpreendeu!
O último a desembrulhar, no meio de tantas pratinhas coloridas onde encontrei diferentes sabores. Encontrei uns suaves, outros mais intensos. Um enjoou-me um bocado, mas passou.me a dor de barriga assim que provei aquele mesmo amargo que estava no fim da caixa. Adoro saborear lentamente o chocolate amargo. Alguns tinham travos a especiarias. Um tinha a forma de cavalo marinho. Um deles – o maior – tinha várias camadas de sabores! Esta caixa, realmente, não era daquelas em que todos sabem o mesmo. Falta-me provar apenas um. Qual o seu sabor? Estou impaciente e, ao mesmo tempo, não queria que acabasse já…
Quando chega o e-mail dos The Gift, apercebo-me que o embrulho é maior. "Conseguimos guardar um segredo durante duas semanas?" Hum? Que quer isto dizer? Nem abri o mail, fui logo fazer o download.
O que ouvi foi uma música com um começo estranho – a voz arranha, contrasta com a melodia suave de fundo. Até que entram os "sopros" e a voz da Sónia. Até ao fim é sempre a crescer... gosto do positivismo, adoro o refrão. Confiança. Confiar até no nome "Explode". A música que deixam para o fim, mas que poderia bem abrir o álbum...
Penso em ir finalmente ler o que dizia o mail... e fico de boca aberta!!! A música está há duas semanas no Youtube e ninguém descobriu?!! Uma campanha genial, noticiada por sites de música e cinema americanos... Mesmo que tivesse dado com o vídeo entretanto – obviamente não tenho visto nada, de tão entretido que ando com este explode – pergunto-me se teria descoberto. Afinal, com anúncios oficiais e notícias internacionais, qual seria a probabilidade de estar certo e todos os outros errados?
Mas não, não soube de nada. Achei uma surpresa genial. Ainda estou surpreendido. Surpreendem-se todos a quem conto e mostro o vídeo. (Mas espera lá, o "single" não era a RGB?) E que vídeo tão bom... o conceito por trás é brilhante, mas a execução não lhe fica atrás. Quase me faz acreditar que o Nuno e a Sónia lhes emprestaram a voz. Adoro os planos apertados, fazem com que tudo pareça mais pessoal.
E que música mais positiva. Não foi o meu chocolate preferido, mas sem dúvida que foi o que mais me surpreendeu!
Made For You por Jumpman
Bem, última música.
Acredito que muitos de nós associemos à música de hoje o golpe de teatro que fomos alvo com a revelação do vídeo "undercover" que já andava aí. Não vou pronunciar-me muito sobre isso hoje, vou deixar essa questão para mais tarde. Hoje falo da música.
Este será o primeiro single do álbum, ao contrário da RGB que se acreditava ser o avanço do novo álbum. Como cartão de visita para este álbum, acho que cumpre bem a transição entre este novo álbum e os anteriores. Esta música na minha opinião, é mais apropriada para primeiro single que a RGB. Mas também agora estou numa posição ingrata, já ouvi o álbum todo! Mas se tivesse que escolher uma música para primeiro single, escolheria esta. Mesmo sem todo o hype que está gerado à volta dela, continuaria a escolher.
Sabendo já o caminho que a banda escolheu para este álbum e quem sabe para o seu futuro, esta música adequa-se.
Tem tudo para captar a atenção das pessoas. Eu gostei de a ouvir e de a descobrir.
Última música.. Esta custou. Não há mais downloads de novas músicas, de descobrir novas sonoridades. De me empolgar e de me desiludir.
Vou sentir falta da montanha russa.
Acredito que muitos de nós associemos à música de hoje o golpe de teatro que fomos alvo com a revelação do vídeo "undercover" que já andava aí. Não vou pronunciar-me muito sobre isso hoje, vou deixar essa questão para mais tarde. Hoje falo da música.
Este será o primeiro single do álbum, ao contrário da RGB que se acreditava ser o avanço do novo álbum. Como cartão de visita para este álbum, acho que cumpre bem a transição entre este novo álbum e os anteriores. Esta música na minha opinião, é mais apropriada para primeiro single que a RGB. Mas também agora estou numa posição ingrata, já ouvi o álbum todo! Mas se tivesse que escolher uma música para primeiro single, escolheria esta. Mesmo sem todo o hype que está gerado à volta dela, continuaria a escolher.
Sabendo já o caminho que a banda escolheu para este álbum e quem sabe para o seu futuro, esta música adequa-se.
Tem tudo para captar a atenção das pessoas. Eu gostei de a ouvir e de a descobrir.
Última música.. Esta custou. Não há mais downloads de novas músicas, de descobrir novas sonoridades. De me empolgar e de me desiludir.
Vou sentir falta da montanha russa.
Made For You por Crisanto
Não sou uma pessoa pessimista por natureza.
Sou de sorrisos, gosto do Sol e de momentos partilhados sempre com alguém que goste de viver . Gosto de um bom vinho, gosto de momentos à volta de uma mesa com amigos e boa comida. Gosto de paisagens, gosto de ouvir o vento. Adoro os salpicos de água salgada quando se anda de barco. Gosto de pessoas boas. Gosto do silêncio quando estou abraçado ao amor da minha vida. Gosto de fazer sorrir e gosto de um belo queijo seco com pão alentejano. Vivo para sorrir, vivo de sorrisos.
Gosto de beijos de paixão, mas amo os beijos de amor. Gosto de ti, gosto de vocês e gosto deles também. Gosto disto e gosto daquilo, apenas porque gosto de gostar das coisas.
Gosto da música, gosto de ouvi-la quando rodopio contigo abraçada a mim.
Obrigado a todos . Gostei desta viagem, e gostei de tê-la vivido com vocês.
Sou de sorrisos, gosto do Sol e de momentos partilhados sempre com alguém que goste de viver . Gosto de um bom vinho, gosto de momentos à volta de uma mesa com amigos e boa comida. Gosto de paisagens, gosto de ouvir o vento. Adoro os salpicos de água salgada quando se anda de barco. Gosto de pessoas boas. Gosto do silêncio quando estou abraçado ao amor da minha vida. Gosto de fazer sorrir e gosto de um belo queijo seco com pão alentejano. Vivo para sorrir, vivo de sorrisos.
Gosto de beijos de paixão, mas amo os beijos de amor. Gosto de ti, gosto de vocês e gosto deles também. Gosto disto e gosto daquilo, apenas porque gosto de gostar das coisas.
Gosto da música, gosto de ouvi-la quando rodopio contigo abraçada a mim.
Obrigado a todos . Gostei desta viagem, e gostei de tê-la vivido com vocês.
Made For You por LaFolie
Será que uma grande ideia de marketing faz uma grande musica ?
A viagem acaba aqui. A viagem acaba com uma bela surpresa.
E eu que não percebia o porquê dos The Gift não terem enviado a “Always Better if You Wait for the Sunrise” em último, para acabar em grande. Só podia estar uma surpresa maior por trás disso.
Achei a ideia dos actores e da mentira fantástica, apesar de achar que o hype podia ter sido mais longo. A ideia precisava prolongar-se mais um pouco no tempo, dar a volta nas redes sociais, blogs e jornais, a fim de criar um verdadeiro buzz na net.
Esta música está na mesma linha da RGB e da My Sun, as musicas que aprecio menos no álbum. Por isso, “Made For You” marcou-me da mesma forma que as outras duas me tinham marcado. São boas músicas, ouve-se bem, até em repeat, mas não é a sonoridade que prefiro neste álbum.
Para mim o problema aqui (e se calhar não é um problema) é que a ideia deste lançamento ficou muito melhor do que a musica em si.
Por isso a resposta ao título deste post, que era óbvia, é Não.
Acho que não nos vamos lembrar tanto da música, mas mais da forma genial como foi lançada.
A viagem acaba aqui.
Nota : Como é que não encontrei este vídeo no Youtube? Estou a ficar velha. Ah se estou, amigos.
A viagem acaba aqui. A viagem acaba com uma bela surpresa.
E eu que não percebia o porquê dos The Gift não terem enviado a “Always Better if You Wait for the Sunrise” em último, para acabar em grande. Só podia estar uma surpresa maior por trás disso.
Achei a ideia dos actores e da mentira fantástica, apesar de achar que o hype podia ter sido mais longo. A ideia precisava prolongar-se mais um pouco no tempo, dar a volta nas redes sociais, blogs e jornais, a fim de criar um verdadeiro buzz na net.
Esta música está na mesma linha da RGB e da My Sun, as musicas que aprecio menos no álbum. Por isso, “Made For You” marcou-me da mesma forma que as outras duas me tinham marcado. São boas músicas, ouve-se bem, até em repeat, mas não é a sonoridade que prefiro neste álbum.
Para mim o problema aqui (e se calhar não é um problema) é que a ideia deste lançamento ficou muito melhor do que a musica em si.
Por isso a resposta ao título deste post, que era óbvia, é Não.
Acho que não nos vamos lembrar tanto da música, mas mais da forma genial como foi lançada.
A viagem acaba aqui.
Nota : Como é que não encontrei este vídeo no Youtube? Estou a ficar velha. Ah se estou, amigos.
Made For You por AndréGift
How the End... always end.
Mais uma vez os The Gift supreenderam tudo e todos com esta última canção. Imaginei tudo, mas nunca me passaria pela cabeça tamanha coisa. É por isto, e muito mais, que gosto tanto desta banda. É recorrente a originalidade, nunca sabemos o dia de amanhã, se o caminho que vão correr é o mesmo... Foram apresentadas todas as músicas do "Explode" e há géneros para todos os gostos e feitios, referências dos Gift do Vinyl, Film até ao AM-FM...
A banda cresceu, está mais madura musicalmente e isso é notável neste disco. Na última música a ser apresentada - "Made for You" percebemos o salto qualitativo que a banda deu nestes anos. A mistura de sons, as várias referências que a banda tem de outros músicos, tudo neste cd explode alegria, emoção, arrepios...Sou da opinião que neste cd quase todos as músicas dariam óptimos singles.
É reconfortante chegar a fim de mais uma etapa (ainda há um longo caminho a percorrer) e ter a percepção do quão bom é ser fã desta banda, das alegrias que nos dão, do sentimento de confiança que nos transmitem, da partilha entre fãs e músicos, do companheirismo, da amizade que se cria entre nós fãs, do portugal que conhecemos de lés-a-lés por causa das digressões que corremos atrás da nossa banda favorita.
Não me quero alongar muito. Hoje sinto que é dia de festa, por isso brindemos à banda, a nós e a todos os que fazem dos Gift a melhor banda de Portugal...
Deixo aqui a minha lista de músicas em termos de preferência:
1º - The Singles
2º - RGB
3º - Suit Full of Colours
4º - Made for You
5º - Aquatica
6º - Race is Long
7º - Mermaid Song
8º - Always Better if You Wait for The Sunrise
9º - My Sun
10º - Primavera
11º - Let it be by me
Quero agradecer e dar os parabéns à La Folie pela iniciativa e a todos os que nestes últimos dias têm visitado este agradável espaço.
Mais uma vez os The Gift supreenderam tudo e todos com esta última canção. Imaginei tudo, mas nunca me passaria pela cabeça tamanha coisa. É por isto, e muito mais, que gosto tanto desta banda. É recorrente a originalidade, nunca sabemos o dia de amanhã, se o caminho que vão correr é o mesmo... Foram apresentadas todas as músicas do "Explode" e há géneros para todos os gostos e feitios, referências dos Gift do Vinyl, Film até ao AM-FM...
A banda cresceu, está mais madura musicalmente e isso é notável neste disco. Na última música a ser apresentada - "Made for You" percebemos o salto qualitativo que a banda deu nestes anos. A mistura de sons, as várias referências que a banda tem de outros músicos, tudo neste cd explode alegria, emoção, arrepios...Sou da opinião que neste cd quase todos as músicas dariam óptimos singles.
É reconfortante chegar a fim de mais uma etapa (ainda há um longo caminho a percorrer) e ter a percepção do quão bom é ser fã desta banda, das alegrias que nos dão, do sentimento de confiança que nos transmitem, da partilha entre fãs e músicos, do companheirismo, da amizade que se cria entre nós fãs, do portugal que conhecemos de lés-a-lés por causa das digressões que corremos atrás da nossa banda favorita.
Não me quero alongar muito. Hoje sinto que é dia de festa, por isso brindemos à banda, a nós e a todos os que fazem dos Gift a melhor banda de Portugal...
Deixo aqui a minha lista de músicas em termos de preferência:
1º - The Singles
2º - RGB
3º - Suit Full of Colours
4º - Made for You
5º - Aquatica
6º - Race is Long
7º - Mermaid Song
8º - Always Better if You Wait for The Sunrise
9º - My Sun
10º - Primavera
11º - Let it be by me
Quero agradecer e dar os parabéns à La Folie pela iniciativa e a todos os que nestes últimos dias têm visitado este agradável espaço.
Made For You por Marcos
Acordo. Hoje é o 11.º dia. O 11.º tema. O último. O último texto. O ritual já está enraizado no quotidiano. (Será difícil desabituar-me.) Consulto a caixa de correio electrónico. “Não tem mensagens novas”, avisa-me. Não? Estranho. Espero. Faço refresh. Nada. Estarão a guardar algum ‘segredo’? (A este instante ainda não sabia que a razão do atraso era mesmo essa.) A expectativa é enorme. E eis que, finalmente, “Made for You” explode. A última peça do puzzle. O espaço que faltava entre a “Let It Be By Me” e a “RGB” fora revelado. O alinhamento está fechado. 11 dias, 11 músicas e este é o 11.º texto desta viagem, diria, aliás, desta epopeia.
Play. A primeira reacção foi contida. Espero. Pareceu-me, ao princípio, que seria uma repetição de “Let It Be By Me”. A palavra correcta é essa mesma – repetição. Porquê? Simplesmente devido à repetição de dois versos. A repetição, também, dos arranjos vocais (já tão citados neste blogue). Mas ao minuto 1:40 há uma explosão, uma reviravolta. É aí, nesse exacto momento, que “Made for You” me conquista e, por isso, abro-lhe a porta de minha casa. Entra, digo-lhe. Ouço os instrumentos de sopro e de um momento para o outro sinto uma lufada de ar fresco. Se estranhei os primeiros segundos do tema, agora o cenário é outro. Sinto-me contagiado pela melodia. Fez-se silêncio. Acabou. É neste momento que reflectimos e pensamos: gostei ou não gostei? Sim, gostei e muito, por sinal. (No entanto, como já referi, o início fez-me encarar este tema com algumas reservas.)
Entretanto, um segredo é revelado...
Fui totalmente surpreendido por esta revelação. Nunca imaginei o que fora revelado. Fiquei estupefacto. Pensei, de imediato: uma ideia genial! E mais ainda: como foi possível conseguirem guardar o segredo durante todo este tempo? Havia um ‘burburinho’ a espalhar-se de forma viral nos E.U.A. e nós, aqui, do outro lado do Oceano Atlântico, sem nos apercebermos de nada. Repito: uma ideia genial! Agradou-me a ideia por detrás do videoclip. Acaba por ser uma ideia simples mas que, contudo, resulta. (Já falei, também, sobre a simplicidade neste mesmo blogue.)
Resumindo: fui surpreendido (e de que maneira)! E felicito os The Gift por esta brilhante ideia. Muitos parabéns!
E pronto! O alinhamento de “Explode” já tem princípio, meio e fim. 11 dias. 11 músicas. 11 textos. No entanto, o mais importante foi esta viagem. 11 fãs, 1 viagem. É isso que nos une: o espírito giftiano. Isto não é o fim. É o princípio. Tenho a certeza que voltaremos a este blogue (não se esqueçam da tal faixa bónus). Obrigado a todos aqueles que me acompanharam nesta viagem e um obrigado muito especial à lafolie por esta incrível iniciativa. Obrigado a todo(a)s!
Até amanhã! ;-)
Play. A primeira reacção foi contida. Espero. Pareceu-me, ao princípio, que seria uma repetição de “Let It Be By Me”. A palavra correcta é essa mesma – repetição. Porquê? Simplesmente devido à repetição de dois versos. A repetição, também, dos arranjos vocais (já tão citados neste blogue). Mas ao minuto 1:40 há uma explosão, uma reviravolta. É aí, nesse exacto momento, que “Made for You” me conquista e, por isso, abro-lhe a porta de minha casa. Entra, digo-lhe. Ouço os instrumentos de sopro e de um momento para o outro sinto uma lufada de ar fresco. Se estranhei os primeiros segundos do tema, agora o cenário é outro. Sinto-me contagiado pela melodia. Fez-se silêncio. Acabou. É neste momento que reflectimos e pensamos: gostei ou não gostei? Sim, gostei e muito, por sinal. (No entanto, como já referi, o início fez-me encarar este tema com algumas reservas.)
Entretanto, um segredo é revelado...
Fui totalmente surpreendido por esta revelação. Nunca imaginei o que fora revelado. Fiquei estupefacto. Pensei, de imediato: uma ideia genial! E mais ainda: como foi possível conseguirem guardar o segredo durante todo este tempo? Havia um ‘burburinho’ a espalhar-se de forma viral nos E.U.A. e nós, aqui, do outro lado do Oceano Atlântico, sem nos apercebermos de nada. Repito: uma ideia genial! Agradou-me a ideia por detrás do videoclip. Acaba por ser uma ideia simples mas que, contudo, resulta. (Já falei, também, sobre a simplicidade neste mesmo blogue.)
Resumindo: fui surpreendido (e de que maneira)! E felicito os The Gift por esta brilhante ideia. Muitos parabéns!
E pronto! O alinhamento de “Explode” já tem princípio, meio e fim. 11 dias. 11 músicas. 11 textos. No entanto, o mais importante foi esta viagem. 11 fãs, 1 viagem. É isso que nos une: o espírito giftiano. Isto não é o fim. É o princípio. Tenho a certeza que voltaremos a este blogue (não se esqueçam da tal faixa bónus). Obrigado a todos aqueles que me acompanharam nesta viagem e um obrigado muito especial à lafolie por esta incrível iniciativa. Obrigado a todo(a)s!
Até amanhã! ;-)
Made For You por Keep Breathing
“Made for You”… Vou tentar comentar apenas a música e não o álbum, que hoje conhecemos na totalidade. (Mas prometo ouvi-lo várias vezes durante o fim-de-semana para ver se me apaixono – o que já quer dizer muito… – e fazer uma crítica global na próxima semana, no fórum).
Não gosto especialmente do início desta “Made for You”… mas está tudo bem. Gosto da segunda metade da música, quando – surpresa! – a voz da Sónia explode. Gosto muito da voz da Sónia sobre as composições do Nuno. Continuo a gostar. Muito. Mas…
Na verdade, esta música não me tocou como a “Suit Full of Colours” ou a “Always Better if You Wait for The Sunshine”, não me foi conquistando devagarinho como a “My Sun” ou a “The Singles”, não me deixou a cantarolá-la (apesar das reservas) como a “RGB”. Mas também não me deixou incomodada (é essa a palavra certa?) como a “Race is Long” ou a “Let It Be by Me”. Acho que, no fundo, aquilo que sinto por esta música é um bom espelho daquilo que sinto por este álbum: uma paixão intensa em alguns momentos, uma certa desilusão noutros, uma curiosidade infantil em relação a alguns pormenores, uma relativa indiferença perante notas já mais do que ouvidas… no final, uma mistura sentimental contraditória, esquizofrénica até… Acho que esta música (este álbum?)… is not (totally) made for me…
Não gosto especialmente do início desta “Made for You”… mas está tudo bem. Gosto da segunda metade da música, quando – surpresa! – a voz da Sónia explode. Gosto muito da voz da Sónia sobre as composições do Nuno. Continuo a gostar. Muito. Mas…
Na verdade, esta música não me tocou como a “Suit Full of Colours” ou a “Always Better if You Wait for The Sunshine”, não me foi conquistando devagarinho como a “My Sun” ou a “The Singles”, não me deixou a cantarolá-la (apesar das reservas) como a “RGB”. Mas também não me deixou incomodada (é essa a palavra certa?) como a “Race is Long” ou a “Let It Be by Me”. Acho que, no fundo, aquilo que sinto por esta música é um bom espelho daquilo que sinto por este álbum: uma paixão intensa em alguns momentos, uma certa desilusão noutros, uma curiosidade infantil em relação a alguns pormenores, uma relativa indiferença perante notas já mais do que ouvidas… no final, uma mistura sentimental contraditória, esquizofrénica até… Acho que esta música (este álbum?)… is not (totally) made for me…
Made For You por Cube
somos um livro aberto no discorrer do ser conjunto
pelas páginas comuns planam pontas de dedos
(curiosos)
nervosos no limite das fronteiras do conhecimento
palavras formam-se no revolver dos imaginários
...pontuação...
...entoação...
...forma...
.
.
.
c
o
n
t
e
ú
d
o
.
.
.
...não bastam no ressoar do amor...
pelas páginas comuns planam pontas de dedos
(curiosos)
nervosos no limite das fronteiras do conhecimento
palavras formam-se no revolver dos imaginários
...pontuação...
...entoação...
...forma...
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c
o
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ú
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...não bastam no ressoar do amor...
9 de março de 2011
Race is Long por Jumpman
Gosto da música, faz-me ter vontade de dançar, de dar uns quantos berros enquanto a ouço.
Veio-me à memória, a You Know. A espontaneadade de uma mosh num sitio qualquer, que acabou por se tornar sagrada e um ritual.
O saltar como um puto, uma espécie de liberdade confinada a um curto período de tempo e espaço físico. Sensações boas, "no worries".
Vou gostar de a ouvir nos concertos. Bem rodeado. Vai saber bem.
É isto.
Veio-me à memória, a You Know. A espontaneadade de uma mosh num sitio qualquer, que acabou por se tornar sagrada e um ritual.
O saltar como um puto, uma espécie de liberdade confinada a um curto período de tempo e espaço físico. Sensações boas, "no worries".
Vou gostar de a ouvir nos concertos. Bem rodeado. Vai saber bem.
É isto.
Race is Long por Even_Flow
Número 10
Demorei muito tempo a decidir o que havia de escrever sobre esta música. Não porque tenha algo particularmente difícil de exprimir. É que na verdade não tenho absolutamente nada para dizer. Não gostei particularmente de nada na música. E vice-versa.
Lembrou-me uma série de outras músicas dentro do mesmo universo musical e foi tudo.
É mesmo difícil escrever-se sobre “nada”. Se isto fosse uma das minhas maravilhosas frequências, fazia um esforço para inventar umas quantas coisas bonitas ou elegantes, a dar aquele ar de que percebia imenso do assunto e tinha imensas opiniões.
Mas sobre músicas não consigo fazer o mesmo. Quase que estive para escrever “é engraçadinha”, mas até me arrepiei, porque a música me parece bonita, porque entendo a mensagem, porque até tinha tudo para eu gostar. Se calhar é do pós-carnaval. Ou do pós pôr-do-sol. Um dia tento outra vez!
Como dizia uma canção qualquer, a mim passou-me ao lado.
Demorei muito tempo a decidir o que havia de escrever sobre esta música. Não porque tenha algo particularmente difícil de exprimir. É que na verdade não tenho absolutamente nada para dizer. Não gostei particularmente de nada na música. E vice-versa.
Lembrou-me uma série de outras músicas dentro do mesmo universo musical e foi tudo.
É mesmo difícil escrever-se sobre “nada”. Se isto fosse uma das minhas maravilhosas frequências, fazia um esforço para inventar umas quantas coisas bonitas ou elegantes, a dar aquele ar de que percebia imenso do assunto e tinha imensas opiniões.
Mas sobre músicas não consigo fazer o mesmo. Quase que estive para escrever “é engraçadinha”, mas até me arrepiei, porque a música me parece bonita, porque entendo a mensagem, porque até tinha tudo para eu gostar. Se calhar é do pós-carnaval. Ou do pós pôr-do-sol. Um dia tento outra vez!
Como dizia uma canção qualquer, a mim passou-me ao lado.
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