4 de março de 2011

Let It be by Me por Keep Breathing

OK, vou tentar não voltar a falar da falta que a voz da Sónia me faz… Vou recalcar esta mágoa e procurar analisar esta “Let It Be by Me” com um mínimo de objectividade...

Esta música será a primeira do álbum, o que quer dizer que, depois do single “RGB”, é o cartão de visita deste “Explode”. E é um bom cartão. Porque, de facto, mostra claramente a transição dos The Gift para uma nova fase. Talvez esta seja mesmo a música onde melhor se detecta a mudança de um registo mais sereno, com que a música começa, para um outro, mais nervoso, com que a música termina. Esta é a música onde escolhemos, de facto, quais são os The Gift que preferimos: os do passado ou os do presente?

Não que no passado não houvesse, nos álbuns da banda, músicas mais vigorosas. Sempre houve e, ainda bem! Os The Gift sempre foram ecléticos e foi, aliás, exactamente por isso que se tornaram a minha banda preferida. Mas havia aquele fio condutor electro-pop mesmo entre os lados AM e FM, onde músicas como a “Red Light” ou a “You Know” eram a excepção, não a regra… Porque mesmo o lado FM era tudo menos cru, tudo menos frio…

Agora temos um fio condutor diferente. Esta “Let It Be by Be” mostra-o bem: o fio continua a conduzir electrónica, continua a conduzir pop, mas conduz agora com mais agressividade, com mais urgência, com menos cuidado, com menos imaginação… Parece-me que esta música nos mostra logo um álbum FM, mas onde não caberia uma “Front Of”, uma “1977”, uma “Pure”…

Em 2008, os Portishead lançaram o álbum “Third”. Quiseram inovar, fazer ouvir a bateria, passar do trip-hop para algo mais rockeiro, retirar protagonismo à extraordinária voz da Beth Gibbons (recalca!)… Conclusão? O “Dummy”, álbum lançado 14 anos antes, continuou unanimemente a ser considerado a sua obra-prima… Nessa altura, preferi os Portishead pré-“Third”. Também agora prefiro os The Gift pré-“Explode”. A minha escolha está feita.





Let It be by Me por SoFree


Bairro Alto.

De onde vim minutos antes de fazer refresh e encontrar uma nova música. E que me levou de volta ao Bairro. Ouvi a música uma vez e não me disse muito. É uma introdução, é certo.. e abre portas àquilo que já conhecemos como o fio condutor deste álbum. É upbeat, good feel. Mas não "explode" nenhuma emoção em particular como as restantes já conhecidas.

It's just a matter of you and I in different times...

A letra é curta e simples, mas diz-me muito. Adoro a melodia (já me estou a contradizer com apenas uma segunda audição?). Fez-me lembrar uma imagem que dediquei uma vez à In Repeat. Mas é uma imagem que realmente sinto adequada ao ambiente que a música me faz recordar. E faz recordar o tempo passado com amigos distantes, reencontrados por um breve instante, um jantar, um copo... mas que guardamos na memória com imensa estima.

Gosto do som deste álbum. Gosto da alma deste álbum. Estamos quase a meio e já perdi o medo de um dia ouvir "Nice & Sweet – A Vingança".



Let It be by Me por Jumpman

Ouvi umas quantas vezes a música que será a nº1 do alinhamento do álbum. Para mim, fica ali numa zona de ninguém, nem carne nem peixe, nem sei muito bem o que pensar, tendo até pensamentos contraditórios em relação à própria música.

Pelo que tenho lido nas reviews às músicas anteriores uma das maiores "críticas" é que a voz da Sónia está abafada ou menos presente, digamos assim. É uma questão válida e levanta a eterna discussão se a vocalista faz a banda ou vice-versa. Eu tenho gostado de ouvir este novo caminho da banda já que acho que a evolução faz bem às bandas e de vez em quando gosto de ver as bandas saírem um pouco da sua zona de conforto. A capacidade de nos reinventarmo-nos está em cada um de nós e para isso é preciso coragem.

Mas parte de mim é um "purista" pois gosta, não desculpem, adora as melodias do Vinyl e do Film e as do AM-FM também. Nesse aspecto, sinto falta da voz poderosa, não o nego. E aí chegamos a esta música. A mim não me convenceu. E agora já estou a ouvir alguém a dizer, "se nesta música a voz da Sónia está presente do que te queixas pá?". Eu avisei que eram sentimentos contraditórios..

Gosto do começo da música, mas a certa altura começa a haver muita coisa metida na música e na minha opinião perde-se um pouco.

Não sei, não me entra..

É a minha música menos favorita do álbum até agora. E curiosamente é a primeira do alinhamento. Penso para mim que sensação teria ao começar a ouvir o CD e fosse esta a primeira música que ouvia..

Nesta tenho mesmo vontade de dizer, "Deixem jogar o Mantorras!"








Let It be by Me por Crisanto

Engraçado como na noite de” lançamento” da música, ouvi-a e não a achei nada de especial. Hoje ouvi-a novamente sem nenhum preconceito e agarrou-me. (reparem na palavra preconceito)

A impressão digital da banda está tão entranhada que tenho alguma dificuldade em estar de mente aberta. Mas esperem, não somos nós que queríamos ser surpreendidos, não queríamos algo de diferente? Não queríamos que a banda se reinventasse? Quando o fazem, quando cortam laços com o passado, nós reclamamos.

Para mim a “Let it Be by ME” é:
Berrar
Partir
Correr
Revolta

A cada audição sinto-me mais próximo da raiva que a música me transmite. Expulsa fantasmas, ressuscita-nos. Dá-nos vontade de começar uma nova vida, refazer tudo. Uma grande musica que vai ter melhor resultado em mim quando estiver fulo com a vida.
Uma música agressiva, zangada e menos melodiosa. Gosto de músicas assim, que têm mau feitio.

Tiago toma o controlo da tua vida! Porra!




Let It be by Me por Even_Flow

Let it be
(By me)


Já quando me referi à RGB falei na facilidade com que hoje em dia a música chega até nós, graças à existência quase infinita de opções. Entre redes sociais e canais de vídeos, downloads gratuitos (uns mais e outros menos), é fácil dispersar. Mais do que nunca penso que aquilo que faz a diferença numa banda ou música, são os pequenos detalhes. Uma espécie de marca registada que se identifica em poucos segundos e que distingue aquela música de outros milhares que vagueiam por aí. É essa originalidade e autenticidade que induz uma subsistência e que marca a diferença entre um HIT e algo que fica, entre um single que toda a gente canta e um concerto a que toda a gente vai. São cada vez mais raras as bandas que conseguem ir para lá de grandes produções de marketing e de modas. Essa identidade acaba por ser aquilo a que nos afeiçoamos e é essa identidade que procurámos quando sabemos que a banda x ou y vai lançar um novo disco. É complicado agradar ao público, claro. Se não há evolução é porque não há evolução, se há evolução a mais é porque há evolução a mais. O equilíbrio que tem de se encontrar entre manter a identidade e não ficar «stuck» é incrivelmente difícil de conseguir e para prová-lo estão os milhares de bandas que têm um grande primeiro álbum e depois afundam-se.

Ora os Gift não são uma banda que apareceu há um ano ou dois. Passaram o teste de um primeiro álbum arriscado, de um segundo que confirmasse, de um terceiro que evoluísse e de um quarto que reciclasse. Ao quinto álbum, ou quarto de originais, já se estabeleceu aquilo a que se chama o “público fiel”, que é o mesmo que dizer que as pessoas compram o álbum antes de ouvirem os singles e nem sequer põem em hipótese não ir a, pelo menos, um concerto da banda. Os mesmos que, neste caso particular, esperam ansiosamente por receber a próxima música no e-mail. Eu considero-me parte dessa massa não identificada.

Mas desde a primeira música que me surgiu um certo desconforto. Isto porque aquilo que para mim, se não na tonalidade, pelo menos em grande parte, dava corpo e alma aos Gift, aquilo que mais me movia e fazia arrepiar, era a voz da Sónia. Única, forte, suave, agressiva, encorpada, envolvente. O, fazendo aqui uma pequena metáfora vinícola, terroir. Claramente que não é o terroir que faz o vinho e não é a sua distinção que implica uma qualidade maior ou menor do produto final, necessariamente. Ou seja, este novo álbum dos Gift não é, de todo, mau. E não é que eu não goste dele (ou do que conheço até agora). Até gosto bastante. Mas para o apreciar em plenitude, tive que me abstrair (ou tentar) desse terroir que procurava e pensar nele como um novo vinho, um que nunca bebi antes. Pode ter uns taninos que me soam vagamente a algo que já conheci ou bebi em outro lado, mas o corpo é, indubitavelmente outro. É uma espécie de renascimento, então.

São estas as minhas cores preferidas? Não.
Mas se calhar está na altura de deixar de olhar para trás e abraçar o presente.
Por tudo isto, não digo “welcome back”. É mais um “nice to meet you”.
Cheers!







Let It be by Me por Geminus

É só uma questão de me faltar novamente a voz da Sónia para que tudo voltasse a ser perfeito. Cru não é necessariamente sinónimo de vozes constantemente indefinidas. Não é razão para esconder a voz que tantas vezes é cobiçada.

Desculpem o meu egoísmo, mas hoje vou sentar-me no canto à espera de ouvir o chamamento da vossa voz…




Let It be by Me por Marcos

Quinto dia. A viagem está a meio. “Let It Be by Me” é a faixa de abertura de “Explode”. Faz todo o sentido que o seja. Ao longo dos 5 minutos (e alguns segundos) de duração, sente-se um crescendo. Agrada-me. Cresce, cada vez mais. No entanto, os arranjos vocais soam-me repetitivos. Não há nada de mal nisso. Mas não crescem ao mesmo ritmo da melodia. A canção continua a crescer. Parece que a qualquer momento pode atingir o clímax. Cresce. E cresce, Um pouco mais. A voz cala-se. A bateria assume o protagonismo. Caminha para o ponto fulcral. Termina. Cala-se tudo. Fico em suspenso. Quero mais. Quero ouvir a faixa seguinte. O alinhamento de um álbum é uma narrativa. E, por isso, sinto que o que segue “Let It Be by Me” fará todo o sentido. Quero ouvir mais!



Let It be by Me por LaFolie

Os meus problemas.

"É natural que os outros tenham sempre razão, pelo simples facto dos outros serem cinco biliões (ou lá o que é) menos um e de eu ser apenas esse um. Ser influenciado é assim um reconhecimento da nossa pequena participação no mundo e da riqueza interminável desse mundo; é um acto alegre de humildade; um sinal enérgico de dependência humana"
Miguel Esteves Cardoso.


Confesso que ontem à noite estava chateada, furiosa por assim dizer.
Estava a gostar tanto do álbum, das músicas que estava a receber, tanto desta experiência…mas depois chegou a My Sun...
Ao ler o que o SoFree comentou sobre o que tinha escrito, pensei muito, pensei mesmo. A My Sun soou-me a Arcade Fire, é verdade, mas o problema não estava aí. Eu gosto dos Arcade, e acho a My Sun uma boa música. Aquela piada sobre o Ipod era só uma forma de introduzir um pouco de humor no blog. Acho que falta humor neste nosso mundo.

O problema não estava aí.

Pensei muito na questão do alinhamento e do facto de receber uma música por dia, ainda por cima sem seguir o alinhamento original do álbum. Pensei muito nesta nova forma de ouvir um álbum. Por exemplo, sei que hoje vai haver milhares de pessoas a ouvir a mesma música num mesmo momento, isso acontece todos os dias, é verdade, mas não da mesma forma. Eu estou ali no meio dessa multidão a fazer o mesmo. Se isso é bom ou mau, não sei bem. Se calhar não gosto de fazer parte de multidões. Eu gosto de individualidade, a não confundir com individualismo.

Os the Gift estão a mostrar-me um caminho para este álbum, caminho esse que tenho obrigação de seguir, não tendo outra hipótese. E se não me apetecer ouvir a My Sun depois de ter descoberta a Mermaid? A primeira audição de um álbum é fundamental para mim (em quase todas as vezes vai formar a minha opinião sobre o mesmo). Aqui, a escolha não é minha. Não sou eu a decidir onde e como vou ouvir a música. Estou a ouvir cada uma das músicas em casa, frente ao computador e por volta da meia-noite. Isto tudo está a formar a minha opinião sobre o álbum.

Foi aí que pensei que tinha dificuldade em deixar-me ir. Nunca fui uma pessoa de preconceitos sobre o que quer que seja, não gosto disso, aliás odeio os preconceitos. E aqui estou cheia de preconceitos. Eu quero ouvir o álbum que já estava na minha mente. Eu já o tinha imaginado antes dele sair. Tinha que estar lá aquilo que gosto nos The Gift. Queria ouvir a voz da Sónia poderosa, como muitos de nós.

Ouvi ontem à noite a Let it Be By Me.
Primeira reacção: Ok, não está lá a voz da Sónia. Não me apetece ouvir mais. A minha opinião sobre a música já estava formada antes de dar qualquer outra oportunidade. Será que com outra banda, teria feito o mesmo? Muito provavelmente. Mas aqui não se trata de outra banda qualquer. O problema é que os The Gift foram durante muitos anos a banda sonora da minha vida, e eu desejo que este álbum o seja também. Lembro-me o que escrevi sobre a The Singles. “O Nuno consegue levar-me por onde eu não quero ir.“ Será que é mesmo verdade?
Foi então que decidi ouvir novamente a Let it Be by Me. E não é que adorei? Despida de todos os preconceitos que tinha sobre o que EU queria ouvir neste álbum. O dia estava lindo. Às vezes não devemos pensar muito.

Com Explode não devemos partir à descoberta, se nessa procura já temos a ideia do que queremos encontrar.
É só deixar-nos ir.

Nota para mim: Isto é só um blog, isto é só musica.








3 de março de 2011

My Sun por Even_Flow

One day you will dance this song with me

Há uns dias perguntaram-me o que era, na minha opinião, ser jovem. Fora muitas as ideias que me surgiram mas praticamente nenhuma certeza. Como é que se define algo tão presente no nosso imaginário mas tão pouco palpável? O primeiro pensamento, o mais estereotipado, prende-se com a idade. Rapidamente se percebe que é um conceito incrivelmente redutor. Até que idade se é jovem? É uma questão que não faz sentido, pensei logo. Ser-se jovem é um estado de espírito. “Elabora”, foi o que me responderam. Elaboro? Elaboro…

E a quarta música surgiu e, mais ao menos, aos dois segundos eu percebi que aqui estava a minha resposta, completamente elaborada. Ser-se jovem é acreditar. Acreditar mesmo que o mundo inteiro grite que não temos razão. Acreditar mesmo quando todas as portas se fecham ao mesmo tempo. Acreditar que tudo é possível, que nada é definitivo, que há sempre mais e mais e mais e mais. Acreditar no amor, no amor verdadeiro e puro, aquele que mora dentro de nós, que nos corre na veias, faz as nossas células reluzir, dá sabor às estações e cor à alma.
Acreditar que há um mundo inteiro dentro de nós e que por mais intricados, complexos, complexados, e estranhos que possamos ser, toda a nossa existência é essencial, porque somos todos uma peça de um puzzle universal. Acreditar que se pode sempre dar mais e melhor. Acreditar em todo o tipo de saltos, mesmo os no vazio. Acreditar na magia e num mundo de coisas que não é preciso ver para saber que são reais. Acreditar que o encantamento ainda mal começou. Acreditar que se está sempre a renascer.

Acreditar. Elaborado ou não, ser-se jovem é acreditar.







My Sun por Marcos



Amanhece. Acordo. Consulto a caixa de correio electrónico. Chegou algo.

“My Sun”. Explosão. 1, 2, 3, 4, 5 segundos… Entro em êxtase. Sinto-me feliz. Sinto-me invadido pelos raios de sol matinais que entram pela janela, ali mesmo ao meu lado. O meu corpo é invadido por uma energia contagiante. O ritmo apodera-se de mim. Os meus membros ganham vida própria.

Fecho os olhos. Vejo uma catadupa de frames de um qualquer filme. O filme de uma vida. Vejo a minha infância. Crescemos, amadurecemos. Já sou um adulto. Serei realmente? Quero continuar a ser criança. Não ter medos. Ser livre. Como vocês. Vejo a infância daqueles que agora são crianças. Vocês.


One day… One day… One day… Um dia vou fazer tantas coisas convosco. Esse dia é hoje. Vamos brincar.

Sinto-me tão feliz!

Ladies and gentlemen, The Gift!

Para M. e P.! (Vocês são o meu sol.)






My Sun por SoFree

O momento antes dos créditos finais. Só ouvi a música uma vez, já ensonado. Mas o que senti foi uma explosão de energia e esperança, algo bastante positivo e até inspirador! Bons sonhos se avizinham depois de ouvir "My Sun".

Por esta altura, já se sente o fio condutor deste álbum, o elo comum entre as músicas. Tenho gostado bastante das novas melodias e desta sonoridade que é ao mesmo tempo nova e familiar. Também noto neste fio condutor a ausência daquelas músicas de cortar a respiração / apertar o coração. Noto a ausência do registo mais poderoso da Sónia, também... Mas passado 1/3 do álbum, só tenho a dizer que estou realmente a gostar e esta música não é excepção.

É curioso que, de uma forma ou de outra, associo estas 4 músicas ao verão. Há um calor que transmite até nas profundezas do oceano da Mermaid Song. E esta My Sun é mesmo uma tarde de sol, uma corrida a dois num parque verde sem fim. Risos e olhares de cumplicidade... Uma música pop. Simples e directa. Feliz. Um dia, vais dançar esta canção comigo :)

Abri uma excepção após um dia inteiro a ouvir a música, que me faz sentir feliz que nem um perdido. Isto porque quando prestei mais atenção à letra, percebi o motivo da alegria que a música me transmite. Parabéns Nuno! Há um pedacinho da tua imensa felicidade que se sente aqui.





My Sun por Cube

My Sun

Até 2010 tivemos como certa a Voz dos Gift, um dos seus maiores portentos e motivos de destaque; em 2011, o mais acertado será reconhecer que esta já não é uma banda a uma só voz, mas antes uma banda de vozes. E neste tema, bem que se debatem entre si, num duelo amigável onde a única recompensa é o rasgar dos sorrisos de quem o escuta; pois que sim, este é um tema upbeat em que a crença de melhores dias virão é cantada e exortada durante os quatro minutos e trinta que o constituem. E enquanto esses minutos duram, acreditamos que esses dias também chegarão para nós.

somos tão novos e estamos tão perdidos.
o teu silêncio dentro dos gritos das árvores, o meu silêncio sobre o entardecer.
seria feliz se pudesse dizer-te:
vem, vamos fugir de mãos dadas, amor.

José Luís Peixoto








My Sun por Mariana Oliveira










My Sun por Jumpman

A minha relação com a música dos The Gift vai além da música que eles transmitem e tão bem fazem. Há já muito tempo tomou contornos diferentes, é algo impregnado na pele e em todos os meus poros. Algo talvez complexo e que poucas pessoas compreendem.

E isso é um laço muito forte entre diversas pessoas. Uma cumplicidade inexplicável que se prolonga há muitos anos e que continua viva, muito viva. Vivências singulares vividas no silêncio de uma plateia ou na confusão de uma mosh, nas auto estradas que percorríamos na noite profunda e no amanhecer frio. Nas estações de serviço, na nossa parvalheira, nas despedidas e nos reencontros e em tudo o resto que guardo em mim e que me faz sorrir sempre que penso em The Gift.

E depois chegamos a esta música. Durante 4 minutos e 29 segundos, passou isso tudo na minha mente, como polaroids mentais. Os sentimentos, os locais. Como se estivesse a voltar a viver cada momento e estivessem ali mesmo, à distância de um passo. E deu-me vontade de rever cada uma dessas pessoas, de criar novos momentos.
Para que na altura em que a despedida chegue novamente, tenha na mente esta música e tenha a certeza que voltarei a ver todos e criarei novas memórias.

Esta música relembrou-me que nunca perdi nada, está tudo cá dentro. E que há uns dias, mais que outros, que sinto falta disso..

Obrigado à banda por me lembrar disso.


"Always remember"



My Sun por Keep Breathing

Mas por que razão não soltam a voz da Sónia?!

Os The Gift contam com a melhor vocalista que este país conhece e aquilo que mais me tem desiludido neste álbum tem sido precisamente o facto de a voz da Sónia surgir tantas vezes abafada….

Tudo bem com o “mais eléctrico”, tudo bem com o “menos épico”, tudo bem com o “mais colorido”, tudo bem todos os conceitos novos que queiram inventar, com todos os conceitos velhos que queiram reutilizar, mas, por favor, ponham a voz da Sónia acima de tudo isso!

A uns dias de distância, e à medida que as novas músicas vão chegando, vamos sedimentando opiniões. Desde a “RGB” que ando a pensar nisto e, hoje, com esta “My Sun”, tive a certeza: o que me tem faltado neste “Explode” é ouvir a voz da Sónia em todo o seu esplendor e de forma mais constante!

Aliás, não deve ser por acaso que a minha música preferida até agora foi o “pedaço”, a que vou chamar “Papercut”, incluído na “The Singles”… Porque aí há Sónia Tavares a sério!

Mesmo na RGB, aquilo que nela me fez mais confusão – já o disse antes aqui neste blog – foi o início estranho e a falta daquela “originalidade total” típica dos The Gift. O início era estranho, porque, ao ouvi-lo, quem não soubesse de que banda se tratava não poderia ter a certeza de era a voz da Sónia no fundo (fiz a experiência com duas pessoas!!). Eu só na parte do refrão descanso ao ouvi-la…

E a originalidade giftiana reside também muitíssimo na qualidade da vocalista. A “OK” cantada por outra pessoa chamar-me-ia a atenção quando vi a banda actuar na TV pela primeira vez (1997?) e levar-me-ia a comprar o álbum, até aí desconhecido, logo no dia seguinte? Não…

Gosto da música de hoje, não me interpretem mal! A “My Sun” é, de facto, soalheira. O crescendo está muito bem criado, a quebra a meio está perfeita, o retomar no mesmo ponto alto faz todo o sentido, a voz da Sónia a impor-se “lá atrás” de vez em quando… mas… mas continuo ainda com os meus “mas”…




My Sun por Geminus

Um raio de sol animado abre a melodia e promessas felizes de vários dias começam em catadupa. É uma música amarelo alegre. Sol. Sem dúvida. Mas…
… cheira muito a The Arcade Fire, banda que conheço e aprecio bastante, mas que não é aquilo que espero ouvir dos The Gift, pois já têm o seu espaço.
Confesso que tenho vontade (MUITA) de ouvir a textura da voz da Sónia, que tanta personalidade atribui às músicas e que as torna únicas e diferentes de todas as outras que sejam feitas por aí. Sinto mesmo muita falta e especialmente neste tema.
Confesso que até agora esta terá sido a música em que mais senti a diferença daquilo que eram… Porque em todas as outras se conseguia, ao longo da melodia, identificar aquilo a partir do qual evoluíram, alguns tiques da banda…
A My Sun, por outro lado, apesar de ser uma música de que gosto, dá-me a sensação que poderia ter sido feita por uma outra qualquer banda...
E se é verdade que a evolução é o que mexe o mundo, não devemos esquecer-nos nunca de onde evoluímos e não perder a nossa marca, o espaço que já conquistámos.
Muitas vezes é a alma que nos diferencia dos outros…





My Sun por AndréGift

Primeira observação a fazer: se me dessem a ouvir "My Sun" não conseguiria identificar como sendo dos Gift. Noto, numa parte ou noutra, um toque The Gift, mas pouco...Não querendo dizer com isto que é mau, antes pelo contrário. Se por vezes sabe bem ouvir numa música algo que nos faz identificar com a banda (do passado), por outro lado, sabe bem ouvir coisas novas, que mostram a banda do fturo... Os Gift marcam a diferença...

Esta é uma música para ouvir a caminho da praia, num dia de sol...
Pode ser a Nazaré. Depois damos um pulo a Alcobaça e aproveitamos o bom tempo de final de tarde numa esplanada em frente ao Mosteiro. Jantamos, tiramos umas fotos e estamos entre amigos. Terminamos a noite com um concerto dos Gift, no Cine-teatro local. Ai, o sol já se foi embora, mas estamos quentes de felicidade, e contemplamos o que de mellhor os nossos meninos nos dão... Neste dia sou feliz. :)









My Sun por Crisanto

My Sun é muito fácil de entender.

Talvez por ser a menos complicada, a menos genial, a menos surpreendente. Será isto mau? Não, não é. Está aqui um verdadeiro Radio Hit. Mas a questão é: um Radio Hit faz uma grande música, em alguns casos não.

Não é esta música que me iria vender o álbum , mas certamente esta música venderá muitos alguns de Explode. Perfeita para juras de amor, perfeita para nos apaixonar-mos ao som de : “one day you´ll dance this song with me”.

Esta é e irá ser obrigatória em concertos. Aos primeiros acordes as meninas vão começar a saltar e os meninos a bater o pé. Leve, fresca e dançável….perfeita para a época que vem aí. Já a ouvi mais de uma dezena de vezes hoje, mas não, não é por ser uma grande música, ouvi-a tantas vezes apenas e só por estar apaixonado.

Eu bem tinha avisado que as minhas opiniões seriam condicionadas pelo estado do tempo e pela conjectura sócio-económica do país.







My Sun por LaFolie

- Estou?
- Apple Store boa tarde. Em que posso ajudar?
- Bem tenho aqui um problema com o meu Ipod, parece que não está a funcionar bem. Ontem estava tudo bem e hoje não sei porquê, ele está-me a fazer coisas estranhas.
- Mas qual é o problema?
- Parece que quando carrego no Play sobre uma música, ele vai parar a outra música de outra banda.
- Mas pode dar-me um exemplo? Não estou a perceber.
- Por exemplo, hoje carreguei no “My Sun” dos The Gift e comecei a ouvir Arcade Fire. É grave? Até estou a ouvir uma voz de homem a cantar e tudo.
- Hum.. não me parece que seja um problema informático .
- Espere! Afinal é mesmo The Gift. Desculpe. Está tudo bem.
- Não faz mal.
- Adeus Boa tarde


E é neste momento que penso como foi a escolha do alinhamento de envio das músicas. Quem é que pensou enviar-me a My Sun agora, depois da Mermaid Song? Eu que já estava novamente aberta ao mundo Gift. Hum...
Afinal os The Gift estão a obrigar-me a seguir o alinhamento deles. E o meu próprio alinhamento do álbum ? E se não me apetecer seguir o mesmo caminho. Posso ? Obrigada.
Ter ouvido a The Singles e a Mermaid Song antes da My Sun condicionou a minha audição da My Sun, sem duvida.

Resumindo, há musicas que nos passam ao lado.
A My Sun foi uma dessas. Ouvi uma vez e pus ali num canto da casa, mas está bem arrumadinha. Vou tentar de vez em quando é tirar o pó de cima dela. Um dia é de pegar nela novamente, mas hoje não será de certeza. Nem tudo é perfeito na vida. E ainda bem.




2 de março de 2011

Mermaid Song por Andrégift

Vou começar pelo fim. Durante o dia de hoje escutei as 3 músicas uma série de vezes. Quero ter a certeza do que digo sobre as músicas dos Gift e expressar o que elas me transmitem. Reparo que é injusto, para todos nós que aqui escrevemos, avaliar uma música apenas com um dia de audição. Senti isso hoje. A música "The Singles" soou-me estranha, muitas músicas dentro de uma só, muitos ritmos diferentes...
Ouvia hoje e o sentimento foi totalmente diferente. Gostei de toda a diferença que existe na melodia e, sim, reconheci os Gift em muitas partes da música. Com a RGB o sentimento pernamece. Foi amor à primeira escuta!!! :)

Em relação à terceira música: Chegou mais cedo, pelo menos ao meu e-mail. Os primeiros acordos levam-me a viajar. Depois apercebo-me que estou em Oriente. Nesta "Mermaid Song" sinto a India por todo o meu corpo. Transmite-me calma, serenidade, pela forma como é cantada pela Sónia e pelo Nuno (julgo ser ele)!!!Vejo-me a tomar um chá envolto num silêncio apaziguador.

Ao terceiro dia o balanço é mais do que positivo. As músicas surpeendem-me a cada dia e de cada vez que as escuto descubro novas particularidades. Por hoje é tudo. Amanhã mais uma descoberta, mais um novo som para nos encher a alma...