One day you will dance this song with me
Há uns dias perguntaram-me o que era, na minha opinião, ser jovem. Fora muitas as ideias que me surgiram mas praticamente nenhuma certeza. Como é que se define algo tão presente no nosso imaginário mas tão pouco palpável? O primeiro pensamento, o mais estereotipado, prende-se com a idade. Rapidamente se percebe que é um conceito incrivelmente redutor. Até que idade se é jovem? É uma questão que não faz sentido, pensei logo. Ser-se jovem é um estado de espírito. “Elabora”, foi o que me responderam. Elaboro? Elaboro…
E a quarta música surgiu e, mais ao menos, aos dois segundos eu percebi que aqui estava a minha resposta, completamente elaborada. Ser-se jovem é acreditar. Acreditar mesmo que o mundo inteiro grite que não temos razão. Acreditar mesmo quando todas as portas se fecham ao mesmo tempo. Acreditar que tudo é possível, que nada é definitivo, que há sempre mais e mais e mais e mais. Acreditar no amor, no amor verdadeiro e puro, aquele que mora dentro de nós, que nos corre na veias, faz as nossas células reluzir, dá sabor às estações e cor à alma.
Acreditar que há um mundo inteiro dentro de nós e que por mais intricados, complexos, complexados, e estranhos que possamos ser, toda a nossa existência é essencial, porque somos todos uma peça de um puzzle universal. Acreditar que se pode sempre dar mais e melhor. Acreditar em todo o tipo de saltos, mesmo os no vazio. Acreditar na magia e num mundo de coisas que não é preciso ver para saber que são reais. Acreditar que o encantamento ainda mal começou. Acreditar que se está sempre a renascer.
Acreditar. Elaborado ou não, ser-se jovem é acreditar.
3 de março de 2011
My Sun por Marcos

Amanhece. Acordo. Consulto a caixa de correio electrónico. Chegou algo.
“My Sun”. Explosão. 1, 2, 3, 4, 5 segundos… Entro em êxtase. Sinto-me feliz. Sinto-me invadido pelos raios de sol matinais que entram pela janela, ali mesmo ao meu lado. O meu corpo é invadido por uma energia contagiante. O ritmo apodera-se de mim. Os meus membros ganham vida própria.
Fecho os olhos. Vejo uma catadupa de frames de um qualquer filme. O filme de uma vida. Vejo a minha infância. Crescemos, amadurecemos. Já sou um adulto. Serei realmente? Quero continuar a ser criança. Não ter medos. Ser livre. Como vocês. Vejo a infância daqueles que agora são crianças. Vocês.
One day… One day… One day… Um dia vou fazer tantas coisas convosco. Esse dia é hoje. Vamos brincar.
Sinto-me tão feliz!
Ladies and gentlemen, The Gift!
Para M. e P.! (Vocês são o meu sol.)
My Sun por SoFree
O momento antes dos créditos finais. Só ouvi a música uma vez, já ensonado. Mas o que senti foi uma explosão de energia e esperança, algo bastante positivo e até inspirador! Bons sonhos se avizinham depois de ouvir "My Sun".
Por esta altura, já se sente o fio condutor deste álbum, o elo comum entre as músicas. Tenho gostado bastante das novas melodias e desta sonoridade que é ao mesmo tempo nova e familiar. Também noto neste fio condutor a ausência daquelas músicas de cortar a respiração / apertar o coração. Noto a ausência do registo mais poderoso da Sónia, também... Mas passado 1/3 do álbum, só tenho a dizer que estou realmente a gostar e esta música não é excepção.
É curioso que, de uma forma ou de outra, associo estas 4 músicas ao verão. Há um calor que transmite até nas profundezas do oceano da Mermaid Song. E esta My Sun é mesmo uma tarde de sol, uma corrida a dois num parque verde sem fim. Risos e olhares de cumplicidade... Uma música pop. Simples e directa. Feliz. Um dia, vais dançar esta canção comigo :)
Abri uma excepção após um dia inteiro a ouvir a música, que me faz sentir feliz que nem um perdido. Isto porque quando prestei mais atenção à letra, percebi o motivo da alegria que a música me transmite. Parabéns Nuno! Há um pedacinho da tua imensa felicidade que se sente aqui.
Por esta altura, já se sente o fio condutor deste álbum, o elo comum entre as músicas. Tenho gostado bastante das novas melodias e desta sonoridade que é ao mesmo tempo nova e familiar. Também noto neste fio condutor a ausência daquelas músicas de cortar a respiração / apertar o coração. Noto a ausência do registo mais poderoso da Sónia, também... Mas passado 1/3 do álbum, só tenho a dizer que estou realmente a gostar e esta música não é excepção.
É curioso que, de uma forma ou de outra, associo estas 4 músicas ao verão. Há um calor que transmite até nas profundezas do oceano da Mermaid Song. E esta My Sun é mesmo uma tarde de sol, uma corrida a dois num parque verde sem fim. Risos e olhares de cumplicidade... Uma música pop. Simples e directa. Feliz. Um dia, vais dançar esta canção comigo :)
Abri uma excepção após um dia inteiro a ouvir a música, que me faz sentir feliz que nem um perdido. Isto porque quando prestei mais atenção à letra, percebi o motivo da alegria que a música me transmite. Parabéns Nuno! Há um pedacinho da tua imensa felicidade que se sente aqui.
My Sun por Cube
My Sun
Até 2010 tivemos como certa a Voz dos Gift, um dos seus maiores portentos e motivos de destaque; em 2011, o mais acertado será reconhecer que esta já não é uma banda a uma só voz, mas antes uma banda de vozes. E neste tema, bem que se debatem entre si, num duelo amigável onde a única recompensa é o rasgar dos sorrisos de quem o escuta; pois que sim, este é um tema upbeat em que a crença de melhores dias virão é cantada e exortada durante os quatro minutos e trinta que o constituem. E enquanto esses minutos duram, acreditamos que esses dias também chegarão para nós.
somos tão novos e estamos tão perdidos.
o teu silêncio dentro dos gritos das árvores, o meu silêncio sobre o entardecer.
seria feliz se pudesse dizer-te:
vem, vamos fugir de mãos dadas, amor.
José Luís Peixoto
Até 2010 tivemos como certa a Voz dos Gift, um dos seus maiores portentos e motivos de destaque; em 2011, o mais acertado será reconhecer que esta já não é uma banda a uma só voz, mas antes uma banda de vozes. E neste tema, bem que se debatem entre si, num duelo amigável onde a única recompensa é o rasgar dos sorrisos de quem o escuta; pois que sim, este é um tema upbeat em que a crença de melhores dias virão é cantada e exortada durante os quatro minutos e trinta que o constituem. E enquanto esses minutos duram, acreditamos que esses dias também chegarão para nós.
somos tão novos e estamos tão perdidos.
o teu silêncio dentro dos gritos das árvores, o meu silêncio sobre o entardecer.
seria feliz se pudesse dizer-te:
vem, vamos fugir de mãos dadas, amor.
José Luís Peixoto
My Sun por Jumpman
A minha relação com a música dos The Gift vai além da música que eles transmitem e tão bem fazem. Há já muito tempo tomou contornos diferentes, é algo impregnado na pele e em todos os meus poros. Algo talvez complexo e que poucas pessoas compreendem.
E isso é um laço muito forte entre diversas pessoas. Uma cumplicidade inexplicável que se prolonga há muitos anos e que continua viva, muito viva. Vivências singulares vividas no silêncio de uma plateia ou na confusão de uma mosh, nas auto estradas que percorríamos na noite profunda e no amanhecer frio. Nas estações de serviço, na nossa parvalheira, nas despedidas e nos reencontros e em tudo o resto que guardo em mim e que me faz sorrir sempre que penso em The Gift.
E depois chegamos a esta música. Durante 4 minutos e 29 segundos, passou isso tudo na minha mente, como polaroids mentais. Os sentimentos, os locais. Como se estivesse a voltar a viver cada momento e estivessem ali mesmo, à distância de um passo. E deu-me vontade de rever cada uma dessas pessoas, de criar novos momentos.
Para que na altura em que a despedida chegue novamente, tenha na mente esta música e tenha a certeza que voltarei a ver todos e criarei novas memórias.
Esta música relembrou-me que nunca perdi nada, está tudo cá dentro. E que há uns dias, mais que outros, que sinto falta disso..
Obrigado à banda por me lembrar disso.
"Always remember"
E isso é um laço muito forte entre diversas pessoas. Uma cumplicidade inexplicável que se prolonga há muitos anos e que continua viva, muito viva. Vivências singulares vividas no silêncio de uma plateia ou na confusão de uma mosh, nas auto estradas que percorríamos na noite profunda e no amanhecer frio. Nas estações de serviço, na nossa parvalheira, nas despedidas e nos reencontros e em tudo o resto que guardo em mim e que me faz sorrir sempre que penso em The Gift.
E depois chegamos a esta música. Durante 4 minutos e 29 segundos, passou isso tudo na minha mente, como polaroids mentais. Os sentimentos, os locais. Como se estivesse a voltar a viver cada momento e estivessem ali mesmo, à distância de um passo. E deu-me vontade de rever cada uma dessas pessoas, de criar novos momentos.
Para que na altura em que a despedida chegue novamente, tenha na mente esta música e tenha a certeza que voltarei a ver todos e criarei novas memórias.
Esta música relembrou-me que nunca perdi nada, está tudo cá dentro. E que há uns dias, mais que outros, que sinto falta disso..
Obrigado à banda por me lembrar disso.
"Always remember"
My Sun por Keep Breathing
Mas por que razão não soltam a voz da Sónia?!
Os The Gift contam com a melhor vocalista que este país conhece e aquilo que mais me tem desiludido neste álbum tem sido precisamente o facto de a voz da Sónia surgir tantas vezes abafada….
Tudo bem com o “mais eléctrico”, tudo bem com o “menos épico”, tudo bem com o “mais colorido”, tudo bem todos os conceitos novos que queiram inventar, com todos os conceitos velhos que queiram reutilizar, mas, por favor, ponham a voz da Sónia acima de tudo isso!
A uns dias de distância, e à medida que as novas músicas vão chegando, vamos sedimentando opiniões. Desde a “RGB” que ando a pensar nisto e, hoje, com esta “My Sun”, tive a certeza: o que me tem faltado neste “Explode” é ouvir a voz da Sónia em todo o seu esplendor e de forma mais constante!
Aliás, não deve ser por acaso que a minha música preferida até agora foi o “pedaço”, a que vou chamar “Papercut”, incluído na “The Singles”… Porque aí há Sónia Tavares a sério!
Mesmo na RGB, aquilo que nela me fez mais confusão – já o disse antes aqui neste blog – foi o início estranho e a falta daquela “originalidade total” típica dos The Gift. O início era estranho, porque, ao ouvi-lo, quem não soubesse de que banda se tratava não poderia ter a certeza de era a voz da Sónia no fundo (fiz a experiência com duas pessoas!!). Eu só na parte do refrão descanso ao ouvi-la…
E a originalidade giftiana reside também muitíssimo na qualidade da vocalista. A “OK” cantada por outra pessoa chamar-me-ia a atenção quando vi a banda actuar na TV pela primeira vez (1997?) e levar-me-ia a comprar o álbum, até aí desconhecido, logo no dia seguinte? Não…
Gosto da música de hoje, não me interpretem mal! A “My Sun” é, de facto, soalheira. O crescendo está muito bem criado, a quebra a meio está perfeita, o retomar no mesmo ponto alto faz todo o sentido, a voz da Sónia a impor-se “lá atrás” de vez em quando… mas… mas continuo ainda com os meus “mas”…
Os The Gift contam com a melhor vocalista que este país conhece e aquilo que mais me tem desiludido neste álbum tem sido precisamente o facto de a voz da Sónia surgir tantas vezes abafada….
Tudo bem com o “mais eléctrico”, tudo bem com o “menos épico”, tudo bem com o “mais colorido”, tudo bem todos os conceitos novos que queiram inventar, com todos os conceitos velhos que queiram reutilizar, mas, por favor, ponham a voz da Sónia acima de tudo isso!
A uns dias de distância, e à medida que as novas músicas vão chegando, vamos sedimentando opiniões. Desde a “RGB” que ando a pensar nisto e, hoje, com esta “My Sun”, tive a certeza: o que me tem faltado neste “Explode” é ouvir a voz da Sónia em todo o seu esplendor e de forma mais constante!
Aliás, não deve ser por acaso que a minha música preferida até agora foi o “pedaço”, a que vou chamar “Papercut”, incluído na “The Singles”… Porque aí há Sónia Tavares a sério!
Mesmo na RGB, aquilo que nela me fez mais confusão – já o disse antes aqui neste blog – foi o início estranho e a falta daquela “originalidade total” típica dos The Gift. O início era estranho, porque, ao ouvi-lo, quem não soubesse de que banda se tratava não poderia ter a certeza de era a voz da Sónia no fundo (fiz a experiência com duas pessoas!!). Eu só na parte do refrão descanso ao ouvi-la…
E a originalidade giftiana reside também muitíssimo na qualidade da vocalista. A “OK” cantada por outra pessoa chamar-me-ia a atenção quando vi a banda actuar na TV pela primeira vez (1997?) e levar-me-ia a comprar o álbum, até aí desconhecido, logo no dia seguinte? Não…
Gosto da música de hoje, não me interpretem mal! A “My Sun” é, de facto, soalheira. O crescendo está muito bem criado, a quebra a meio está perfeita, o retomar no mesmo ponto alto faz todo o sentido, a voz da Sónia a impor-se “lá atrás” de vez em quando… mas… mas continuo ainda com os meus “mas”…
My Sun por Geminus
Um raio de sol animado abre a melodia e promessas felizes de vários dias começam em catadupa. É uma música amarelo alegre. Sol. Sem dúvida. Mas…
… cheira muito a The Arcade Fire, banda que conheço e aprecio bastante, mas que não é aquilo que espero ouvir dos The Gift, pois já têm o seu espaço.
Confesso que tenho vontade (MUITA) de ouvir a textura da voz da Sónia, que tanta personalidade atribui às músicas e que as torna únicas e diferentes de todas as outras que sejam feitas por aí. Sinto mesmo muita falta e especialmente neste tema.
Confesso que até agora esta terá sido a música em que mais senti a diferença daquilo que eram… Porque em todas as outras se conseguia, ao longo da melodia, identificar aquilo a partir do qual evoluíram, alguns tiques da banda…
A My Sun, por outro lado, apesar de ser uma música de que gosto, dá-me a sensação que poderia ter sido feita por uma outra qualquer banda...
E se é verdade que a evolução é o que mexe o mundo, não devemos esquecer-nos nunca de onde evoluímos e não perder a nossa marca, o espaço que já conquistámos.
Muitas vezes é a alma que nos diferencia dos outros…
… cheira muito a The Arcade Fire, banda que conheço e aprecio bastante, mas que não é aquilo que espero ouvir dos The Gift, pois já têm o seu espaço.
Confesso que tenho vontade (MUITA) de ouvir a textura da voz da Sónia, que tanta personalidade atribui às músicas e que as torna únicas e diferentes de todas as outras que sejam feitas por aí. Sinto mesmo muita falta e especialmente neste tema.
Confesso que até agora esta terá sido a música em que mais senti a diferença daquilo que eram… Porque em todas as outras se conseguia, ao longo da melodia, identificar aquilo a partir do qual evoluíram, alguns tiques da banda…
A My Sun, por outro lado, apesar de ser uma música de que gosto, dá-me a sensação que poderia ter sido feita por uma outra qualquer banda...
E se é verdade que a evolução é o que mexe o mundo, não devemos esquecer-nos nunca de onde evoluímos e não perder a nossa marca, o espaço que já conquistámos.
Muitas vezes é a alma que nos diferencia dos outros…
My Sun por AndréGift
Primeira observação a fazer: se me dessem a ouvir "My Sun" não conseguiria identificar como sendo dos Gift. Noto, numa parte ou noutra, um toque The Gift, mas pouco...Não querendo dizer com isto que é mau, antes pelo contrário. Se por vezes sabe bem ouvir numa música algo que nos faz identificar com a banda (do passado), por outro lado, sabe bem ouvir coisas novas, que mostram a banda do fturo... Os Gift marcam a diferença...
Esta é uma música para ouvir a caminho da praia, num dia de sol...
Pode ser a Nazaré. Depois damos um pulo a Alcobaça e aproveitamos o bom tempo de final de tarde numa esplanada em frente ao Mosteiro. Jantamos, tiramos umas fotos e estamos entre amigos. Terminamos a noite com um concerto dos Gift, no Cine-teatro local. Ai, o sol já se foi embora, mas estamos quentes de felicidade, e contemplamos o que de mellhor os nossos meninos nos dão... Neste dia sou feliz. :)
Esta é uma música para ouvir a caminho da praia, num dia de sol...
Pode ser a Nazaré. Depois damos um pulo a Alcobaça e aproveitamos o bom tempo de final de tarde numa esplanada em frente ao Mosteiro. Jantamos, tiramos umas fotos e estamos entre amigos. Terminamos a noite com um concerto dos Gift, no Cine-teatro local. Ai, o sol já se foi embora, mas estamos quentes de felicidade, e contemplamos o que de mellhor os nossos meninos nos dão... Neste dia sou feliz. :)
My Sun por Crisanto
My Sun é muito fácil de entender.
Talvez por ser a menos complicada, a menos genial, a menos surpreendente. Será isto mau? Não, não é. Está aqui um verdadeiro Radio Hit. Mas a questão é: um Radio Hit faz uma grande música, em alguns casos não.
Não é esta música que me iria vender o álbum , mas certamente esta música venderá muitos alguns de Explode. Perfeita para juras de amor, perfeita para nos apaixonar-mos ao som de : “one day you´ll dance this song with me”.
Esta é e irá ser obrigatória em concertos. Aos primeiros acordes as meninas vão começar a saltar e os meninos a bater o pé. Leve, fresca e dançável….perfeita para a época que vem aí. Já a ouvi mais de uma dezena de vezes hoje, mas não, não é por ser uma grande música, ouvi-a tantas vezes apenas e só por estar apaixonado.
Eu bem tinha avisado que as minhas opiniões seriam condicionadas pelo estado do tempo e pela conjectura sócio-económica do país.
Talvez por ser a menos complicada, a menos genial, a menos surpreendente. Será isto mau? Não, não é. Está aqui um verdadeiro Radio Hit. Mas a questão é: um Radio Hit faz uma grande música, em alguns casos não.
Não é esta música que me iria vender o álbum , mas certamente esta música venderá muitos alguns de Explode. Perfeita para juras de amor, perfeita para nos apaixonar-mos ao som de : “one day you´ll dance this song with me”.
Esta é e irá ser obrigatória em concertos. Aos primeiros acordes as meninas vão começar a saltar e os meninos a bater o pé. Leve, fresca e dançável….perfeita para a época que vem aí. Já a ouvi mais de uma dezena de vezes hoje, mas não, não é por ser uma grande música, ouvi-a tantas vezes apenas e só por estar apaixonado.
Eu bem tinha avisado que as minhas opiniões seriam condicionadas pelo estado do tempo e pela conjectura sócio-económica do país.
My Sun por LaFolie
- Estou?
- Apple Store boa tarde. Em que posso ajudar?
- Bem tenho aqui um problema com o meu Ipod, parece que não está a funcionar bem. Ontem estava tudo bem e hoje não sei porquê, ele está-me a fazer coisas estranhas.
- Mas qual é o problema?
- Parece que quando carrego no Play sobre uma música, ele vai parar a outra música de outra banda.
- Mas pode dar-me um exemplo? Não estou a perceber.
- Por exemplo, hoje carreguei no “My Sun” dos The Gift e comecei a ouvir Arcade Fire. É grave? Até estou a ouvir uma voz de homem a cantar e tudo.
- Hum.. não me parece que seja um problema informático .
- Espere! Afinal é mesmo The Gift. Desculpe. Está tudo bem.
- Não faz mal.
- Adeus Boa tarde
E é neste momento que penso como foi a escolha do alinhamento de envio das músicas. Quem é que pensou enviar-me a My Sun agora, depois da Mermaid Song? Eu que já estava novamente aberta ao mundo Gift. Hum...
Afinal os The Gift estão a obrigar-me a seguir o alinhamento deles. E o meu próprio alinhamento do álbum ? E se não me apetecer seguir o mesmo caminho. Posso ? Obrigada.
Ter ouvido a The Singles e a Mermaid Song antes da My Sun condicionou a minha audição da My Sun, sem duvida.
Resumindo, há musicas que nos passam ao lado.
A My Sun foi uma dessas. Ouvi uma vez e pus ali num canto da casa, mas está bem arrumadinha. Vou tentar de vez em quando é tirar o pó de cima dela. Um dia é de pegar nela novamente, mas hoje não será de certeza. Nem tudo é perfeito na vida. E ainda bem.
2 de março de 2011
Mermaid Song por Andrégift
Vou começar pelo fim. Durante o dia de hoje escutei as 3 músicas uma série de vezes. Quero ter a certeza do que digo sobre as músicas dos Gift e expressar o que elas me transmitem. Reparo que é injusto, para todos nós que aqui escrevemos, avaliar uma música apenas com um dia de audição. Senti isso hoje. A música "The Singles" soou-me estranha, muitas músicas dentro de uma só, muitos ritmos diferentes...
Ouvia hoje e o sentimento foi totalmente diferente. Gostei de toda a diferença que existe na melodia e, sim, reconheci os Gift em muitas partes da música. Com a RGB o sentimento pernamece. Foi amor à primeira escuta!!! :)
Em relação à terceira música: Chegou mais cedo, pelo menos ao meu e-mail. Os primeiros acordos levam-me a viajar. Depois apercebo-me que estou em Oriente. Nesta "Mermaid Song" sinto a India por todo o meu corpo. Transmite-me calma, serenidade, pela forma como é cantada pela Sónia e pelo Nuno (julgo ser ele)!!!Vejo-me a tomar um chá envolto num silêncio apaziguador.
Ao terceiro dia o balanço é mais do que positivo. As músicas surpeendem-me a cada dia e de cada vez que as escuto descubro novas particularidades. Por hoje é tudo. Amanhã mais uma descoberta, mais um novo som para nos encher a alma...
Ouvia hoje e o sentimento foi totalmente diferente. Gostei de toda a diferença que existe na melodia e, sim, reconheci os Gift em muitas partes da música. Com a RGB o sentimento pernamece. Foi amor à primeira escuta!!! :)
Em relação à terceira música: Chegou mais cedo, pelo menos ao meu e-mail. Os primeiros acordos levam-me a viajar. Depois apercebo-me que estou em Oriente. Nesta "Mermaid Song" sinto a India por todo o meu corpo. Transmite-me calma, serenidade, pela forma como é cantada pela Sónia e pelo Nuno (julgo ser ele)!!!Vejo-me a tomar um chá envolto num silêncio apaziguador.
Ao terceiro dia o balanço é mais do que positivo. As músicas surpeendem-me a cada dia e de cada vez que as escuto descubro novas particularidades. Por hoje é tudo. Amanhã mais uma descoberta, mais um novo som para nos encher a alma...
Mermaid Song por Crisanto
Esta música não é para homens complexados.
É uma música para delicada e é para ser deliciosamente devorada do princípio ao fim (nem sei se isto é bom português). Tipicamente doce, tem uma dose de sonho. Há muito tempo que não ouvia nada tão bonito, sim bonito, no verdadeiro sentido da palavra. É daquelas músicas para ouvirmos a sós, namorando o nosso ego. Fui completamente embalado sempre que a ouvi. Não é para partilhar, é para guardar e não contar a ninguém que ela existe.
Como não sou um homem complexado posso dizer, não me importei de ser embalado por uma voz masculina. Esta música também deveria ter pelo menos 12 minutos.
Para acabar gostava de dizer mais uma coisa:
Eu fui muito crítico dos últimos trabalhos dos Gift, da mesma forma venho aqui dizer que estou completamente rendido a “eles” novamente. Estou mesmo, mas mesmo feliz. Por mim, por nós, e por eles. Conseguiram-me arrebatar novamente, e que saudades eu tinha disso.
Tenho 1,85, tenho 90 kilos, 32 anos e pareço um puto a cada música nova que recebo.
Obrigado.
É uma música para delicada e é para ser deliciosamente devorada do princípio ao fim (nem sei se isto é bom português). Tipicamente doce, tem uma dose de sonho. Há muito tempo que não ouvia nada tão bonito, sim bonito, no verdadeiro sentido da palavra. É daquelas músicas para ouvirmos a sós, namorando o nosso ego. Fui completamente embalado sempre que a ouvi. Não é para partilhar, é para guardar e não contar a ninguém que ela existe.
Como não sou um homem complexado posso dizer, não me importei de ser embalado por uma voz masculina. Esta música também deveria ter pelo menos 12 minutos.
Para acabar gostava de dizer mais uma coisa:
Eu fui muito crítico dos últimos trabalhos dos Gift, da mesma forma venho aqui dizer que estou completamente rendido a “eles” novamente. Estou mesmo, mas mesmo feliz. Por mim, por nós, e por eles. Conseguiram-me arrebatar novamente, e que saudades eu tinha disso.
Tenho 1,85, tenho 90 kilos, 32 anos e pareço um puto a cada música nova que recebo.
Obrigado.
Mermaid Song por Marcos
“Mermaid Song” começa. Uma atmosfera mais introspectiva. Um universo cósmico. A voz de Sónia Tavares surge. O registo é diferente. Pausa. (Ouço com atenção.) A linha melódica é constante. Não me parece haver variações. Aqui e ali, um interlúdio mais experimental. O ritmo mantém-se. Sinto a falta de uma explosão. Uma reviravolta. Outra emoção. “Mermaid Song” acaba. Para já, estranhei. Não me vou precipitar. Vou amadurecer a minha opinião.
Play again…
Vai-se entranhado. Pouco a pouco. Mas ainda a estranho. Continuo a sentir falta de algo…
Play again…
Fecho os olhos. Sinto-me embalado. A voz sussurra-me ao ouvido. Entranha-se mais. Já compreendo “Mermaid Song”. A cada audição compreendo-a cada vez mais. Uma canção de embalar. Um murmúrio. Acho que a melodia já me entrou no ouvido.
Play again…
Sim, já.
Play again…
Vai-se entranhado. Pouco a pouco. Mas ainda a estranho. Continuo a sentir falta de algo…
Play again…
Fecho os olhos. Sinto-me embalado. A voz sussurra-me ao ouvido. Entranha-se mais. Já compreendo “Mermaid Song”. A cada audição compreendo-a cada vez mais. Uma canção de embalar. Um murmúrio. Acho que a melodia já me entrou no ouvido.
Play again…
Sim, já.
Mermaid Song por Geminus
Numa sala vazia negra és um ponto branco brilhante crescente no centro, como se tivesses roubado toda a luz deste espaço. Qual bailarina numa caixa de música, giras e rodopias a encantar-me com a tua graça desajeitada, mas perfeita. Dás passos para mim e retrocedes em jeito de provocação. E sorris, de braços abertos e ondulantes, convidativos. Invisível, deixo envolver-me na tua dança e permito que os teus braços de mármore abracem o meu corpo, para que te acompanhe…
O preto e o branco têm lugar num álbum a cores. E sabe tão bem…
O preto e o branco têm lugar num álbum a cores. E sabe tão bem…
Mermaid Song por Even_Flow
She’s got a mermaid heart
Azul! Azul, azul, azul. Aquele azul tão azul como uma onda do mar que entra dentro de nós. O azul dos sorrisos molhados, do sal a secar na pele, dos olhos a brilhar de prazer. O azul dos gritos, por dentro e por fora, e dos risos eternos. O azul das pegadas na areia, da brisa morna, como que um suspiro contínuo, um suspiro descontraído enroscado em si mesmo. O azul dos golfinhos contra a rebentação.
O azul gordo e quente, salpicado de estrelas, nas noites sem luar. O azul de uma guitarra que se ouve ao fundo, sempre com a mesma melodia, sempre com a mesma cadência, tão suave que podia ser parte de um sonho. O azul dos dias que passam sem pressa e se vão espreguiçando. O azul que esconde um mundo de silêncio e de mistério, de bolhas que rebentam, de milhares de cores camufladas, de uma vida que parece quase etérea. O azul da imaginação sem limites, dos sonhos a voar em nuvens, dos segredos, das antecipações. O azul dos desejos, dos mais profundos e arrebatadores desejos. O azul confortável e seguro, onde apetece ficar para sempre, como que berço recuperado. O azul dos air e o azul do ar. O azul dos detalhes e dos grandes planos. O azul que acorda e o azul que embala.
Azul! Azul, azul, azul.
Azul! Azul, azul, azul. Aquele azul tão azul como uma onda do mar que entra dentro de nós. O azul dos sorrisos molhados, do sal a secar na pele, dos olhos a brilhar de prazer. O azul dos gritos, por dentro e por fora, e dos risos eternos. O azul das pegadas na areia, da brisa morna, como que um suspiro contínuo, um suspiro descontraído enroscado em si mesmo. O azul dos golfinhos contra a rebentação.
O azul gordo e quente, salpicado de estrelas, nas noites sem luar. O azul de uma guitarra que se ouve ao fundo, sempre com a mesma melodia, sempre com a mesma cadência, tão suave que podia ser parte de um sonho. O azul dos dias que passam sem pressa e se vão espreguiçando. O azul que esconde um mundo de silêncio e de mistério, de bolhas que rebentam, de milhares de cores camufladas, de uma vida que parece quase etérea. O azul da imaginação sem limites, dos sonhos a voar em nuvens, dos segredos, das antecipações. O azul dos desejos, dos mais profundos e arrebatadores desejos. O azul confortável e seguro, onde apetece ficar para sempre, como que berço recuperado. O azul dos air e o azul do ar. O azul dos detalhes e dos grandes planos. O azul que acorda e o azul que embala.
Azul! Azul, azul, azul.
Mermaid Song por LaFolie
Um dia hei-de ser adulta.
Hoje dei conta que sou a pessoa mais velha aqui. Não é por acaso que falo disso ao som desta música. Não é por acaso, não. 34 anos. Acreditem, é verdade. Na minha cabeça ainda tenho, sei lá, 20 anos. Algum dia passei os 30 ? Isso é mentira, só pode. Algum dia serei uma pessoa adulta ? Não, e não quero ser, obrigada, mas deixo isso para os outros. Deixem-me com as minhas loucuras por favor, com os meus sonhos, aqueles que tinha quando tinha 15 anos e que o mundo era meu. Deixem-me seguir o que o meu coração diz.
Ao som da música, hoje ainda tenho muito menos. Estou nos braços da mulher mais importante da minha vida, a única que sabe realmente quem sou.
Mãe, prometo, um dia hei-de ser adulta, mas antes disso canta-me uma música para eu adormecer por favor. Que o mundo lá fora é muito feio.
E já agora mãe, podes cantar-me aquela música? Sabes, aquela que gosto muito. Sim é essa. A Mermaid Song .
Um dia hei-de ser adulta. Prometo.
Hoje dei conta que sou a pessoa mais velha aqui. Não é por acaso que falo disso ao som desta música. Não é por acaso, não. 34 anos. Acreditem, é verdade. Na minha cabeça ainda tenho, sei lá, 20 anos. Algum dia passei os 30 ? Isso é mentira, só pode. Algum dia serei uma pessoa adulta ? Não, e não quero ser, obrigada, mas deixo isso para os outros. Deixem-me com as minhas loucuras por favor, com os meus sonhos, aqueles que tinha quando tinha 15 anos e que o mundo era meu. Deixem-me seguir o que o meu coração diz.
Ao som da música, hoje ainda tenho muito menos. Estou nos braços da mulher mais importante da minha vida, a única que sabe realmente quem sou.
Mãe, prometo, um dia hei-de ser adulta, mas antes disso canta-me uma música para eu adormecer por favor. Que o mundo lá fora é muito feio.
E já agora mãe, podes cantar-me aquela música? Sabes, aquela que gosto muito. Sim é essa. A Mermaid Song .
Um dia hei-de ser adulta. Prometo.
Mermaid Song por Keep Breathing
Ouvi esta música como deve ser ouvida: de frente para o mar e muito perto da sereia. Há pouco mais de seis anos os The Gift lançavam o AM-FM e, quase em simultâneo, começava algures uma estranha relação onde alguém jurava ao outro não amor eterno, mas apenas “I will keep my helmet on”… por medo… por pressentimento… porque era fácil saber como seria o princípio, o meio… e o fim… Mas depois, pouco tempo depois, o medo desapareceu e, com ele, foi-se toda a protecção… I did’t get my life cause I thought I would be your life! Erra-se tantas vezes no espaço de uma só vida... E sabia que não se devia ter atirado ao mar! Agora não lhe resta nada senão afogar-se… Porque no fim, neste fim, percebe que foi tudo um lindo canto… mas de sereia... Tal como previra.
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